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Declaração de amor à enfermagem:
Enfermagem, enfermagem,
Vou divulgar esta mensagem
Na terra e no céu
Para você, enfermagem:
eu coloco e tiro o chapéu!
Quando te esvaziares de tudo o que te é indiferença saberás.
Quando te valerem os que são diferentes de ti. Terás visto.
Não dou ao destino o crédito
sobre os caminhos que segui
e as coisas que alcancei
Mas foi o acaso que me guiou
à sorte de esbarrar na tua boca.
Dissolvida em tua água fui potável
Sem você, meu equilíbrio, coitados!
Me bebem agora amargo e indigesto
Eu gostava mais de me sentir na tua pele
De me derreter no teu suor
Eu só sabia quem era eu
Me confundindo um pouco com você
Agora imagina isso
Do rio inteiro que eu sou
Você prefere ver só a margem
Naveguei outros oceanos
Naufraguei incontáveis vezes
Nadei, nadei
E morri na tua praia.
Você me ditou aquele poema em sonho
Suas palavras, não minhas
Se te doem, saiba que são suas
Colha os espinhos que plantou em mim
Eu floresci em meio ao seu cemitério de sentimentos
E doeu, viu?
Mas olha eu aqui,
intacta
Exceto pelas palavras.
Ela é a poesia desse instante
Ela é a rima que não sai da cabeça
Mas eu não quero que ela seja
só mais das minhas palavras
Porque ela é que nem Chico Buarque,
dá um sossego na alma
E faz que a gente queira ficar
assim pra sempre
Que ela não se perca
(Que eu não a perca)
Na minha vã filosofia
de que tudo é poesia.
Saudade ontem de mim
Atrás de poesia caminho segredando confissões retraídas,
silenciosas e enclausuradas.
Juntando, palavras soltas, soletrando silabas,
rimas em gestos e canções.
Remendando sentimentos nos silêncios das madrugadas,
ataviados, rebuscados, confidentes.
Em tempos de chuvas e estios, lua cheia e ventanias,
conversas soltas no sereno das calçadas.
Carrego pipocas, sacos de algodão-doce, mimos açucarados,
enviesados, embrulhados, entesourados de sonhos.
Costuro retalhos, pedaços de vidas e vendavais,
afetos, pessoas e estradas.
Intervalando pensamentos acanhados, renitentes,
queixosos, solitários, e insistentes.
Nas lembranças do de repente, escrevo memórias,
impregnadas de gente, vidas e solidão.
"A poesia e a margem da alma
O verso encanta e acalma
A rima pode nos levar
A um mundo a qual nunca imaginamos encontrar"
Em minha vida
Jazia a alegria
Disfarçava a nostalgia
Em um rosto que sorria
Até que veio este dia
Que me trouxe
o que eu já sabia
Um novo tempo de
Amor e poesia
Se estou preso no meu passado, quero continuar seguindo em frente para que meu passado siga comigo e assim estejamos sempre juntos.
Não tenho medo daqueles que são chamados de loucos entretanto tenho medo das loucuras daqueles que são chamados de lúcidos.
Trocaria essa dor por uma coxinha mas se as coisas fossem fáceis assim não existiriam coxinhas no mundo
