Tag poesia

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⁠Como uma borboleta, a minha metamorfose ainda não está completa. Sigo caindo em tropeços, arrancando curativos e enganando o meu corpo dos processos que ainda irei passar. Árduos processos, mas tão importantes para cada instante de minha transformação. O passado calejado de dor, acrescenta em minhas futuras histórias uma coroa de vitória. Despejando o que é mau, controlando o caos e criando algo bonito em tudo isso. Acho que é dessa forma que quero ser lembrada. São pequenos fragmentos de minha transformação.

Inserida por agathaoliveir

⁠Meramente ilustrativo reconhecer as mudanças que são partidárias de dentro pra fora. As lacunas que sobrevivem a grandes marés de emoções carregadas consigo de solidão e cores perfurantes de um coração pequeno, mais grandemente enganoso, envenenado de ilusões. Tem dias que são carregados de um cinza frio, com chuvas em formas de lágrimas e o corpo pronto para aconchegar-se em uma poltrona quente. O aconchego do vazio transborda pela coberta que afaga a pele avermelhada, pronta e aberta para a esperança de que dias com céus azuis virão. Muito em breve.

Inserida por agathaoliveir

⁠A flor miúda de cor amarelo mostarda com pequenas seis pétalas sobre minhas mãos gira enquanto meus dedos se movimentam. No chão, sobre a grama alta abandonada, pétalas esvoaçam despedaçadas com sinais próprios de que alguém talvez descuidado já passara por ali. Observo em silêncio seus pedaços. E na tentativa infundada, tento encontrar alguma ainda inteira, que nem a que estava sobre minhas mãos que também não estava mais. Em pedaços como ontem eu estava.
É injusto, mas sei que mesmo nesse terreno abandonado elas voltarão a florescer, de novo e de novo. Não importa quantos passem por ela e as despedacem. Quando as olho, me lembro de mim. Quando as olho relembro de cada passagem e de cada momento que precisei me despedaçar para manter quem passava completo. E quanto mais você deixa levar pedaços de você mais incompleta e insatisfeita fica. E é por isso que hoje não arranco mais pedaços de mim para manter o outro inteiro. Não me rasgo para cobrir as feridas à mostra de quem não busca curá-las. Nessa vida, de um jeito ou de outro, só tenho como me responsabilizar por mim. Porque no fim, de um jeito ou de outro somos tudo que temos. E quanto mais você se dá onde não se é recíproco mas despedaçada fica. Mais sozinha caminha. 

Inserida por agathaoliveir

⁠Desilusão

Deixe de ser bobo, guri! 
Foi só um poema do velho Buk cheirando a álcool e "não tô nem aí".
O que eu poderia querer com um cara com pele de peroba, nariz de matar barata e olhos de minhoca?
Ainda que eu me referisse a versos de Drummond, não seriam para ti.
Era só o que me faltava! 
Um leguelé de jaqueta de couro e sapatos de verniz! ...
Tenho mais o que fazer, e, gente prosa, comigo não tem vez.
Ah! Eu morro e não vejo tudo.
Vai um Rimbaud aí?
Não?
E um Woolf?

Inserida por TerezaDuzaiBrasil

O olhar poético 
é quando a alma aprende a comandar o corpo.⁠

Inserida por PalavraMotriz

⁠Minha noite tem sonos picados,
e sonhos sem fio na faca cega que segue afiada.

Um cachorro late na alvorada amarga,
nos travesseiros do peito
com palavras encravadas.

Inserida por HudsonHenrique

⁠Alegorias

A poesia grudou no céu da minha boca, na minha língua solta,
nos meus lábios secos.
Ai de ti!
Não me olhes!
Não me beijes!
Ou te tornarás um verso avesso,
o espelho de minh’alma inversa,
nas estrofes tortas de teu corpo travesso, que se atravessa,
que se arremessa sem pressa,
refletido em mim.
Em mim.

