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O florescer das Canafístulas
se aproxima para enfeitar
com cortesia e beleza o olhar,
que nós podemos cultivar;
acompanhando as estações
onde quer que cada um esteja.
Quem porta delicadeza
pode banquetear a todo
momento e em qualquer mesa.
Porque é algo que nenhum
tesouro pode comprar,
por ser um paraíso interno
que somente cada um
pode aprender a aprimorar
para o primaveral esbanjar.
É só o olhar que faz enxergar
a perspectiva que o outro
traz o essencial para alinhar.
Não importa para onde for
e quem quer que você seja,
saber o tempo de chegar,
sempre faz toda a diferença;
se ocupando da direção
com amabilidade e paciência.
Ninguém te explicou
a diferença entre
o Samba e o Pagode,
O Pagode é a festa,
o grupo ou encontro,
O Samba é para sempre
o gênero musical,
nascido raiz,
no terreiro, no meio do Jongo,
e na batucada em roda,
O Samba fez
e tem a sua escola,
Depois o Pagode
acabou virando moda,
e nasceu como um
outro gênero diferente,
Antes e depois
inventaram muitos
outros jeitos do Samba
tocar a nossa gente.
Dizem que quando uma coisa
pode dar certo feito a gente,
vai dar Samba certamente.
Porque quando se ouve um
Samba não há quem
não fique parado ou contente,
mesmo o mais resistente,
que não consegue dar o braço a torcer,
Só sei que o Samba
já passou por tudo na vida
e ninguém conseguiu até hoje o vencer.
Sempre que a Guyra Nhandú
bate as suas asas o frio
e a renovação se espalham
pela nossa América do Sul,
enquanto flores desabrocham
com discrição por todo o lugar.
É deste jeito que os corações
e a terra juntos se preparam
para a estação mais poética
mesmo que a tal cinegética
insista em vir a nos assombrar.
Assim haverá de ser sempre
em cada um a Primavera
contra tudo o quê nos austera,
até mesmo quando por aqui
não houver nenhuma atmosfera,
para nada quebre a fé no coração.
Relembro sob o Uxizeiro
que não é época de Uxi,
Embalo um doce segredo
que me apaixonei desde
o primeiro dia que te vi,
E que não há um só dia
que não pense numa
maneira chegar até a ti,
Obediente aos apelos
próprios do nosso tempo
aguardo o melhor momento.
As roupas e as ideias no varal
deixo por conta do Sol, da Lua,
das estrelas e das tempestades,
Esta alma fresca é mantida
por conta absoluta da poesia.
Tudo é cultivado no fino afã
de nada deixar dever a alegria
autêntica de dar graças a vida
até quando a danada desafia
no festival da virada dos instantes.
O pleno caminho de ida e volta
o quê prende somente tem a ver
com a liberdade sem receio,
Acostume-se com este jeito
de quem nasceu selvagem mesmo.
A Umbu-cajá bailando
nos braços tão amorosos
da envolvente ventania
até parece que convida
para com ela também dançar;
Vou buscar por frutas doces
como quem busca por beijos,
Pensando mais de mil jeitos
de cativar o seu paladar
para com sedução te alcançar.
Colho o quê tenho que
colher com o maior carinho,
deixo algumas com todo
o amor para os passarinhos,
e a fé no coração eu ponho.
Caem as gotas de chuva
e pelo mesmo caminho
volto com o anseio de ocupar
totalmente o seu fascínio
e como a Umbu-cajá vou
deixar que venha me embalar.
Carinhosamente não vou deixar
facilmente de ser o destino,
porque sei que é recíproco,
a hora certa irá acontecer
quando menos a gente esperar,
como haverá de ser e assim será.
Tirar a cada dia mais
o eu na escrita para dar
vazão a tudo quê se imagina,
Captar o quê cativa,
tornar-se de fato o quê
fascina e entreter com
o balanço dos buritizais da vida,
Dar nas tuas mãos a chave
oculta da mais profunda fantasia.
A Flor-de-Outubro
floresceu nas mãos,
Quando existe a ânsia
é o sinal de alguma
entrega mesmo que.
digam que não existe
para nós uma regra;
Retirei o eu e você
da poesia que nasceu,
para tornar em nós
em nome do que ainda
nem mesmo aconteceu:
Na minha cabeça
a gente já se envolveu.
(Permito-me assim decretar).
Não educaram o suficiente
os olhares para discernir
o quê realmente pertence
à nossa amada Pátria Natal.
A Era da Inteligência Artificial
anda sussurrando que talvez
seja ou não por premeditação,
corremos os risco iminente
de virem nos "tirar até o chão".
Sei como é uma Lanterneira
e não perdi a minha memória,
se sou de fato poeta ou não,
não deixo perder a História.
Se não reconhecermos
a imagem do que é nosso,
não julgue como coisa de loucos:
não vai demorar muito
para esquecer quem somos.
Floresce outubrina
o amável Cajá-Mirim,
Os frutos que posso
colher este mês
são os teus beijos
reservados para mim,
E tudo aquilo que não
haverá entre nós fim.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...
Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;
Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...
Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.
A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.
É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.
O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.
Você bateu os olhos
em mim naquela
tarde subindo
a ladeira da tua rua,
Reconheceu que
sou adrenalina pura;
Talvez o jogo mais
perigoso da tua vida:
presença que alucina.
Ainda sou presença
que te fascina,
Mesmo que a distância
não permita,
Sinto que ainda
com fogo me anseia.
Até hoje você não
consegue me tirar
da tua cabeça
E a tua memória
ainda sente o meu
perfume de Lua,
Tudo por causa
daquela tal tarde
na ladeira da tua rua.
