Tag poesia
"São tolos aqueles que tiram fragmentos bíblicos para reforçar sua boca condenatória. Para justificar o preconceito do seu coração. Para promover a separação. Trecho sem contexto é pura manipulação"
"Quando tentam me ofuscar,
meu grito ressurge,
na tentativa de me parar,
por não aceitar a verdade de ser eu"
Escrevo na madrugada bem no silencio da noite, quando as estrelas saem para brincarem na imensidão do universo. O silencio o preencho com boa música e a sim faço surgir poesia.
"Não importa se perdi,
sofri,
ou feri o meu peito,
no encanto da vida,
e na partida,
só vale,
se fiz do meu jeito."
A poesia é o grande portal celeste
Que nos faz transcender ao que é divino
Pelos tons do amor é meu afino
E meus versos saem cortando leste a oeste
De paz e amor a minh'alma se reveste
E eu trago ao mundo o calor
Aquecendo as geleiras com Amor
Eis aqui do poeta a missão
Sou assim esta é minha condição
Vir trazer o alívio para a dor.
Uma canção de amor, uma frase ou um poema, me fazem lembrar você, morena.
A saudade é uma poesia estranha e sem alegria. Lembra muito seu adeus, morena.
Eu vou pedir a Deus para fazer você pensar em mim ao menos uma vez...
Morena...
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
PRIMAZIA DA ESPERANÇA
Para Tenório Telles
... Neste mundo louco
onde o caos prospera,
e nada mais faz sentido
no coração mesquinho
da rude pedra de carne,
o que fazer, senão oferecer
das estações, a primavera!
Neste mundo acinzentado
onde flores são pisadas
por mentes empobrecidas
e vidas são destroçadas
por medos e emboscadas,
o que fazer, senão oferecer
luzes de estrelas e sonhos!
Neste mundo desatinado
onde o belo é esfacelado,
valores são desconstruídos
e pesadelos são cultivados
em cinzas desilusões,
o que fazer? Senão oferecer
balsamos de esperanças!
Neste mundo insano
- de girassóis desfolhados -
em que se desdenham da flor
e exaltam a medíocre dor
da ignorância e miséria,
o que fazer? Senão oferecer
ao mundo, a canção dos poetas!
Eylan Lins
In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.
POESIA DECAÍDA
Hoje, redijo uma poesia descaída
Onde minha poética a ti confessa
Os sentimentos de uma dor doída
E a agrura que tua falta expressa
Ah! solidão negra, que burla a vida
Corrói todo o pensamento, à beça
No silêncio, numa ausência sofrida
Do amor perdido e sem a remessa
A noite é longa, a emoção na proa
Brumas nos olhos, truncada pessoa
A sensação demora na monotonia
O que me pareceu o versar eterno
Que no peito pulsa ameno e terno
Hoje, na poesia, decaída, só agonia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 outubro, 2022, 13’31” – Araguari, MG
Não adianta falar dos problemas meus,
estes resolvo-os
entregando-os nas mãos de Deus.
Tenho que falar é da alegria,
em forma de versos
em alegres poesias,
agradecer o amanhecer
de um novo dia,
e ao anoitecer orar
para Deus, me guardar
e meus sonhos abençoar.
aferi
Um Sábio bastante tolo
Eu conheci muitos Sábios nessa vida
e de longe você foi o mais intrigante,
mesmo com tanta merda que você falava e fazia
eu sentia sabedoria no seu semblante
E com o tempo eu percebi que você
não era um sábio comum...
Era um sábio que tinha defeitos e qualidades
mas não se comparava a nenhum
Um sábio que não se importava de estar ao lado dos tolos
porque você era apenas mais um,
um sábio que compartilhava conhecimento e benevolência,
um sábio que mesmo estando no topo...
Nunca esqueceu de sua essência
É um sábio que descobriu o amor recentemente
e faz de tudo para que ninguém quebre essa corrente
Durante todos esses anos
nunca mais me atingiram desse jeito,
eu tentei forçar algumas vezes, mas nunca mais
reconheci esse sentimento
As vezes eu acho isso ótimo
mas a verdade é que isso pode ser péssimo,
de algo que parecia simples e inocente
surgiu algo difícil e complexo
Lembro que durante essa relação eu percebi que era
só mais um homem qualquer,
que se apaixonava, se divertia, se machucava
mas foi transformado e revigorado por uma mulher
Quando acabou, eu achei que era o fim do mundo...
o que me trazia paz e harmonia
virou um vazio grande, cruel e profundo
Por mais que eu tenha me sentido mal na época e
querer logo esquecer tudo isso
hoje eu agradeço por tudo ter acontecido
Aquele amor que eu sentia me fazia vivo
eu me sentia especial...
