Tag poesia
Parte bonita aquela que corajosamente se coloca a prova se sentindo completa por estar vivendo, parte que dá o seu melhor com gosto enquanto está podendo, parte bonita de estar vivendo!
Enquanto a paixão excessiva cega
O amor esclarece na medida certa
Mas o equilíbrio entre ambas é a combinação completa
Existe quem se lembra do que se lembrou e quem se lembra do que se esqueceu , é fácil detectar em qual ação está o desequilíbrio !
não há arte que me toca da mesma forma que a poesia
Se algum dia eu morrer é porque a poesia já não está mais presente em minha vida
Uma poesia em um papel amarelo, um papel pequeno que cabe sentimentos imensos.
Caraca! Uma imensidão em um pequeno papel amarelo!
Fui meticuloso quando se tratou de você, de que adiantou se o coração não obedeceu.
FODEU! Cai no conto e na beleza da cigana e agora o meu coração dança e gira, salve oxalá por me trazer um amor para o resto da vida!
Com a caneta dela escrevo
Aos prantos o que é considerado o fundo
do
Poço aonde este sentimento ocupa a nossa
Mente
A nossa casa, e nos desencoraja fazendo
com que percamos a nossa crença e nossos valores
Mas isso é amor? Porque te digo, meu caro
Que estas lágrimas que escoam por meu rosto
Em um ritmo constante e lento
Não podem ser frutos do amor
Não, não podem. Meu palpite é que
Elas são frutos da impotência e da incapacidade, talvez
Nunca deveríamos escrever quando estamos assim
Porque a verdade é que isso passa, e provavelmente
Será lembrado como vergonhoso e desnecessário.
Mas vejam só como o amor é, vejam como
ele quebra o mais racional dos corações
Por um momento, esqueci que estou escrevendo isto com
A caneta dela, e isso aumenta ainda mais o
Crédito que ela tem por esta obra existir.
Me julguei entendedor de muita coisa, mas
Deus com seu senso de humor extremamente refinado
Faz com que um homem que tem tudo para ser
feliz ainda assim chora enquanto escreve com
esta maldita caneta. Mas você, meu caro
está sendo um bom companheiro.
As lágrimas secaram, e eu odeio
esta caneta menos do que já odiei
A verdade é que ela não quer saber de mim
A verdade é que não a terei. Mas o que será
Ter faltado em mim? Enfim não sei. Mas
Eu tenho toda uma vida para seguir
E o problema que me aflige, dentro da minha mente o criei
Então eu te convido moça, a se retirar da minha cabeça
e permitir que meus sonhos e meus desejos a mim retornem.
Quão ridículo devo estar eu, parecendo ao
Homem sensato que não entende o que é isso
A verdade, homem, é que ninguém é tão
sensato ao ponto de evitar que isso aconteça um dia
E, quando entender, lembre-se que
Estas palavras ecoam para sempre em um coração
do homem apaixonado, e eu sinceramente espero
Que isso nunca acabe, pois quando este romantismo
acabar, quando este sentimento já não mais existir
Quando frio for todos, e não sentirem o peso
destas lágrimas sutis, aí sim está o fim do mundo
No início eu disse que as lágrimas
la
gri
m
as
não eram frutos do amor. Mas
Vejam só! Me contradizi
É muito bom ouvir sua linda voz.
É muito bom poder ouvir você falar com amor de algum
Livro que você leu e amou.
É muito bom ver suas fotos descontraída e perfeitamente
Lindas.
É muito bom ver seus cabelos, e poder imaginar seu adorável cheiro.
É muito bom cada minuto com você, o dia vai passando rápido
Sem nós perceber.
É muito bom observar cada detalhe seu, e qualquer algo novo
Vai se tornando meu.
É muito bom escutar suas manias de fala, uau!
É muito bom tê-la por perto, mesmo estando tão longe.
Não sei o quanto gosta de mim, mas é MUITO BOM
Gostar de ti.
Da roça...
Da roça, das mão suja de terra, que é de prantá,
Sô fia do mato, doce quinem água de mina,
Meus véi trabaiva na roça, pra famia sustentá,
O zói enche d’agua do tanto que admira.
