Tag poesia
Muitas vezes, não queremos palavras bonitas,
Mas reciprocidade presente,
Palavra que aproxima,
Companhia todos os dias.
Ser cuidada como merecemos,
Não é sobre certeza, mas viver o hoje com intensidade.
Meu nome é poesia
Às vezes, sou apenas sentimento triste.
A intensidade que rasga o coração de quem lê.
Sou prosa, conto ou verso.
Liberto muitas almas com minhas palavras.
Transbordo com alegria em forma de melodia.
Tenho começo, meio e fim.
Viva a minha poesia!
Que saudade de Aruanda,
Mas um dia hei de voltar!
Encontrarei com os amigos
Que daqui vivo a sonhar...
Vovó Santana, Pai Guiné...
Pretinha Doce, Catarina
Seu Tranca Rua e Seu Zé
Que me acompanham em cada esquina
Mulambo,
Araúna,
A baianada que me anima!
Zambi, Pai Maior
Acalanto da família!
Que saudade de Aruanda...
Onde o corpo não arria
Esperem-me, Amigos
Tornarei à casa um dia!
Enquanto isso me protejam
Da estrela que alumia,
Que eu siga avante no trabalho
Sustentada na alegria!
Brasil:
No berço apenas a burguesia desfruta dessa mãe gentil,
"A amazônia é nossa" mas pobre desfruta-la nunca
se viu,
"o petróleo é nosso" mas para o nosso bolso é
incabível,
somos servos dos filhos amados dessa mãe
gentil,
eles acham que isso é guerra entre patrão e proletariado,
mas é guerra dos sem teto e latifundiários,
por que ontem passei fome e ele hoje comprou um novo carro?
Se somos filhos da mesma pátria por quê apenas eles esse solo tem
herdado ?
A maior dificuldade talvez seja reconhecer,
Que eles dizem ser seu para as grades você não
romper
e ir atrás de algo que foi construído por
você
O vaso do meu eu
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu aprendizado,
o tanto deve ter lutado,
o tanto deve ter guerreado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve ter amado
o tanto deve ter se enganado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve trabalhado,
o tanto deve ter passado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado
quantos devem ter partido,
quantos devem ter deixado
-Fino vaso, não conheço suas fissuras,
não conheço seus
cacos
mas por estar em pedaços
no quarto espelhado
faço de suas marcas meu aprendizado e
seu salto meu
resguardo.
Perdoe-me morte, tenho medo do
escuro
Perdoe-me morte, não gosto de
"pás"
Perdoe-me morte, mas eu não caibo
nessa caixa de
madeira
Perdoe-me morte mas não voltarei a ser
o que eu era;
nada...
Ordens
Caminhei, caminhei e caminhei
vi um pare e parei
caminhei, caminhei e caminhei
vi um vire e virei
caminhei, caminhei e caminhei
vi um abismo escrito "jogue-se"
e me joguei
Eu vi o bípede sem pena, sem amor e sem
compaixão
Eu o vi juntando papéis para voar seus
sonhos
Eu o vi voar de grades mesmo destruindo linhagens
Eu o vi repleto de árvores enquanto outros bípedes sem ninhos,
sem frutos, sem liberdade...
O Poeta e a poesia se encontram entre a trusteza e a alegria. É um dom superior, ateado em fogo, pelo ódio ou amor.
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
“Quem veleja em seus próprios pensamentos viaja apenas para o interior de seu país; Mas quem encontra tempo para velejar nos pensamentos de outros, se permite viajar para o exterior.”
A chuva derrama em as lágrimas do mundo desde o pecado, e o oceano guarda as lágrimas de Deus desde o dilúvio. Pois há um segredo escondido de baixo de tanto amor.
Pessoas superficiais buscam o que está na superfície, porém os sábios mergulham profundamente nas águas da emoção. Amar não está no ver, mas no sentir.
