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azul como o céu 🌊
Azul como o céu
Azul como o mar
Estrelas a brilhar
E nossos corações a pulsar
Sentados na calçada a noite
Perdida no Azul dos seus olhos
Tento focar no que você diz
E me perco em seus braços, como uma boa aprendiz
Um amor puro e verdadeiro
Um laço forte, um laço inteiro
A conexão nunca falha
Em cada abraço, a alma se agasalha
A cada beijo, a cada toque
Nossos desejos dançam como um rock
Em nossos corpos, a paixão se foque.
Duas palavras…
Ritmo e poesia
Abra cadabra
Apenas Palavras
Mansas e bravas
Duro doma-las
Pensar e cita-las
Cuidado, Cara
Tolo, cala
Sabias palavras
Mente solta
Sem travas
Duas palavras…
Doces amargas
Carga pesada
Da nada
Ideia cantada
Ideia encantada
Ideia Escrita
Ideia falada
Na moral
Sem patada
Quem fala?
Um poeta
Mero poeta
Rimas filhas
Cria Brasilia
Um dia
Bem criadas
rimas netas
Nossa raiz
Infinita Matriz
Você curte?
Me diz?
Bom som
Volume máximo
Fico feliz
Sempre quis
Santa Paranoá
Hadda Beliz
Dois grupos
Duas palavras
Varios versos
Um objetivo
Somos diversos
Assim superlativos
Duas palavras…
Amor e paz
Boa sorte
Ritmo e Poesia
Vida e morte
Em um rascunho de poesia no chão ao lado de toco de cigarro e uma flor de Ipê amarelo:
Faz sentido ter caído
Aqui desse lado
Talvez eu seja lido
É certo que serei pisado
Quase um lembrete
Quase um adesivo
Quase nada fui nessa porcaria
Mas antes do meu fim.
Virei poesia.
Em um pedaço de cidade
Em um pedaço de parede
Em um pedaço de azulejo
Quem diria.
Um pedaço de poesia
Eu sou o preto de nome Alex.
Descendente do escravo que fugiu para
Cavalcante sou Hadda o Kalunga.
Graças a Deus e a ele hoje estou vivo.
Mas. Cuidado comigo.
Bisneto de preto ladino
Eu falo eu canto eu rimo
Falo português duas "vez"
E o idioma daquele gringo.
Tatuagens e cicatrizes carrego comigo.
Sua ignorância minha aliada.
Meu conhecimento seu maior inimigo.
Crônicas de verão
Nos raios iniciais solares
Na escola, antes das aulas
Devaneando suavemente nos bancos escolares
Do lado de fora na frente das salas.
Numa preguicinha matinal
Sono em mim se mostrando
Sentindo o sol e me sentindo menos mal
Pelos corredores me pego caminhando.
Com a leve brisa do vento
Caminhando lentamente com meus amigos
Bem devagar, lento
Passando pelos pés de figos.
Em mim mesmo procurando abrigo
Para sumir esse sentimento de vazio
Pisando nesse chão antigo
Na pele sentindo o frio.
Abraça-me, querida arte
Acalenta-me em teu colo
Pinte minha dor
Finja que ela é bonita
Finja que há um propósito bom em sentir o amargo
Transforma o feio no bonito
E coloca essa tristeza para ser apreciada
Não guarda ela aí dentro não.
Acredito que todas as pessoas e coisas que nos toquem de verdade na vida, sejam vistas como arte pelos nossos olhos. E a arte não pode ser apagada, nem esquecida. A arte permanece dentro de nós até que findem nossos dias.
Tempo tem me sido escasso. Escrever tem me sido raro. Pintar, só na vontade. O pior é que ninguém te conta é que vida de adulto é ter que guardar a poesia na mochila.
O autoconhecimento é um caminho difícil a ser percorrido, mas o único capaz de nos levar a compreensão da existência. Cultive-o.
De repente Extinto
O que existia já não mais
De repente outra vez puro instinto
De novo o que antes jaz...
Num sopro de manhã se refaz...
Um bom dia vem
quando você saber que tem
riso compulsivo
céu da boca com hálito de hortelã
Beijo subjetivo com sabor de foliã
Café, pão e poesia na janela
maçã do amor e sebo nas canelas...
Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua
