Tag poesia
A verdadeira vida cristã é
Poesia, amor, paz...
Tem cheiro de flor,
Emociona e tem o calor do afago,
Contato.
Queria sonhar,
Queria viver,
Quero sentir e me surpreender
A cada dia,
Todos os dias.
FIM DE UMA ESPERA
A ânsia desta espera
finda-se ao sentir
teu alento voraz,
que devolve a meu peito
o fôlego da existência.
O calor do nosso beijo
acende meu coração,
aquece a minha alma
e liberta a perspectiva,
antes encarcerada na solidão
dos meus silenciosos sonhos.
O brilho do teu olhar
reflete no mar azul
do nosso Amor
a intensa emoção,
salva na confiança
de cada amanhecer
fazer valer
a nossa esperança.
Árido
Eu estou vazio,
Todo o mundo ecoa
Dentro de mim.
O mesmo som que entra,
Sai sem tocar em uma gota de sangue.
Saem apressados,
Pelos olhos anestesiados,
Pelos ouvidos exaustos.
E são levados pelo vento.
Nada floresce,
Mas ao menos,
Não há nada para estragar.
Mas existe uma sensação
De que algo poderia mudar.
E isso entoa ameaça para minhas mazelas,
Que em raiva atiram-me ao chão.
E as enfermidades da terra árida são tantas,
Que cada golpe de enxada
Parece só fazer um novo buraco sem sentido.
Os anos são lentos como sementes,
Principalmente quando se aprende a senti-los com os dedos.
E para de vê-los passando com os olhos.
Mas realmente é difícil,
Sentir o pesar dos anos nas costas,
Mas imaginar com ternura
Que ainda são poucos!
E não senti metade do que há em mim,
Pois sou poeta.
O avião me leva nas alturas. Sinto que estou em uma aeronave parada no espaço. Não vejo o piloto, mas não tenho medo, porque a sensação é que ele está nos carregando no colo e nos protegendo como um anjo da guarda.
Legado de Maria
Pobre de meus devaneios,
Impuros, insanos, alheios.
E por estrelas de anseios,
Guardados num céu de receios.
Donde quer que andes,
Pensamentos errantes,
Foge em busca do que antes,
Já fora prazer, hoje instantes.
Pobre de meus devaneios,
Doces, tristes desejos,
De teu tato, olhares e beijos,
Que corroem meu ser por inteiro.
É absolutamente fascinante o poder de sedução da poesia, perante ela somos frágeis, vulneráveis, não temos a menor chance.
Poesia Vã
Sempre em frente.
Relevando.
Que deprimente!
A fórmula da sua mente.
Pelo vento segue voando e com uma taça martirizando.
Clamando por piedade.
O que te destrói é a vaidade.
É como se percebe-se a vida por completo em um olhar,
porém fosse preciso milhões de palavras para traduzir.
Uma hora
corre pros seus braços
outra hora
foge dos abraços
mal sabe que
o abraço aperta
mas abre espaço.
Recompensa
Um artista precisa ser meio louco para ter coragem de se expor o tempo todo. Vai ser criticado por muitos, mas a recompensa sempre vem. Quem o criticou no início, será seu admirador no final!
PERSPECTIVA
Para cada dia
Uma perspectiva…
Ontem eu era raiz:
Sugava a água
Para irrigar o amor.
Hoje sou pétala em flor
Que precisa ser regada
E sentir o seu calor!
Poesia Vã
Descobri a crise infinita.
Solução na submissão.
Pois na dor infinda, apenas há tragédias que o fim replica.
O que posso representar? Se for feito, está feito.
O que era? É Sério! Não sei dos meus atos, apenas enxergo as feridas nas carcaças das esquinas.
Por que disse isso mesmo? Ah! Foi a reconciliação, que a mim sugeriu sobre outros que me feriu.
Sua súplica é tardia, pois minh’alma está rendida nas teias da melancolia.