Inserida por TerezaDuzaiBrasil

⁠Era uma tarde de domingo
O dia em que ela se despiu 
Das emoções
   
Era uma tarde de domingo
O dia em que ficou implícita
As intenções

Era uma tarde de domingo
Apenas uma tarde de domingo.

Inserida por FAFA1234567

⁠Saudade
A saudade ecoa no silêncio
Do não dito
Do desejo em estar ao seu lado,querido!
  
A saudade implora 
De forma dolorosa
Nos momentos que vivemos juntos
 
A saudade surge numa tarde fria
Numa fúria louca pela sua boca
No seu cheiro lisonjeiro
Que impetra minhas entranhas

Enquanto não a posso matá- la
Ela me devasta
Como uma forma nefasta
E de tanto amar você não me mata

  
  

Inserida por FAFA1234567

⁠Minha poesia não é fria
Tampouco submissa as suas vontades
E assim vou vivendo
Enquanto o instante se reencontra.

Inserida por FAFA1234567

⁠Tríade Particípe
  
Encare a tríade particípe
Com resiliência, paciência
Na vivência para uns
Tão fugaz
Tão voraz! 

Morte, tempo, amor
Não necessita de rimas
Independe do seu querer

O tempo oscila
E você que lê esses versos
Transfigure-o numa perspectiva de processos

Para quê?
O porquê?
Para compreender
Que o amor se abstrai na memória
Na sua própria história
De fracassos e vitórias
Tristezas e alegrias
 

No tempo que lhe resta
Inverta a ordem
Amor
Tempo
Morte
Repleto de amor
Até que a morte chegue e a seu tempo
A faça morrer de amor.

Inserida por FAFA1234567

⁠Amor com amor
 
Amor com amor, Roma
Quem dera tivéssemos
Nos descoberto em Roma
 
Europa?
Flutuando nos versos
Recordando o nosso amor
Reconheço que amor com amor dá amor
 
E Roma?
Fica- nos o doce sonho
Com amor em Roma
Num dia qualquer.

Inserida por FAFA1234567

⁠Quem sabe
 
Quem sabe as praças terão
A paz que transborda
O anseio de um coração
 
Quem sabe a vida renasça
Nas quatro estações
E um dia o que surge 
Como guerra, cinzas
Tormenta
 Será a mais infinda paz
Quem sabe!

Inserida por FAFA1234567

⁠Inquietude
  
  Inquietude
  Vicissitude
 Que turbilhão
 Corre nas veias 
  De encontro ao coração
  
 Coração que teima em 
  Bater ao te vê, ao te olhar
  Olhar que me faz sonhar
   
 Reviver a cada amanhecer
 Amanhecer
Milagre de Deus que me refaz e é capaz de tamanha inquietude com amiúde
 Para declarar em versos irradiantes de amor
Que é assim que o amo!

Inserida por FAFA1234567

⁠Meu País
  
Brasil
 De gente fina e traquina
  Que ecoa nas vozes 
  Ecoadas dos becos, ruelas
   E favelas
  
   E em meio a tantas trevas
    Que desvela a cela para
     A massa
      Nas arruaças e 
      Devassas trapaças dos 
      Autárquicos
      Com estilhaços 
     Extravasa a mórbida ilusão dum povo sonhador
 De vê um dia o meu País na diretriz da democracia
Assim é o meu País.

Inserida por FAFA1234567

⁠Vidas Extraviadas
 
Vidas extraviadas
Nas correntezas das muitas águas
Homens, mulheres,
Meninos,meninas,
Crianças,vão-se aos milhares

Ofuscando ao mundo as trevas imbuídas
E negados, partem em oculto
  
E o mundo? Esse, já muito dantes
É o palco aberto dos imigrantes
 Vidas extraviadas.