Espero que algum dia eu sinta isso de novo,
minha alma sendo atingida de uma forma
fora do normal
Minhas poesias são feitas com consciência, as vezes com amor e as vezes com saliência
A tinta que corre pelo meu caderno é como o sangue que corre nas
minhas veias
é um prova de que eu estou vivo e que meu coração ainda bombeia
TRAUMAS DE AMAR
De repente a vista fica embaçada
A voz falha e o pulmão para de trabalhar
Vai acontecer sempre a mesma coisa
Toda vez que eu te avistar?
Eu perco meu pé do mundo
Eu viajo no encanto do teu encarar
E de repente o nada vira tudo
Quando vejo você se aproximar
Meu corpo começa a estremecer
Sinto minha rigidez fraquejar
A cada passo, pouco a pouco
Nossa distância você cortar
Prometi nunca mais deixar acontecer
Não deixar o amor, de novo, me afetar
Mas no negro daqueles olhos posso ver
Não tenho mais para onde correr
Se esconder ou me refugiar
Calafrios percorrem todo o meu ser
Mesmo sabendo que não há o que fazer
Eu não queria ceder e simplesmente aceitar
Mas espero que eu não tenha o que temer
E que esse novo amor me faça esquecer
Aqueles meus antigos traumas de amar
TODOS OS ADEMAIS
Refugiando-se em um recinto
Recito o que mais sinto
Ademais, há de mais
O que por ti sinto
Aí o medo se refaz
O amor é como um labirinto
Apavora-me, quase por instinto
E por demasiado temor, minto
Porque quando há demais
A dor, eu logo pressinto
Além do mais, consinto
Quão mais, minto a mim
Temendo todos os ademais
Que um dia sentiria por ti
Que Vacilo
Vacilei várias vezes
Nessa história de amar
E em quase todas as vezes
Não me arrependi por vacilar
Veja bem, não que a dor me convenha
Ou que eu ficasse feliz em me machucar
É que… apenas os tolos da dor desdenha
Quando com a mesma é incapaz de criar
Muita arte veio de um coração partido
Arte demais para poder contar
A dor disto pode ter sua parte bela
Se com ela você conseguir lidar
Eu cochilei nessa questão mais de uma vez
Mas aprendi, finalmente, depois de tanto apanhar
E eu não fujo mais, porque talvez seria estupidez
Temer algo que sei ter mais versões que a de lesionar
Então, não deixarei os vacilos me amedrontar
Por eles, encontrei a mais forte versão de mim
Até vacilei esses dias no verde de um olhar
E nossa… que vacilo, enfim...
Recomeço com uma dose de Esperança
Eu sempre tive cuidado com que eu ando
e estar nesse ambiente novo
acabou me atormentando
Me trouxe desconfiança e bastante inseguranças
mas mesmo com todos esses problemas
eu ainda tinha esperança
Esperança de que tudo podia ser diferente,
esperança de que minha vida no passado
não afetaria minha vida no presente,
esperança de eu não ter que voltar a ser como era antes
aquela pessoa fria, debochada e arrogante
CORGUINHO
O pobre corguinho que canta na serra,
Que corre, que corre, sem nunca cansar,
Pobre Corguinho, é tão pequeninho,
Mas, para mim, é “mais maior” que o mar.
Ele, para mim, é bem maior que tudo,
É grande,grande, como um coração,
É o coração feliz e bom da serra,
Da minha terra, do meu grande chão.
Pobre Corguinho, é bem maior que o mar,
Porque é bom, porque é cantor dolente,
Não ruge como o mar e não se zanga,
É humilde e pobre como a minha gente.
Corguinho bom que Deus criou na serra,
Que Deus criou cantando uma toada
Naquele dia, Deus estava alegre,
Criou o mundo e não criou mais nada
E foi dormir, contente deste mundo
Tinha criado a serra benfazeja,
Tinha criado a mata, os passarinhos,
Tinha criado a toada sertaneja.
Corguinho bom, que vai descendo a serra
Sem ambição, sem orgulho e sem nada
Tudo o que tem vai entregar ao mar
E morre feliz, cumprida a sua jornada
Quando eu encontro alguém falando grosso,
Quando um grande despreza um pequenino,
Eu me lembro do mar, que ronca e bufa,
E tudo o que ele tem deve ao corguinho...
(in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )
Nada de novo na rotina humana,
as mesmas emoções, toda semana,
nem nos jornais o crime é novidade.
Por isso escrevo versos e detalho,
Batendo em ferro frio com meu malho,
O que a rotina julga insanidade.
Injustos clamando justiça, impuros clamando pureza , violentos clamando por paz , diabólicos clamando paraísos
SUSPIRO FINAL
Se sentindo inútil
Ao ponto de perder a vida
Sem ter mais sonhos
Sem ver uma saída
Desejando um grande amor
Mesmo sabendo que não chegará
Deixando ser iludido
Por aquilo que apenas me prejudicará
Sem esperanças para o amanhã
Vivendo sem brilho no olhar
Com medo de algo ruim acontecer
E não saber se tudo vai melhorar
Atravesso a rua e um carro
Acaba batendo em mim
Nos segundos finais sorrio
Meu sofrimento chegou ao fim
