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⁠La Description du Poète

Um corpo extenso, tez alongada e alta,
E, homem, chorando vivo incessantemente.
Dos meus dez anos, na vida rude, a falta,
Perdi a mãe, talvez por desígnio da Mente.

A alma aparenta-se inclinada, cônscia
De dores maternais e tumultos extremos;
Em meu cérebro, a ideia, não vã, propícia,
De esperanças e triunfos supremos.

Nenhum livro me escapa ao ardor da mente,
Mas, ah! Conhecimento, que pura ilusão!
Nenhuma dor ou pranto silente,

Pode esconder-me o fúnebre caixão
Da triste esperança, eterna e persistente,
Nos olhos mortos do meu coração.

Um poeta, cujo olhar nos céus se encontra,
Reflete em nuvens sua ambiciosa visão;
Uma erudição que em vão se desponta,
E, em vasta escala, uma férrea solidão.

Poeta visionário, sem mente sombria,
Vislumbra o amor no mundo em sua dor.
Mas, em seu tempo, é uma alma vazia
Sem saber se é criatura ou criador.

Inserida por AugustoGalia

⁠ainda tenho nós na
  ̶g̶a̶r̶g̶a̶n̶t̶a̶ memória.

Inserida por Rodeck

⁠⁠Alma poética

Quem seria o poeta se não falasse da vida?
De que serviria seus lamentos e suas alegrias?
O poeta é a caneta de sentimentos, 
Sua tinta são seus pensamentos.

Por ventura poderia
O poeta parar de amar, pensar e agir?
Por ventura poderia o poeta não ter implementos?
Quem sabe a poesia exista 
na alma cheia de avarias.

Quem dera o poeta soubesse o valor.
O valor de cada palavra escrita sobre sua alma.
O valor de seus sentimentos sobre a folha,
sobre suas escolhas que vão além da dor.

Inserida por Guilhermerramosz

⁠⁠Brevemente sabiá

Sabiá que desce a serra.
Vento que bate e alerta,
encobre o vale para contar
as boas novas que varrem a terra.

Será dia, ou noite cria essa conversa?
Tarde é a semana, e os dias que moldam
esse plano de metas?

Vai saber, quem sabe é o sabiá,
doido para voar nesse tempo de 
certezas incertas.

Inserida por Guilhermerramosz

⁠Espaçamento

Outrora sou, fui, serei.
Poeta, filósofo e rei.
Não soube, não sei, nem saberei
o que o amanhã me reserva.
Querendo ou não,
Vivi, vivo e viverei.

Inserida por Guilhermerramosz

⁠⁠⁠Tinta trovadoresca

Vem e vão numa passagem
hora ligeira, hora travada.
Nuvem branca e nuvem negra,
Porventura não será ela a mesma?

Talvez sim, talvez não,
cabe o poeta distinguir.
Saberá a alegria de amanhã?
Saberá a angústia de ontem?

Não! Ou sim...
Afinal, o que interfere no poeta?

Inserida por Guilhermerramosz

Perder para ganhar.



⁠Sorria
Que as vitrines estejam a vista
Pois nunca será que nem a pessoa
Que anda saltitante e toda boba
Sem saber quando virá o triste dia
Do seu jardim
Que estará com poça de lama
E talvez não haja mais vitrines que a deixe fama

Sem saber
A pessoa voa
Não contando com os outros pássaros 
Com asas quebradas
Que a olham, ofensivos
Com almas encarceradas

Se alguém pisar na asa dela
Não fará mal
Pois mesmo com a dor
Ela não deixará tal
Olhares tiranos
Decidir o seu futuro 
Que beira o instante
De acender a vela

Por isso 
Ela voa, voa tão bela
Mas virá o dia da poça
Sábia uma vez ficará 
E nunca esquecerá 
Dos estragos que fizeram no seu jardim
De flores de laranjeira

Inserida por isabella_bergamin

⁠QUEM INVENTOU A SAUDADE?

Num cantinho da memória, entre suspiros e lembranças, lá está ela, a saudade, envolvida no fluxo do tempo como uma história antiga, um fio dourado que nos une ao passado e nos faz sentir a falta do que já foi vivido. 
Mas quem teria sido o mestre de tão delicada e dolorosa invenção?

Ah, curiosidade, sente-se aqui comigo, deixe-me contar-lhe uma história que se mistura com a bruma do tempo, uma narrativa de encanto e melancolia, onde a saudade dança ao som das estrelas e se reflete nas águas serenas do rio da vida.

