Tag poesia
se realmente te amam, vão te aceitar quando você for uma brisa do oceano, mas também quando for uma tempestade de verão. você não foi feito para ser amada por partes; você é uma natureza inteira para ser explorada em todas suas escalas.
Que não percamos a capacidade de enxergar com nossos olhos sonhadores, além do que nossos olhos realistas são capazes de ver
Pause. Desfaça o punho cerrado por enquanto.
Faça um chocolate quente, um coque torto,
um acalanto.
Parar também é seguir – resistente.
Deixar para lá também é bater de frente.
Às vezes, não se mexer por um tempo,
também é andar por um monte.
Sinta a brisa e o azul, se ouça, se confie e se conte.
Tire o tênis depois da longa caminhada
e sinta o alívio nos pés.
Ficar descalça e relaxada também importa para ir à luta.
Veja a metáfora das folhas e a analogia das marés.
Faça uma nova receita, veja o que agora escuta.
Deixe a música tocar e só receba – busque
as respostas nas perguntas, observe.
Veja o que parece quente, mas, perceba, o que, na verdade, nunca ferve.
Deixa, um pouco, a vida resolver. Ela só quer mesmo o que faz valer.
Respire por agora, deixe de olhar
– para poder encarar com atenção.
Mude o que precisar
e veja, então, que a única coisa que você precisa
continuar sendo
é vulcão.
Tem poesia no meu coração, ela costuma sair pelos olhos porque, na maioria das vezes, eu me enrosco com as palavras. As palavras ficam como um nó na garganta e decidem sair de forma mais leve, elas saem pelo meu sorriso e pelo brilho dos meus olhos. Sortudos são os que conseguem enxergar e mais sortudos ainda aqueles que são o motivo dessa poesia, aqueles que a brotaram dentro de mim!!!
solidão
das companhias, a mais essencial
quietação
das atitudes, a mais racional
reflexão
dos remédios, o mais curável
abstração
das distrações, a mais indispensável
resignação
das virtudes, a mais sagaz
erudição
dos resultados, o mais eficaz
contemplação
das precauções, a mais benigna
flutuação
das transformações, a mais digna
experimentação
das tentativas, a mais sucedida
circunspecção
das prudências, a mais medida
percepção
das compreensões, a mais absorvível
auscultação
das urgências, a mais inadiável
cada pessoa é um porto no qual nosso barco precisa atracar,
até chegar a hora de partir e dar continuidade a jornada.
ás vezes a jornada termina antes que cheguemos ao destino
ás vezes ela termina no cais que atracamos
mas nenhuma parada é em vão.
nenhuma pessoa é por acaso,
assim como nenhum vento sopra a desfavor de onde devemos estar.
portanto valorize cada embarcação.
cada tentativa.
cada viagem.
cada âncora lançada ao mar.
valorize também cada tempestade e temporal que precisou enfrentar;
elas fazem parte da rota que você escolheu navegar, e são necessárias para que aprendesse a velejar.
o oceano e a vida escondem austeros mistérios que nem mesmo nós,
meros marujos e tripulantes ousemos desvendar.
apenas veleje
veleje até onde o seu coração levar.
2020, Barcos e Portos
escrevo para desafogar a alma. para espantar as peraltas. para matar a ansiedade e jogar do precipício toda acidez que me abraça.
para silenciar o peito que grita. para me livrar da culpa. para curar as feridas e, aos sentimentos renegados, fazer visita. para compensar as palavras não ditas e ao que ainda vive engasgado. para mergulhar nas minhas imundícies e no caos que havia guardado.
para me libertar das amarras, para expelir meus pensamentos e microfonar os sentimentos.
para dar voz ao coração como forma de oração e dar vazão a toda intensidade que jaze dentro do meu universo; refletido neste verso ou em minha imensidão.
escrevo para revelar minha identidade como forma de liberdade.
escrevo para quebrar as correntes do conformismo e da realidade.
escrevo para ser ouvido.