Inserida por FAFA1234567

A Sereia e o Marinheiro

⁠Sereia, ah, Sereia! 
Me encontre, sou um caso a parte, prole da arte
Vem, Sereia! Sente comigo à beira do cais que eu te encanto
Eu preciso de ti, Sereia 
Não sei como me expressar: loucura, paixão, desejo, tenho comigo que é tudo isso junto e misturado 
Nos amemos, ó Sereia! 
O amor bate cada vez mais tarde na porta dos enamorados 
mostre-me seu amor, linda Sereia 
nunca leve teu coração para outro porto, Sereia
Me leve para as profundezas da imensidão do teu amor, Sereia
Faça de mim sua eterna morada, seja minha eterna namorada
Que eu serei o eterno marinheiro apaixonado pelo teu sinuoso nado, devotado à mais bela preciosidade da vastidão do azul do mar, registrado eternamente no luzir do teu olhar
Ó, minha encantada Sereia...

Inserida por PriscilaQueiroz

⁠Meu coração transborda de amor
Sente a necessidade de pulsar cada vez mais forte
De sentir-se amado e de ser morada em um outro peito
De expandir o amor em um raio que alcance o outro coração 
E que juntos, enlaçados em um abraço, possam vibrar em sintonia, no mesmo compasso 
Em um compasso harmônico, de batidas ritmadas 
Trocando energia no encontro de um peito contra o outro 
Sentindo o doce e suave toque dos corpos unidos, entrelaçados em um abraço...

Inserida por PriscilaQueiroz

No vazio do peito eu fico a caminhar, na estrada da vida com um sorriso a encantar
Sorriso tal não é verdadeiro, mas também sou eu por inteiro. Tenho minhas paradas de solidão, momento então sem compaixão, mas depois de um tempo venho a refletir, que eu se eu paralisar posso vir a regredir. Momentos de clareza me fazem enxergar a vontade de andar e de continuar. Este ciclo anual vem constantemente e eu não sei como parar psicologicamente.

Inserida por EllaOlrd

Tu foste aí e eu fiquei aqui
Num monte extremo de vivencias e desistências, a pertinência pertencia a tu, na saudade do que não se renasce, minha consciência se comoveu a tua existência.

Inserida por EllaOlrd

Adoro, adoro
Parques de diversões
Adoro, adoro
Brincar com meus irmãos.
Adoro, adoro
Comer algodão doce
Adoro, adoro
Brincar de esconde - esconde.
Adoro, adoro
O dia das crianças
Adoro, adoro
Balançar na balança.
Adoro, adoro
A casa de meus amigos
Adoro, adoro
Ficar se divertindo.
Adoro, adoro
Fazer lição de casa
Adoro, adoro
Bricar de fazer mágica.
Adoro, adoro
Meu pais, minha família
Adoro, adoro
Livros de poesias.

Inserida por poetafuzzil

⁠Quando estou angustiada, infeliz ou com medo é para a poesia que eu peço abrigo, como criança assustada que corre para o colo da mãe pra chorar. É nela que busco a segurança que preciso para arrancar os sentimentos um a um, como se fossem espinho cravado no peito e transformar toda a minha dor em palavras, reconciliando-me com a paz, o equilíbrio e a leveza que a vida pede.

Inserida por ednafrigato

⁠O poeta é um ser que cresce sem sair da infância. Talvez seja por isso que apesar de crescidos continuam enxergando a vida com os mesmos olhos encantados das crianças. 

Inserida por ednafrigato

⁠O poeta tem uma certa dificuldade pra guardar segredo. Por mais cuidado que tenha acaba sempre revelando nas entrelinhas do poema o quer esconder.

Inserida por ednafrigato

⁠Bom dia amores, que até o inverno traz flores. Rosas negras, cotovias, vida cheia de sabores. Vento leve esfria a face às rapinas tão selvagens. Sopro raso de rebojo a que a água cobre as margens. Outro dia, cotovia, outro dia, alegria. Sê-de inverno, sê-de mundo, horizonte, céu ao fundo. Eu respiro, eu existo, não me rendo, eu insisto. Que onde há luz também há sombra e onde há inverno faço ronda.

Inserida por nenealtro