Tag poeta

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⁠Soneto destituído

Parece, ou eu me engano, que a solidão
De repente deixou o prazer no passado
O letrando, o cântico, agora desafinado
Se vai o sentimento cheio de sensação
Por que não há vão, que não vá ao chão
Da saudade, da dor do falto, tão pesado
Até de aflição pulsa o versar atordoado
Nem uma voz se ouve vinda do coração

Um usurpar da feição poética, advieste
Deixando a prosa triste, num desvario
E de lágrima tétrica a poesia se reveste
Nesta carência da alma, foi-se o gentio
Sentido, e sem que a emoção lhe reste
Assim, destituído de gesto, terno feitio

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
7 setembro, 2023, 6’57” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Singular

Se acaso poetares um verso tocante
Ó soneto! Musicando o fascínio feito
Inspira, piedoso, com sentido e jeito
O novo, ao poeta, amador e amante
Dize como uma sedução importante
A emoção, por fiel, cravando o peito
E, assim, então, fruir o bom proveito
Provocando o afeto a cada instante

Que da prosa sensação, me declara
A mão afetuosa me mima desta sina
E poética aos meus sentidos, tomara!
Lembrando-se duma inspiração divina
Que lega a paixão, que um dia jurara
Trazendo amor que o sonho imagina.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
7 setembro, 2023, 20’09” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Proposição

Se talvez aqui topares, ó soneto
Meu coração já sucumbido feito
Ali sofrente e suspiroso no peito
Acuda-o, não o deixai irrequieto
Devaneia noutro verso discreto
Cuida-lhe no seu doloroso leito
Na sua métrica tenha mais jeito
Então, na afeição mais alfabeto

Repleto, completo e demais raro
Trate a cada lado com sensação
Alivio a versão e poético amparo
Assim, os versos com doce sorte
Que, por honra ao amor, emoção
Senão, rendição, ao soneto morte!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 setembro, 2023, 20’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠"Somnium,ii" 

Quantos sonhos? Tantos, tantos, nem sei
Cada momento aquele detalhe em poesia
Um toque, um sentido, o suspiro que rimei
A poética, fantasia, aquilo que não suporia
O lado frustrado, os que também eu amei
Tento levar a vida com sensação, alegria
Cada singular emoção na prática exaltei
Busquei o bem o amor, cantei com magia

Sonhei com a imaginação tão embaciada
Sonhei os devaneios d’alma, apaixonada
Sonhei o sonho sonhado, cheio de versão
Assim, vou pela vida, sonhando a sonhar
Pois, dentro do peito há paixão a palpitar
Ornando a prosa com a ilusão do coração

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 setembro, 2023, 15’53” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠tem gente 
que nasce 
sol todos os dias 
almas de verão 

@thalimontesanto 

Inserida por thalitamontesanto

⁠Quando tudo deu errado precisei mudar
Transformar as labuta em luta
Por novas ideias na cabeça e aplicar na vida
Marchei avante mesmo sendo fraco na guerra
A vida chacoalhou minhas ideias e me formou poeta 

Inserida por Diego_Sukuri_

⁠já me quiseram 
calada
quieta 
pra me vingar
virei poeta 

@thalimontesanto 

Inserida por thalitamontesanto

⁠Para ser um bom poeta
Não precisa ser letrado
Acadêmico ilustre
Estudante laureado
Tem que ter vocabulário
Ou senão um dicionário
E estar bem inspirado

Inserida por RomuloBourbon

⁠Laceração

Muitos versos, por certo, eu redigi
Por certo, muitos versos eu cantei
Devaneei, inspirei, lá, acolá, aqui
E muitos, eu, na saudade guardei
E na poética, aquela solidão, vivi
Recebi afagos, também, afaguei
Olhei em volta, outrora adormeci
O singular instante, de amor falei

Das palavras ao vento, doce ilusão
Dos gestos dados, eterna emoção
Muito senti e quis, e pouco sobrou
Então, o fado, de afiado embaraço
Me lacerei no querer um só abraço
E no teu cheiro que no verso ficou!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 setembro, 2023, 19’37” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Eu escrevo para me libertar 

Inserida por Bissueque

⁠Clamor

Quando eu parar de criar verso salgado
Para elevar, por fim, o agrado na poesia
Nessa hora solene e de festiva alegria
Peço a ventura que fique firme ao lado
Não quero somente pelo desejado dia
Açoitando minha alma com o passado
Preciso de suspiro e olhar apaixonado
Nos versos, cheios de branda melodia

Depois que a poética tiver seu abrigo
No desfastio, tenha verso enamorado
Traga tom, gesto, num versejar amigo
Se o poema de um prazer foi separado
No clamor, então, quero sair do castigo
E, não mais ter o aprazimento negado.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 setembro, 2023, 14’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Soneto do cerrado abafado

Quem ateou este sedento chão do sertão
Nesta aridez que nunca mais se apaga?
E para que o planalto com está sua saga
De severo tempo, de sede, de sequidão?
Quem pintou em tom de cinza, desolação
Sentido na toada, de tonalidades pesadas
Num pôr do sol no horizonte vermelhadas
Amarrotando a vereda em ardida vastidão

E, o vento abrasado, e a vegetação aflita
Sol a pino, nuvens no céu que desbotou
Aquentando o verso com cálida pulsação
Quanto calor, e o craquelado na escrita
Um empoeirado que da terra desgarrou
Abafando o cerrado com agre sensação.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 setembro, 2023, 12’12” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Pulsar do coração

