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No vasto espaço-tempo, onde o universo flui,
Há um poeta chamado Marti, que a poesia constrói.
Entre quarks e bosons, ele tece versos no ar,
Revelando os segredos que ninguém pode alcançar.
Ele é o ceifador de palavras, colhendo o que há de belo,
E em cada estrofe, o doador de sonhos singelos.
Com seu dom único, ele desvenda mistérios,
No vácuo do verso, ele cria cenários sérios.
Em um barraco negro de emoções e sentimentos,
Noêmia de Sousa surge, poetisa de tantos talentos.
Seu canto atravessa o espaço sideral,
Como uma aurora boreal, brilhante e celestial.
E Chiziane, com sua voz corajosa e intensa,
Traça versos de luta, revelando a essência.
No encontro dessas vozes, a poesia se completa,
Uma sinfonia de palavras que ninguém se arrebata.
Então, nesse universo vasto e infinito,
O poeta Marti, entre estrelas, descreve o infinito.
Com sua pena mágica, ele cria arte divinal,
Revelando a poesia que habita o celestial.
In, Susatel - pedaço de mundo
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O estranho na floresta
O Sol, o azul e o verde
Pintam minhas retinas
Enquanto o frio, a fome e a sede
Já não passam de rotina
A brisa branca
Beija meu rosto
Enquanto sinto o estranho gosto
Da carne crua
A água
Leva embora minhas mágoas
Sob a terra
Jazem minhas antigas guerras
O vento
Leva para longe o meu tempo
E sob o fogo
Ardem meus inimigos
A canção dos pássaros
Passeia por meus ouvidos
Isso tudo é divino
Disso não mais duvido!
Acima, além
O Universo me observa
E eu me pergunto
“O que ele tem? O que me reserva?”
Eu caminho sem rumo
Essa trilha é meu berço
Minha história
E meu túmulo
Não temo a morte
Pois não penso mais nela
Sigo forte, a cada dia
Rumo ao presente, a minha meta
Já não consigo me lembrar
Como era a vida na civilização
Agora meus únicos amigos
São o mato e a solidão
O TEMPO
Na vastidão do tempo, o coração geme,
Entre suspiros perdidos, um adeus se esconde.
Palavras não podem descrever a dor,
Deixar para trás o que foi amado com ardor.
É difícil dizer adeus, o laço se desfaz,
Enquanto a alma chora e o vazio se faz.
As lágrimas rolam pelos olhos cansados,
Ecos de lembranças enchem os pensamentos nebulizados.
O sol, com seus raios dourados,
Traz a promessa de um novo amanhecer.
Mas a escuridão persiste, no peito a doer,
Pois o sol nunca irá nascer onde a tristeza se esconde.
Oh, melancolia que assola a alma aflita,
Cicatrizes invisíveis que a despedida suscita.
Como palavras podem expressar essa agonia,
Quando a saudade dilacera o coração todo dia?
Versos breves, mas cheios de emoção,
Palavras que ecoam com profunda comoção.
Tentam capturar a tristeza e a beleza do adeus,
Mas apenas tocam a superfície do que se perdeu.
paz do reboliço.
*
Homem que é homem se aventura em águas profundas que não dá pé. Antes que fique muito tarde é que se despede do aposento, e muito cedo é que o galo canta, então, vá se desencadear com um risonho sentimento, ali, sim, não se aquieta o inimigo íntimo que bate a porta, também, sabe-se, sim, que próximo está de sua queda. Já escrevo isso pra sair da situação de desespero, "e, quem sabe um dia desses irei apaziguar os ânimos, para não deixar erros.".
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Ricardo Vitti
larápio de quinta categoria.
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Roupa rasgada, o cordão umbilical, o arame farpado e a cerca. Certo que isso já começou errado, mas, há quem diga que está perto de dar cabo. Assim escrevi, e, não me importa o que irá achar se eu tiver me perdido. "Logo estarei na rua juntando ritmo para esse desassossego interminável.".
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Ricardo Vitti
com prioridade disse sem errar.
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Sujeito passivo afogado em um copo de melancolia. Fervem tempestades dos teus olhos, chuvisca, sim, e pisca desatentamente ao lacrimejar eufórico. Disse pouco, mas, falou tudo o seu poema sem descrição. Alienígenas em sua porta, "e, da sacada sacou tudo ao seu redor.".
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Ricardo Vitti
livre sem ser presa.
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Já apontei o céu com o apontador. Disfarces para a dor é sonhar acordado sem ter um leito, um lugar de paz. Arruinar o casebre e jogar água gelada na febre, o sintoma é o mesmo de anteontem. Hoje estou enclausurado ao infinito que me cospe, e, agora, alimentando essa ave de rapina, julga-me e atropelos tu dá com seus falatórios. "O pó é a página seguinte, ali, escreve-se e se deixará só.".
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Ricardo Vitti
luta de gigantes.
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Espero, e que os mares se antecipem na resposta, então, tragam da maresia uma paixão, sim. O sapato está furado de tanto dar seus passos, e, agora me atraso, no além há alguém que me espera. Saí da encruzilhada, saíram os passarinhos do ninho, choram e cantam por calmaria. Riem e deitam o pranto, "com as lágrimas que não cabia.".
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Ricardo Vitti
só opino e mais nada.