Havia uma vez, num tempo imemorial, um poeta errante que vagava pelas estradas poeirentas do mundo, com os olhos fitos no horizonte e o coração repleto de sonhos. Ele carregava consigo uma pena de ave rara e um frasco de lágrimas estelares, e com esses singelos instrumentos, ele tecia versos de amor e despedida, de esperança e saudade.

Certo dia, enquanto contemplava o crepúsculo tingindo o céu de tons dourados, o poeta sentiu uma dor aguda no peito, uma saudade tão profunda que parecia dilacerar-lhe a alma. E ali, sob a luz do sol moribundo, ele compreendeu que a saudade era mais do que uma simples ausência, era a presença invisível de tudo o que amamos e perdemos.

Com a sabedoria dos sábios e a sensibilidade dos artistas, o poeta decidiu dar forma àquela emoção indomável, transformando-a em palavras que pudessem ecoar através dos séculos. Ele entrelaçou a saudade com a ternura de um abraço perdido, com a doçura de um beijo nunca dado, e assim nasceu o mais belo dos sentimentos, tão doce quanto amargo, tão suave quanto cruel.

E quem teria sido esse poeta visionário, minha cara curiosidade? Alguns dizem que foi o próprio tempo, tecendo com paciência e cuidado cada fio de saudade que une os corações dos amantes separados pela distância. Outros afirmam que foi o destino, traçando com mãos invisíveis os caminhos tortuosos que nos levam de volta ao lar, onde a saudade se transforma em nostalgia e os sonhos se transformam em memórias.

Mas eu prefiro acreditar que a saudade é uma dádiva dos céus, um presente precioso que nos lembra da fragilidade da vida e da eternidade do amor. Pois só aqueles que amam verdadeiramente podem sentir saudades, só aqueles que se entregam de corpo e alma podem compreender a dor e a beleza desse sentimento tão humano e divino.

Então, minha querida curiosidade, da próxima vez que a saudade bater à sua porta, abra-a com um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos, pois ela não é uma invenção da tristeza, mas sim uma manifestação sublime do amor que habita em cada um de nós. E enquanto houver saudade no mundo, haverá também a certeza de que o amor é eterno e imortal, capaz de transcender fronteiras, unindo para sempre aqueles que se amam de verdade.

Inserida por jacksondamata

O cair da chuva me faz lembrar 
De todas as coisas que abri mão
Coisas como viver e sonhar 
Algumas ate alegravam o coração 
Mas tudo agora é só lembranças 
E nem tudo que cerca é triste 
Até mesmo que se perca a esperança 
A vida se tranforma, resiste 
Somos moldaveis e nos move o tempo 
E para os poetas resta a solidão 
Apreciando o silêncio, o momento
Deixando dor pra traz e estando são 
Neste longo silencio esperando 
Inspiração nas palavras achando⁠

Inserida por eassisan

⁠O verbo dominante é conjugado na primeira pessoa do singular: ELA!

Inserida por NicoSerrano

⁠JAZIGO
(Mi Galcer)

Poetizou a vida. 
Agora, 
o porvir.

•••

Para quem possa interessar, criei este microconto para ser a frase em minha lápide. 

Inserida por CLICGRAFIA

⁠' PERFUME DE POESIA '

Você é aquela flor,
É o meu grande amor, 
Com perfume de poesia,
Que um dia preencheu,
minha vida, com aroma 
de alegria !

É uma flor especial ,
Sem outra haver igual,
Te amarei eternamente !
No orvalho das manhãs,
Feito cheiro das maçãs
e no sereno da noite,
No brilho da lua crescente !

Tanto faz a estação;
Seja outono ou inverno,
Primavera ou verão.
Eu te quero meu amor,
Poesia cheirando a flor,
Dentro do meu coração !

Maria Francisca Leite   
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.610/98

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠Te guardarei como meu presente mais valioso,
mas nunca tirando tua liberdade.

Inserida por Rodeck

⁠Você vai sentir minha falta
e não vai poder me dizer.

Inserida por Rodeck

⁠Posso não saber quem sou agora
mas eu sei quem não sou mais!

metamorfose.

Inserida por Rodeck

⁠Uma Poema Sem Título

E se a vida fosse um livro?
E se a cada dia fosse uma página nova?
Excêntrico...
Haveria livros pequenos, e outros, maiores.
Haveria de haver livros bem parecidos e todos com um final.
Extravagante...
Tão pouco de aventuras
Tampouco emocionantes
Esdrúxulo.
A maioria seria triste.
Além disto há livros repetidos e clichês que quase não tem nada de interessante.
Esquisito.
Embora que hoje nem há mais livros físicos, agora só tem digitais, MUITOS!
Eu teria meus favoritos, é claro, aqueles que estão escritos numa coleção de outros livros na minha prateleira, como numa árvore genealógica, sem lógica...
Estranho
E além do mais, todo livro é uma poesia. Todo livro merece ser lido e todo deve ser escrito.
-Não jogue fora o seu, tem gente que precisa! -
E o porquê de tantos livros? Ainda não tive tempo para saber, ando muito ocupado escrevendo o meu.

