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"Tenho coisas?
Ou serão as coisas que me possuem?
Depois do meu último suspiro, as coisas;
Não me acompanharão na viagem ao além... "
Eu nunca saberei o que de fato você sentiu por mim.
Foi tão fácil você me olhar e dizer: chegamos ao fim!
Nem mesmo uma despedida justa. Um último beijo.
Um momento só nós dois com você no meu peito.
Minha cor transcende, toma forma.
Antes não sentia nada, agora tudo me transborda.
Visto essa nova pele onde sou completamente eu.
Anseio emoções, inclusive o que nunca me pertenceu.
Mergulhei em teorias onde quase ninguém consegue me ver.
E perdido nas profundezas de mim só consigo encontrar você!
O Passado
As vezes bate uma saudade que dói no peito.
É como querer abraçar a brisa,
e só sentir o frio de um passo no vazio.
Lá onde tudo começou, o começo.
Olhar para trás, é ver a vida ao avesso.
Sentir que a felicidade escorria na face lisa da idade.
Um passado caro, depositado no banco da inocência,
seu preço, era a conveniência.
Conviver em rodas, mesas fartas de alegria,
compartilhando histórias de uma pura verdade.
Éramos celebridades que corriam de pés desnudos
no tapete verde.
Não havia regalias. Menino, menina, boneca, carrinho,
elástico, tudo era um laço, perdia quem não participava.
Apontar o dedo, somente para as estrelas,
Elas eram testemunhas das noites em volta da fogueira,
que debulhava faíscas numa tela pintada de nostalgia.
O calor que aquecia,
era o manto da nobreza que ali existia.
Uma vida cheia, preenchida, não havia espaço
para medidas vazias.
Relicário de moedas do tempo,
que hoje, nenhum diploma,
status pode trazer a rica vida que
se teve um dia.
"...Ainda posso sentir teu olhar penetrar minha alma lentamente...".
(Fragmentos do livro "O diáro tardio de Lígia Castelli")
" Esse amor é um vírus que se reproduz dentro de mim em velocidade assustadora, por vezes sinto até que ele adormece, mas de repente, ele eclode!"
" Foi uma batalha fracassada, essa de tentar te esquecer.
Onde sempre estive presa por vontade,
onde a dor sempre foi muito, muito menor do que o Amor ".
Minha alma.
Minha alma
Irmã da tua, voa indiferente, agora,
Vendo, alva, a lua.
Pequena parte daquela
Que também é parte dela.
Caminha, então
Na sua rua...
De mãos dadas com a sua.
Errantes, estrelas brilhantes,
Mas, aos teus olhos, os meus
Parecerão tristes ao luar
Pois a poesia dispensa os fatos,
Os atos, contratos...
E, entre a fantasia do teria sido.
E do que parecerá ter havido,
Optamos irrevogáveis, por sonhar....
Mas, meu coração é leve
E quando vier o adeus
Voará, E ao lado do teu, mansamente, pousará.