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Estou enviando essa carta ao moribundo solitário, sem dúvida alguma estou duvidando, e só. Isso é uma guerra interna, falta pouco para calar o mundo, ainda, sim, sou eu, fugitivo. "Hoje estamos sós em uma autópsia do épico sentimento, romperam-se os diálogos, silencia, não atua, as flores estão no jarro, e, jura.".
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Ricardo Vitti
sem a queda não se aprende.
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Antigamente eu pensei, mas, só para pensar ser algo ou alguma coisa coerente. Então, rente ao portão me feri com as rosas e sangrei a bonança que não tinha, eram apenas os vestígios das bulas de remédios, deitei o precipício, choramingando. Assim me vi no autorretrato, formando frases impensadas, "e, achando-se ser importante sem ter nada.".
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Ricardo Vitti
soluços dão sem rumo.
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Estou sozinho, desabitado e, desorientado com tantas vozes contrárias, elas me apunhalam e me desprende os laços ao lançar respostas cruas. Forças eu peço antes que o tempo me impeça de seguir. Há rumos, riscos e temores, horrores de ambos os lados, "mas, se houver alguma coisa além dos espinhos; é uma flor, uma questão que nasce, sim, e dá fim a escuridão, fazendo trabalhar contra a dúvida.".
*
Ricardo Vitti
A natureza é sábia, transforma-se e transmuta-se a cada estação. Ao calor da aurora, cede lugar a noite mais longa. Ao florescer das plantas todas, pode-se prever que muito breve suas folhas cairão. As águas sobem, as águas descem, num contínuo e perfeito sincronismo. Tudo é mutante e mutável, porque nós seríamos extáticos? Vamos nos integrar a esse transformar e permitir que também nossas vidas sigam esse fluxo de energia infinita.
Eu vim hoje bem cedinho
Pois, Jesus mandou dizer
Acalma teu coração
E não temas o sofrer
Que a fé é sua escolta
E numa reviravolta
Deus fará você vencer.
ACROBATA POESIA
Sonha, devaneia, numa prosa que acalenta
Como a sensação dum coração enamorado
Nervoso, poético, em um versar encantado
Sentimental e de um desejo que apimenta
Versa a imaginação, com a alegria atenta
Agita a alma e, dum sentimento povoado
Salta, celebra, gargalha, frenético pecado
Sai e escorre pelas mãos, a trova sedenta
No movimento a inspiração se lança no ar
Do alvor do papel, e em piruetas a apontar
Viravolteando cantos de amor e de magia...
Saltitante pensamento, poeta, saltimbanco
De ilusão inquieta, num rumoroso arranco
Se arroja e se mostra em acrobata poesia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09 junho, 2023, 20’32” – Araguari, MG
Há um monstro aqui
Um monstro que me assola
Que me feri
Que me toma
Há um monstro aqui
Que me causa medo
Quando me deito
Me aperta o peito
E me sufoca num pesadelo
Há um monstro aqui
Que me prende no presente
Queima o meu passado
Persiste em minha mente
O futuro antecipado
Há um monstro aqui
Me prende para si
Me faz seu escravo
Uma incógnita na verdade
Infinita possibilidade
Com esse monstro chamado
Ansiedade
QUANDO ESCREVI ÈSSA
Tua presença me faz viver, me faz pensar
Que acreditar em ti é o melhor que á
Não importa onde eu ande, pise ou vague
Das portas que to abrindo e perceber que to no auge
Posso até parecer fraco, parecer piégas
Mas na ponta da esferográfica quando escrevi éssa...
Tinha tinta, tinha calor
Tinha bem mais que rimas, pelo Mestre tinha amor
Ontem eu curti um clássico, calmo do Caetano
Hoje Hip Hop no máximo, com as caixa torando
Deu vontade de andar descalço, na praia com chuva
Anoite fumar um cigarro olhando a lua
Lucidez veio aqui pra me dizer
Que o valor de verdade esta dentro de voce
Me senti na paz, com luz, longe das trevas
Quando escrevi éssa
Porque tanta angustia
Para que o sofrer
SeJesus morreu por mim
E por amor a você
Não se iluda com esse mundo
Aflito coração
O remédio existe sim!
O amor é a solução
Venho como instrumento
Com carinho te lembrar
Que pra tudo a um jeitinho
Peça a Deus para te ajudar
A escuridão da noite é fascinante! Ela me lembra de ti, me lembra seus olhos, seus cabelos, sua auréola.
Não super valorize ou deprecie tua vida baseado no carro que você tem, na roupa que você veste, na tua aparência física, ou nos bens que você acredita que possui. O destino de todos os seres vivos nesse mundo é o mesmo, independente do que acreditamos. O único bem que possuímos é nossa vida e não temos controle sobre o tempo que a teremos...
esse amor menino
dorme, suspira
entre o meu peito
esse sujeito, de
palavra bruta e
toque leve
rapaz que se atreve
em falar de amor
com quem escreve
calma, que entre
falar e escrever
há quem sinta:
isso não é breve
Cáh Morandi
Sabios & tolos
Hora sábios de ensinamentos,
hora tolos sem respostas
Diz coisas com coisas
que não fazem setidos.
Ou não tem alguém pra escutar?
Palavras desordenadas, desesperadas,
são só palavras.
Meus conselhos e seus atos
Antes eu tinha a resposta certa,
Mas agora estou perdido
- Pegue as palavras! junte elas,
se conseguir formular,
de palavras tolas,
Construirás sábias frases.
Na visão observo o aprendizado
Na audição escuto pra aprender
No tato eu sinto as mudanças
No paladar o gosto de um novo eu