Sobre o amor se eleva este canto
Em gesto poético tão apaixonado
O sentimento exato num traçado
Da paixão com seu doce encanto
Dentre tantos feitos, me és tanto
E à sensação um afeto recatado
Ao voejar na alma, soneto alado
E ao entanto se faz sacrossanto

Sobre o versar aquela essência
Necessária a um singular olhar
Que deixa a prosa com emoção
Então, como é bom poder amar
Pra ser algo maior na existência
Suspirando o pulsar do coração.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2023, 11’35” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

As mãos do poeta e o perfume das flores

⁠As mãos do poeta, como ferramentas habilidosas,
Deslizam suaves nas palavras, criando melodias sutis,
Elas colhem versos como pétalas em manhãs de primavera,
E tecem fragrâncias de sonhos em cada linha sincera.
No papel, o poeta traça seu amor pelas flores,
Transcreve o perfume que transpira da alma.
Com suas mãos, ele cultiva jardins de emoção,
E os versos florescem com pura devoção.
Cada toque, um carinho, um beijo de tinta e papel,
As mãos do poeta contam histórias como ninguém mais,
Elas transformam o aroma das flores em poesia,
E assim, a beleza da vida ganha sua mais bela prosa.

⁠Por conta e risco

Uns sonetos importunam, esganiçados
A sisudez da poética com descortesia
Ou por inquietas ufanias são poetados
Em poeirenta sensação, vã, seca e fria
É a arte que provoca, toca, uma poesia
Dando voz, hora e vez aos alucinados
Passados, na paleia que disseca e cria
Acutilando os sentimentos apunhalados

Não é agrado, nem alívio, mas suspiro
Que faz sangrar cada palavra, rabisco
Em cítricos versos em um acertado tiro
Cada feito é vida, por tal, não se doma
Cada um dos traços é apenas um risco
Quando quer no doce versar, o aroma!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 setembro, 2023, 10’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Onda de calor - (no cerrado)

No cerrado, o sol referve, em fulgor ardente
As copas dos pequis, na nuance estorricada
Tortos galhos nus. E a planície descalvada
Escaldado sertão, pela, a sensação da gente
Não há sombra, poeirento chão, céu luzente
Desmaiado vento e, o mormaço pela estrada
Buritis de braços abertos, geme, dita fadada
Súplice quentura, o purgatório sofregamente

E, inflamado, sussurrante, e tão inconstante
Ofega, quase sem querer, sem ter vontade
Para enfrentar, bravamente, o dia torturante
No prado corre o suor, ressumado, tom maior
E nesta verdade um rogo suplicante, piedade!
O cerrado, encalorado, arde na onda de calor.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 setembro, 2023, 16’54” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Uma paixão

Paixão é o céu azul! A alma com canto
O que entorpece e alimenta a sensação
É o olhar que roubou o tom do encanto
A poética lua em serenata pro coração
Paixão é emoção, sedutora, um recanto
No peito: tão cheio daquela doce ilusão
Sentido, sede, tentador, contenta tanto!
Dando entusiasmo a nossa imaginação

Paixão é arrebatamento que nos aloja
A beleza balsâmica do amor que forja
É a matiz que aquece o toque, arrepio...
Paixão, explosão de desejo, sentimento
Sussurros, suspiros, ignoto seguimento
Pois, vida sem paixão, um poema vazio!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/09/2023, 11”54” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
Inserida por pensador

Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
Inserida por pensador

O comum dos homens só se interessa pela sua própria pessoa, mas o poeta só se interessa pelo seu próprio eu.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
Inserida por pensador

⁠Chuvarada... (soneto II)

Chuvarada... do céu caindo, no cerrado
e, sob o céu, a primavera ornando, além
exalando perfume, e o vento perfumado
agrado, que se sente, sentindo um bem
Chuvarada... molhando o chão ressecado
num movimento, encantado, de vai e vem
suave doçura, deste momento afortunado
dos suspiros da chuva, que as chuvas têm

Chuvarada... a chuva... feitiços diversos
de mil canções, em umedecidos versos
musicado na alma o compasso a pingar
Chuvarada... quanta vez a ti comparável
em um soluço nostálgico e tão insaciável
afim, cerro os olhos e me pego a chorar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/09/2023, 14”14” – Araguari, MG
*na bolha de calor a dias, hoje, choveu no cerrado.

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Sou um pássaro fora do ninho.
Uma mente na gangorra
Presa na masmorra sem chave
Do meu próprio eu.

Inserida por marceloreis2


O que mais estimula a alma do poeta?

O amor…
A dor…
A dor de amor…
A dor do amor vivido…
A dor do amor não vivido…

Inserida por suzanadamiani

⁠Nós poetas somos pessoas carentes
Que enxergamos o mundo na sombra da letra
Nós poetas somos pessoas envolventes
Que mostramos ao mundo nossa arte
Através da letra.

Inserida por Danicarvalho4015

⁠Dama da Noite (flor)

No meu jardim, há uma flor encantada
Que freima a perfeição e a imaginação
Perfumada, à noite, é graça iluminada
Aos versos, doce poética com emoção
É alva composição, é sedução velada
E estas flores, atraentes, até em botão
Tão majestosas adentra a madrugada
Perfumando com sua infida sensação

No meu jardim, há uma flor, fagueira
Que seduz nossa fascinação inteira
Como a um versejar cheio de amor...
... breve, intenso. Tal como um clarão
Apesar disso, agarra toda a atenção
A “Dama da Noite”... poesia em flor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/10/2023, 19”24” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol