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Escrevo na tentativa de curar
Dores que poucos conhecem.
Muitas vezes, não representam nada para quem lê,
Mas quem escreve sente cada letra escrita,
Cada vírgula colocada.
É como se cada palavra fosse um processo de libertação interior.
Escrever é despir tudo o que somos.
Escrevo poesia em muitos momentos, mas principalmente quando preciso gritar.
Minha alma anseia por liberdade.
Em certos momentos, somente a palavra alivia.
É como se fosse um caminho novo, percorro com calma,
Permitindo sentir o caminho, vivenciar o novo.
Nem sempre quero dar conta de tudo.
Muitas vezes, somente viver o momento,
Chorar sem pensar no tempo.
Quero sentir a intensidade,
Viver sem precisar explicar tudo,
Libertar-me das amarras da vida,
Buscar por liberdade.
Todos os dias vivemos muitas lutas, mas nem sempre as pessoas sabem.
Viva a sua história
A escrita alimenta minha alma.
Através dela, um novo mundo foi descoberto,
Onde cada palavra desperta inúmeros sentimentos.
Escrever é a minha melhor terapia.
Sou livre quando escrevo.
Muitas vezes, não queremos palavras bonitas,
Mas reciprocidade presente,
Palavra que aproxima,
Companhia todos os dias.
Ser cuidada como merecemos,
Não é sobre certeza, mas viver o hoje com intensidade.
Meu nome é poesia
Às vezes, sou apenas sentimento triste.
A intensidade que rasga o coração de quem lê.
Sou prosa, conto ou verso.
Liberto muitas almas com minhas palavras.
Transbordo com alegria em forma de melodia.
Tenho começo, meio e fim.
Viva a minha poesia!
Que saudade de Aruanda,
Mas um dia hei de voltar!
Encontrarei com os amigos
Que daqui vivo a sonhar...
Vovó Santana, Pai Guiné...
Pretinha Doce, Catarina
Seu Tranca Rua e Seu Zé
Que me acompanham em cada esquina
Mulambo,
Araúna,
A baianada que me anima!
Zambi, Pai Maior
Acalanto da família!
Que saudade de Aruanda...
Onde o corpo não arria
Esperem-me, Amigos
Tornarei à casa um dia!
Enquanto isso me protejam
Da estrela que alumia,
Que eu siga avante no trabalho
Sustentada na alegria!
“O verdadeiro amor transcende a vida mortal, é como uma poesia bela que, uma vez concebida, nunca morre”
Ney P. Batista
Dec/15/2021
Brasil:
No berço apenas a burguesia desfruta dessa mãe gentil,
"A amazônia é nossa" mas pobre desfruta-la nunca
se viu,
"o petróleo é nosso" mas para o nosso bolso é
incabível,
somos servos dos filhos amados dessa mãe
gentil,
eles acham que isso é guerra entre patrão e proletariado,
mas é guerra dos sem teto e latifundiários,
por que ontem passei fome e ele hoje comprou um novo carro?
Se somos filhos da mesma pátria por quê apenas eles esse solo tem
herdado ?
A maior dificuldade talvez seja reconhecer,
Que eles dizem ser seu para as grades você não
romper
e ir atrás de algo que foi construído por
você
O vaso do meu eu
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu aprendizado,
o tanto deve ter lutado,
o tanto deve ter guerreado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve ter amado
o tanto deve ter se enganado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve trabalhado,
o tanto deve ter passado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado
quantos devem ter partido,
quantos devem ter deixado
-Fino vaso, não conheço suas fissuras,
não conheço seus
cacos
mas por estar em pedaços
no quarto espelhado
faço de suas marcas meu aprendizado e
seu salto meu
resguardo.
Perdoe-me morte, tenho medo do
escuro
Perdoe-me morte, não gosto de
"pás"
Perdoe-me morte, mas eu não caibo
nessa caixa de
madeira
Perdoe-me morte mas não voltarei a ser
o que eu era;
nada...
Ordens
Caminhei, caminhei e caminhei
vi um pare e parei
caminhei, caminhei e caminhei
vi um vire e virei
caminhei, caminhei e caminhei
vi um abismo escrito "jogue-se"
e me joguei
Eu vi o bípede sem pena, sem amor e sem
compaixão
Eu o vi juntando papéis para voar seus
sonhos
Eu o vi voar de grades mesmo destruindo linhagens
Eu o vi repleto de árvores enquanto outros bípedes sem ninhos,
sem frutos, sem liberdade...
O Poeta e a poesia se encontram entre a trusteza e a alegria. É um dom superior, ateado em fogo, pelo ódio ou amor.
Há músicas que são verdadeiras poesias e que retratam exatamente aquilo que, muitas vezes, não conseguimos expressar. Quando acontece essa "magia", estabelecemos uma relação ainda mais humana e íntima com a música. É como se ela fosse exclusivamente nossa.
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
Sentir Poesia
Há algo que me reflete mais que uma foto
Onde posso expor sentimento
É como decifrar o pensamento
É como tomar café no copo
Refletir o amor depois do olhar
Não é como amar
É compor, escrever
Expor o que se sente o que se vê
Nada melhor do que ler
E sentir a inspiração
Nela posso ver
E compor sem solidão
Não é compor em melodia
É sentir vibrar a poesia
Que vem descompassada do coração
E essa é a melhor sensação
Posso escrever a qualquer momento
Falar do meu sentimento
Mas o melhor é sentir a poesia percorrer minha mente, força e coração
Daí surgir a inspiração
"Entre o Amor e a Alma: Reflexões Poéticas"
A poesia é o espaço entre o amor e a alma,
Pulsando em minhas veias até o coração.
Escrever é viver um amor inventando,
Que desejei, mas não pude conduzir.
É também fugir da realidade,
Escapar de mim, da parte que machuca.
Escrever não é só fugir, é criar o que almejo,
Amar é mais difícil do que falar sobre.
Como dizia o poeta: "O amor na Prática é sempre o contrário",
Na prática, amar dói, é complicado se relacionar.
No fundo, precisamos aprender a nos amar,
E então, se outro couber, nos relacionar.
“Quem veleja em seus próprios pensamentos viaja apenas para o interior de seu país; Mas quem encontra tempo para velejar nos pensamentos de outros, se permite viajar para o exterior.”