Sô poeta lá da grota, dos versim de roça,
Carrego na voiz a sanfona e a viola,
Sô o disco de vinil da veia vitrola,
Minhas rima mantém viva aquelas moda.
Inda lembro do rádio vermeio do meu veio avô,
Da casa de assoaio alto, do chêro das marmita dos trabaiadô,
O café margoso pra curá as pinga de onte enquanto escutava,
Se eu tô aqui é purquê meu povo da roça abriu os camim na inxada.
Só cunverso nos verso cas palavra de antigamente,
Pra honrrá quem veio antes de eu e me firmô nesse chão,
Foi na roça que pai e mãe prantô pros fí coiê mais na frente,
Passano dificudade e guentano humilhação.
Meu povo era brabo demais da conta, pensa num povo bão,
Parece que iscuto a voiz dos meu véi quando iscuto os modão,
Meu peito dói de tanta farta que faiz, oi ai,
Vovô resmungava nos canto e parecia poesia, até dava paiz.
Da roça sim sinhô. Essa poeta aqui é fia do sertão,
Não herdô terra nem fazenda, mais nunca se invergonhô,
E eu vô falá procêis, tentano num chorá, guenta coração!
Eu tenho um orgulho danado doncovim e da muié que eu sô.
Nem sempre a poesia e os pensamentos são para quem os escreves, mas, uma coisa é certa, quem os escreves está sempre inundado de poesia e pensamentos.
Minha mãe sempre dizia: filho!
Ouça o meu conselho
Acorde cedo, vá à luta, filho!
E compre um espelho.
Quando não quiseres caminhar, filho,
Olhe para o teu espelho,
Porque o sucesso da tua vida é o reflexo do teu espelho.
Os livros são capazes de nos fazer viajar para um universo no qual o nosso corpo físico jamais irá chegar
"Me recolho em silêncio,
enredado em seu laço,
entre pernas e coxas,
entre lábios e braços,
e não sou mais eu,
nem sei o que faço,
exceto,
o silêncio,
e o laço."
Incertezas
Nascemos e percorremos vários caminhos de questionamentos,
certezas e incertezas,estradas sinuosas e lugares acolhedores.
Passamos por diversos desafios com nosso próprio eu.
Criamos em nossas mentes mundos perfeitos e ilusórios.
A queda vem quando descobrimos que este paraíso não existe...
Somos atormentados por diversos sentimentos inexplicáveis “na adolescência” e chegamos a pensar que eles passariam com a idade adulta, porém muitos não passam. São frustrações, baixa autoestima, medos, confusões, relacionamentos conturbados, melancolias, angústias e mais uma vez incerteza.
Incerteza de que estamos fazendo o certo;
Incerteza de que é essa a vontade do criador;
Incerteza de acharmos que temos certeza;
Incerteza de saber se nesse mundo, realmente, vale mais o "ser" do que o "ter"...
Às vezes, a tristeza bate bem fundo e temos vontade de acabar com ela. Muitos podem não compreender, mas não é porque não cremos em Deus e sim porque há uma interrogação em nossa alma que afeta nossa emoção.
Perdemos o chão;
Perdemos o ar;
Perdemos o medo;
Perdemos a vontade de falar;
Perdemos a vivacidade em vida;
Perdemos o amor próprio;
Perdemos a vontade de amar;
Perdemos a vontade de entender;
Alguns continuam sobrevivendo, mas outros perdem, de verdade, a vida.
Nossos sentimentos são ultimamente considerados como “vitimismo” de situações, mas não são. Muitas vezes falar sobre alguns pontos ou aspetos de nossas vidas é importante, entretanto, quem quer nos ouvir, quem quer ser colo que acolhe. Com isso, nos fechamos em casulos e sempre dizemos que está tudo bem, tudo certo e que ninguém precisa se incomodar, pois tudo está como deveria estar. E assim nossa vida segue. E como eu havia dito uns sobrevivem de forma incoerente, sem sentido, outros partem acreditando que vão dissipar essa dor.
Não deixe de acreditar na dor do outro, não deixe de demonstrar a sua dor, isso não é vitimização, isso é diálogo de amor, de ajuda, de salvação.
Leandra Lêhh
(18/11/2020) #12mesesamarelos