Imoral
Espere ele voltar
Não vai aparecer na minha janela cantando serenata
Então deixa ele vazar
Vou correr atrás se não seria ingrata
Então deixa ele pinar
Existem mil formas de definir isso casualmente
Tomar algumas miligramas de moral para reforçar
Distúrbio de deixar partir me faz doente
(Impávido é o Amor)
desta vez o amor me arrasa
percebo não estar preparado para tanto amor
o pranto inundou minha casa
o mais sublime dos sentimentos só me trouxe dor
talvez seja castigo
pois em toda vida jurei jamais acontecer comigo
pretérito incauto
castigo por ser o antônimo, do impávido
vá pro diabo ! com sua psicologia
ciência maldita
que tenta explicar o amor
pra o diabo com suas reações químicas
essa explicação tão sínica
não explica a minha dor.
QUANDO VI TEU ROSTO:
FOTOGRAFIA COLORIDA
RETIDA NA MINHA LEMBRANÇA...
MINHA SAUDADE
FEZ-SE PEDRA PONTIAGUDA
A ESTILHAÇAR-ME A ALMA.
Ausência
(Para minha mãe ,Laura)
Ele me diz que não tem jeito com as palavras, o que é uma mentira bruta, porque todo som que sai da sua boca é poesia.
A estátua de um poeta morto
Sozinho, caminho até a praça...
Dois ou três passos e paro.
Colho flores brancas entremeadas ao mato.
Mato grande, que cresce ali!
Um cercado de fios de arame enferrujado protege o jardim.
Desconsidero o aviso que diz:
-Não colha flores e, ou, plantas desse jardim!
(...)
Num segundo de descuido
um agudo espinho de esquerda
espeta-me o dedo polegar da mão direita.
Desço à terra!
Subo novamente à minha própria altura.
Recosto-me em uma estátua de cobre.
(...)
Um pássaro cinza voa no céu sobre mim.
Voa meio assim...
Meio torto, meio de lado.
Voa um tanto apressado.
Muito estranho!
O voo desse pássaro.
(...)
As pedras no chão...
-Vermelhas como estão-
parecem dançarinas de flamenco
tango, tchá...tchá, tchá!
Parecem dançar,
mexem-se sem parar!
Mexem-se. Sem parar.
(...)
De repente...
Ficam escuras!
Ficam duras!
Param de dançar.
Dói!
Dói-me a cabeça.
(...)
Os olhos ficam inquietos.
Nuveiam...
Nuveiam!
Somem as nuvens dos olhos
e até o sol para de brilhar.
(...)
Dá um sono!
Resolvo deitar ali mesmo.
Deito-me naquele lugar.
Penso-me morto.
Morto não hei de estar!
Não hei de estar.
Morto, eu? Será?
(...)
Num último e derradeiro esforço
tento me levantar.
Tudo parece estar tão distante...
O corpo está tão pesado...
Resolvo me aquietar!
Durmo por horas ao pé da estátua de cobre.
(...)
Estátua de poeta!
Homenagem 'post-mortem'.
O coitado morreu ali mesmo...
Naquele lugar!
Envenenado por um pico de espinho de rosas brancas
no polegar da mão direita.
(...)
Morto e transformado em estátua!
Pra sempre ali...
Parado!
Transformado em poesia dramática.
Eternizado em seu próprio universo,
e preso, em seu mais triste verso.
Morto!
(...)
Enquanto lamentava a sorte do pobre homem
o pássaro cinza que se remexia no céu sobre mim
mira e despeja toda a sua maldade em minha cabeça.
Numa casualidade quase transcendental,
salva-me da morte!
Livra-me da sorte de virar estátua.
Revivo e vou-me embora.
LUZ
Que luz é essa
Que clareia a mente
Tão somente luz
Faz brilhar semente
Que brota poesia
Cresce solitária e vazia
Floreia e reluz.