Inserida por AnonimoPalmares

⁠Poesia sempre será poesia, uma inspiração da alma poetal...
E devemos deixar que alma se manifeste livremente, expondo sua criatividade...
Ósculos e amplexos,
Marcial

EM DEFESA DA POESIA LIVRE
Marcial Salaverry

Ultimamente, venho observando uma certa polemica poetal, pois muitos dos chamados poetas “puristas”, defendem a observância das chamadas "regras poéticas", o que vem sendo contrariado por muitos poetas que defendem a "poesia livre".
Permito-me dizer algo nesse sentido, esperando não deixar ninguém sentido...
Respeitando as regras métricas e técnicas, penso que tira a liberdade da alma do poeta, porque passa a se ater a detalhes, perdendo o sentido de criatividade, que é o que realmente dá beleza à poesia, que brota da inspiração da alma poetal...
Basta observar-se a explosão poetal que ocorreu, quando da criação da poesia livre, liberando-a das regras tão defendidas pelos puristas.
Antigamente, escrever e até mesmo ler poesias era algo enfadonho e maçante, face à observância das "regras poéticas". Pouco se escrevia, pouco se lia, ficando a poesia restrita a círculos fechados e elitistas.
Uma vez que a poesia é a explosão da alma do poeta, e como a alma deve sempre ser livre, entendo que a poesia deve apenas ser a "explosão poetal", onde o poeta deve expor apenas o que lhe vai n'alma, sem se ater a regras "bitolatórias" de seu talento.
Podemos respeitar os estilos poéticos clássicos como soneto, trova, poetrix, haicai, cordel, deixando a liberdade poetal para a néopoesia, onde o que dita as regras é a alma poetal de cada um.
Existe público para todos os estilos, e assim, podemos respeitar a criatividade dos poetas e poetisas que apenas querem soltar algo que estava preso em sua alma poetal.
Até podemos criar uma campanha pela "liberdade trovistica", pois acho cruel limitar a inspiração e a criatividade a uma mera questão silábica... mas, não sejamos gulosos demais, afinal a trova foi um dos primeiros estilos poetais a surgir.
Parafraseando uma frase célebre de nosso Getúlio Vargas, que disse sabiamente: "A lei... ora a lei", levanto a bandeira a liberdade trovistica, dizendo: "A métrica, ora, a métrica...".
Fica a sugestão, que certamente vai contar com o apoio de alguns, e com o repúdio de outros.

Um beijo no coração de todos,
Marcial

Apesar das restrições técnicas, quanto à métrica, acentuação, silabismo e quejandos, penso que ficou algo supimpa, e porque não dizer porreta e trilegal, além de muito bacana, e maimiódibãosô... O principal é cada qual respeitar o espaço de seu semelhante, pois existe talento e gosto para tudo, e certamente todo espaço e os direitos devem ser respeitados, e assim todos poderemos desfrutar de UM LINDO DIA, a cada dia de nossa vida...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠Às vezes, palavras escritas pelo coração demonstram muito mais do que você sabe sobre si próprio.

Inserida por iannati

⁠Todo poeta precisa que sua inspiração tenha a verve dos clarividentes.

Inserida por LuizFMiranda

⁠ENCANTO PELO NATURAL

Pela manhã aquele fenômeno invisível 
Tocou minha pele, e quer saber? Foi de uma fineza muito grande.
Tocou meu rosto delicadamente, lançou meus cabelos e o fez dançar. 

Por um instante me deparei e viajei 
Do quão gratificante é poder senti-lo. 
Caminhei mais um pouco e percebi que ele me seguia.  Em determinada posição de seu percusso, me embalava, não sei , mas de alguma forma me fazia seguir. 

Logo mais tardinha, ele insistiu em voltar.
Veio como quem não queria nada. Já eu, ah, eu queria sim tua passagem sobre mim. Dessa vez a sensação era diferente, as árvores que o digam. 

As árvores sem sossego se agitavam, 
Pareciam felizes, ou não! Tendo em vista que o galho de uma antiga planta se quebrara. Quanta tristeza daquela natural antiguidade . 