para tocar e ser sentido, mas sobretudo, para não fazer sentido;
mesmo que seja preciso me despir para traduzir,
interpretar e reluzir.
escrevo para falar de amor e para fazer amor.
para dar cor ao céu cinzento e, para você que estiver lendo, dar alento.
escrevo para me aprofundar e navegar nos meus oceanos mais obscuros. escrevo para existir. escrevo para me encontrar.
escrevo para me salvar de mim mesmo e me reencontrar.
o meu amor por mim dorme e acorda comigo. não faz barulho, nem alarde, aceita as pessoas como elas são. não espera dos outros nada além de si mesmo, bem como não necessita ser aceito para se sentir imenso. aprendeu com o silêncio da própria presença que, tão urgente quanto a calmaria ao final do dia, é cercar-se somente de quem acrescenta a sua energia. ele sabe onde esteve e sabe onde quer estar, e por isso, não permite que sopro vazio qualquer apague sua chama-se consigo não souberem queimar. ele por si só se basta e por si só se faz.
a dor é parte da jornada. é a prova que você está seguindo, e se ferir com alguns obstáculos é comum no caminho.
andei pensando em fugir
só pra sair
desse vazio que deixei-me atrair
sem perceber o quanto me consumi
desse falso amor a me ferir
deixei me permitir
pelas tuas doces palavras me atingir
tentei desconsentir
tentei desiludir
contemplando o céu a descolorir
vi mil gaivotas pranteando
numa tarde de sol a pedir
pra pôr mais vida
neste cinzento mar que poluí
daquelas lágrimas deixadas
sobre o nosso livro de elzevir
da nossa estória que deixou ser souvenir
corri entre as nuvens para me despedir
do teu sorriso numa manhã
e a noite sorrir com o amor que esculpi
e no espelho enxergar a única pessoa capaz de me retribuir
2016, O Espelho de Elzevir
PERIPÉCIAS Nª1 - LIGAÇÃO
nem sempre quem te liga
liga para você
e nem sempre quem liga
tá ligado em você
ás vezes é questão de mau contato
ás vezes é questão de tato
se não tocar
desprenda
mas quando tocar
atenda
algumas pessoas vivem
outras apenas sobrevivem
algumas pessoas sonham
outras apenas fecham seus olhos
algumas pessoas se realizam
outras se martirizam
algumas pessoas são felizes
outras apenas vivem alegrias
e algumas pessoas amam
e outras morrem todos os dias
algumas pessoas quando se descrevem falam que são engenheiros,
outras que são médicas, e outros que são advogados.
e tem você, que fala de você.
É natal todos os dias que abrimos nosso coração e deixamos que a glória do amor renasça dentro de nós.
O mar
É mistério que ninguem jamais vai desvendar águas cristalinas, outrora verde mar, nos traz uma leveza na alma chegamos até sonhar
Esquecemos de tudo que envolto há.
É magico, belo deslubrante sej fascínio nos convida ser reluzente
Ao murmúrio de suas águas tranparente
Ao nascer do sol a magia continua
Onde pássaros em revoada saldam mais um dia
Esperança esta a qual traz primazia.
Demostrando a grandeza de um Deus soberano que tudo pode e tudo faz para nós pobres vivente reconhcer este amor e viver em paz
Lá, onde o vento faz a curva que leva aos sonhos, vou, passo a passo, na certeza do encontro com o meu arco-íris...
Trate suas relações como se estivesse cultivando uma planta.
Valorize como tudo começou regando suas raízes;
Evite futuros conflitos através da transparência e do diálogo, podando tudo o que possa impedir de florescer, e verifique sempre através do que deu flor, se há reciprocidade no que você está emitindo.
Uma vez que negligencie sua planta, ela morrerá.
Uma vez que os descasos ocorram, a relação, assim como os sentimentos, enfraquecerão, pois o amor é como uma semente que cultivando diariamente pode brotar, mas é com os constantes descuidos para fazê-lo murchar.