Orbito nos horóscopos
secretos das galáxias,
Ninguém me captura
nem por medo,
Como borboleta nômade
não tenho e não terei
nenhum governo;
Não há autoritarismo
que me dobre ou prenda,
A minha liberdade interior
é a indestrutível crença.
Tentar insistir é loucura,
trago os signos
e as fases da Lua,
Como borboleta nômade
vivo pronta a escapar,
Ninguém nunca
há de me dominar;
Tenho vela, bússola
e orientação interior:
ignoro o quê tumultua,
Estou por onde você
menos imaginar
todos os dias
sempre a surpreender
onde menos esperar.
Talvez seja a canção
que anuncia
o fim da tecnocracia,
ou o início
de uma Nova Era,
todas as vezes
que penso em você
o mundo para
e algo superior
sempre me reinicia,
Não faço sequer ideia,
mas algo tem dito
e evidenciado
que há tudo de amor
como Lua suspensa
no teu céu interior
nascida para ser
tua fortuna poética
e em ti permanecer;
Talvez seja a canção
do século não escrita,
nos lábios sincréticos
que cantam simultâneos
em total suspense
e místico devocionário,
onde tenho o teu rosto
como meu escapulário.
Convido a erguer
a cabeça, olhos
e os teus sonhos,
para jamais desistir
dos teus planos,...
O amor vence
e sempre pode
vencer a morte,
Quem acredita
pode e vence,
Sê igual ventania
que afastando
as nuvens
para que seja
com luzes
lida a caligrafia
das estrelas:
O amor pode
e vence a morte,
Quem acredita
vence e pode
inevitavelmente;
Se o céu não
estiver aberto
até a próxima Lua,
Vencer a morte
é missão tua
mesmo que
não perceba,
Porque se
você tem amor
aconteça o quê
vier acontecer
e seja por onde for:
tu tens todo o poder.
Olhei pela janela
em busca da Lua
no meio da noite fria
e submersa no pó
da minha insônia,
Anseio poderoso
de estar ao teu lado,
Desfrutando juntos
do jogo elegante
e mais alucinante
das nossas vidas;
Como as nossas
tropas que unidas
nas fronteiras
longe dos ódios
e das diferenças
se libertaram
do passado imposto:
Creio como nunca
que podemos
quebrar ciclos,
reunir nossos mundos
e nos presentear
este saboroso gosto.
Desejo amoroso
de viver ao teu lado,
Descobrindo juntos
o tempo desconhecido
e mais esperado
capítulo da história.
Te levo em silêncio
como a mais alta
honra no peito,
minha divina glória
e meu amor perfeito.
Como um pássaro
pelo Sol espera
para se aquecer
da noite austera:
esta sou eu
nesta manhã fria
em busca
do calor do teu amor,
que a distância
ainda nos sentencia:
como um adágio
abrigo o meu peito
do mundo áspero
e o idílio do século
te entrego para
que me entreguem
nos braços da Pátria
que me confundem
como parte fizesse,
porque na verdade
deste mundo
não faço parte;
e muitos ainda
não se deram
sequer conta
que pertenço ao Universo,
nos olhos o adverso encaro
e minhas luas disparo
para as almas em chamas enternecer.
Da varanda do pensamento
aprecio as estrelas
e elas entretém o meu tédio
ante a indiferença
a tudo o que é humano,
e tem me tirado do sério,
Bendita seja a minha rebeldia
que faz passar por cima
dos protocolos, cumprimentos
e questionamentos
sem nenhuma resposta;
Reagir tem me deixado feliz
porque do destino
sei que nenhum de nós
freia ou detém a roda:
O mundo já provou para todos
que dá radicais voltas
no próprio eixo,
ao redor da querida Lua
e somos todos satélites,...
No meio deste tumulto preferi
é me perder neste olhar bonito,
pleno de mistério, oriente e infinito
até você vir inteiro como desde
o primeiro momento que te vi,
e inexplicavelmente nos prevejo.
Nas nossas mãos está
a serpente do destino
e o encantamento do amor nos permito,
em silêncio e liberdade interior
a sedução se fará presente e não negará fogo.
Esperando do fundo
do teu coração que
receba o meu mais
amoroso manifesto,...
Pelos povos humildes,
e pequenas criaturas
_ os desamparados_
deste nosso Universo,
Os músicos distraem
os nossos corações,
embalam as paixões
e tiram as mentes
das muitas prisões,...
Os poetas são sempre
os que derrubam
os tiranos e são aqueles
que libertam as Nações;
Face a face e sem medo
flertam com a insônia
seja em noite de luar
ou de céu encoberto:
Porque não convivem
sem nenhum arremedo
com a indiferença,
a crueldade e o descaso,
Por serem assim assumiram
como modo de vida
exercer constantemente
o estado existencial de protesto.
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Como um fogo-fátuo
surge a inspiração
bem no meio
da madrugada fria
e repleta de vontade
de cruzar oceanos,
plantar campos
e escalar muralhas.
Para quem sabe
o coração alçar,
Quero viajar para
uma terra onde
seremos plenos,
desconhecidos,
teremos tempo
para nos ocupar
com as estrelas
e tremendas noites de luar;
Para nós dois que
o melhor do amor
sabemos apreciar,
Nos orientaremos
com o horóscopo
e o milagre da vida
diante dos nossos olhos
graças a um teto
que há de ser aberto
automaticamente,
é só questão de tempo,
sei que conquistaremos.
Cada poema que escrevo
é para o nosso amor
que contigo virá,
assim seja e sempre será.