Dessa vez veio mais agressivo que o normal. Parecia que traria contigo teu companheiro mais proximo, a chuva! Talvez seria por isso a sua inquietação e felicidade. 

Corria numa velocidade um tanto quanto assustadora. Em seu momento de fúria,
ouviam-se zumbidos e tremores das construções antigas, quase se desfazendo. 

Por um instante me imaginei sendo ele, 
Que apesar de invisível,devastador e medonho, é incrivelmente cobiçado e de uma nobreza rara e indispensável nesse planeta chamado Terra.

Inserida por FabricioOliveira28

⁠DISCORDÃNCIA seguia calmamente o seu caminho. Com algumas divagações infiltradas em sua mente na esperança de dar de cara com EXAGERADO. DISCORDÃNCIA sabia que EXAGERADO sempre tinha algo para contar.

    E ao atravessar a esquina dos DESOCUPADOS avistou EXAGERADO de conversa com SABE TUDO. E foi assim que DISCORDÃNCIA começou a se sentir recompensada. Afinal, assunto para o dia é o que não faltava - logo pensou!

    Bom dia EXAGERADO... Bom dia SABE TUDO! Vou logo dizendo que... E de repente, surge a dona CHEGA DE CONVERSA.

    DISCORDÃNCIA com receio de ser interpelada, saiu depressa e um tanto envergonhada. E... foi nessa correria que passa por ela CONCLUSÃO, com uma borracha na mão. Para por fim... a história talvez mal contada, do dia em que o poeta teve que fazer uma redação.

Nivaldo Duarte

Inserida por nilduarte

De todas aa palavras que lhe falei 
A mais sincera sera 'eu te amo'
E tambem a que nunca te contei
A não dita 'te amo tanto'
Por que que ama nunca esta a falar 
E o amor sera um sentimento mudo 
Sentimento que prefere se mostrar
Mesmo que seja contra todo o mundo
É quando a gente troca olhar 
E esqueço de tudo dizer 
Isso é genuinamente amar 
Pois seu desejo é meu melhor prazer
Nada me causa mais pavor 
Do que um dia não ser seu amor

Inserida por eassisan

⁠Ela é aquela menina que sonha com as estrelas, que acredita no poder dos sorrisos e que enxerga beleza até nos dias mais cinzentos.
Ela é feita de poesia e coragem, de delicadeza e força.
Seus olhos brilham como diamantes e sua voz ecoa como uma suave melodia.

Inserida por joana_rodrigues_1

⁠Você..

Foi assim que começou um lindo e desinteressado amor. Palavra que dá vida, mas também machuca. Você autoconfiante deixou a porta aberta, entrei!!! Sem cerimônia, livre, leve
e sem medo das sombras doloridas do passando. Tuuuudo novo! Redescobrindo sentimentos trancados dentro de mim! Juntos, rimos de cada situação, e mesmo parecendo impossível, fizemos do simples um mundo muito nosso com personagens puros, simples e engraçados. Éramos nestes personagens tudo de bom. Eles jamais morreram, porquê somos nós. Mesmo que a hipocrisia fantasiada de gente tente sujar. É nossa história simples, mas, nossa. Pena!
E saio como sempre fui, nada dissimulada, Eu! Nua de quaisquer medos de expor meus sentimentos.
A mesma que adentrou sua vida de forma moleca, doce, engraçada e sedenta de conversas, papos e aprendizado. Simples assim!
Mundos diferentes, iguais no sentimento chamdo amor, e com ele você veio! Comigo foi menino, foi sorrisos que escondia, foi moleque travesso que e pôde viver um pouquinho de liberdade verdadeira.
De alguma forma somei e desarmei muitos gatilhos
que deixaram marcas no seu olhar.
Para você meu grande homem menino, guardado no coração meu menino grande.

Dedicado a você CFB meu "U", que deixou eu enxergar a porta aberta.

Rica Almada

Inserida por RICAALMADA

Instantes Eternos

No vasto cosmos, onde estrelas brilham sem véu,
Somos seres fugazes, numa dança de céu.
Num instante efêmero, único e transcendental,
Somos parte do enigma, do mistério sideral.

Entre galáxias e névoas, nossa essência se esvai,
Como brisa suave que ao vento se desfaz.
Façamos deste momento nossa eternidade a criar,
Cada pulso, uma sinfonia, cada respirar, um altar.

Neste universo vasto, és a luz, sou a sombra a vagar,
Como estrelas cadentes, a se encontrar.
Que cada instante seja um poema, uma prosa em nós,
Onde a alma do efêmero perpetue, em eterno solstício após nós.