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Quando a diplomacia calar, a poesia deve falar ainda mais alto.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Sol e Lua ao redor 
do mundo testemunham
o absurdo do século 
e toda a diplomacia
que se cala por covardia 
sobre as bombas de Israel 
em Gaza na Palestina.

Os jornais anunciam 
a possibilidade de uma 
invasão terrestre sem data
e sem hora marcada,
acontece que neste 
mundo ninguém está
a fim de resolver nada. 

Sou como a palmeira
que balança e resiste, 
as bombas e as rajadas assiste,
não há como fingir que não vejo
um povo sendo levado ao limite
e sem ter o poder de fazer.

Apenas sou a poesia que não
se cala porque não admito 
ver um povo sendo vítima 
de uma devastação apocalíptica, 
a cada dia ando testemunhando
mais e mais ruínas no chão,
e toda Humanidade escorrendo
entre os dedos das palmas das mãos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na convivência, no amor e na guerra tudo deve ser proporcional. Poesia sempre para clarear a reflexão, porque soluções reais só ocorrem sem batalhas. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A preservação da paz requer sensibilidade. Manter o amor em paz requer sensibilidade. 

A poesia é a sensibilidade viva além das letras. 

A comunicação não-violenta requer sensibilidade. A poesia colabora no cultivo da sensibilidade para evitar conflitos. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

No caminho encontro
com a autêntica poesia 
natural e citadina,
Não deixo de me encantar
com aquilo que enfeita 
o coração e a vista.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para manter a vida e o coração em paz nunca devemos nos levar pelo primeiro impulso e por notícias sem verificação. A poesia ensina a pensar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelo caleidoscópio
deste século contemplo 
o mundo perverso,
Povos ainda em guerras 
desprovidas de nexo.

Nem mesmo que 
eu tente ensaiar 
mil dramas nenhum
destes papéis não 
têm nada a ver comigo.

O meu coração está 
vivo e segue pela corrente 
do rio Apurímac,
O meu olhar está vivo
seguindo por Carhuasanta.

Ainda tenho fôlego 
em Lloqueta e posso
levar comigo um poema,
e solta pelo Ene continuo
firme sendo eu mesma. 

O meu pulmão ganha 
fôlego pelo Tambo
e ganha impulso 
em  Ucayali sem temer
adiante nenhum desgaste.

E minh'alma e a memória
param no Amazonas,
chocam com o Madeira,
murmuram com o Negro
e enfrentam o degredo.

Sigo pedindo força ao Japurá, 
clamando com o Tapajós, 
chorando doído com o Juruá 
e soluçando com o Purus.

No final de tudo vou encantar 
o seu coração, ser lar 
e o mais lindo refúgio sem par
onde você possa sossegar 
sem vir novamente a se preocupar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu lado é indomável
sob o Céu vermelho,
Para ti sou irreversível 
sob a Lua e a estrela guia.

O meu balanço vai 
no ritmo do Mar Negro,
O teu amor por mim 
de longe eu percebo.

Das minhas mãos 
brotam corais vermelhos,
Segredos e desejos 
fazem festas em nós.

Os olhos e as entonações
sem esforços se declaram
do jeito que o amor doce 
e a paixão se fundem no infinito.

Amor sublime amor,
você tem feito planos comigo,
Amor bonito amor,
você me quer o tempo todo contigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A paz é um lado a guerra é o outro lado. Eu escolho estar do lado da paz porque tudo o quê é feito com paz dura. Tudo aquilo que é feito com guerra tem prazo de validade. A poesia é a ponte para a paz. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Gostaria de ser uma 
sementinha de vagem 
do poético Ipê-amarelo 
para crescer e florescer
como flor nacional 
no seu afetuoso peito,
E tornar-me sua maior
amorosa anunciação
e total celebração  
além do calendário
e da convenção 
sempre que for preciso,
Porque amar também
é a respeito disso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Confesso que tenho 
o hábito de conversar 
com o Céu sobre a paz
que busco para o mundo
enquanto caço desenhos 
nas nuvens travessas
que por aqui têm se mostrado
ultimamente espessas,
Depois de muitas chuvas 
o tempo nos brindou com 
um entardecer colorido
que não alcança a beleza 
dos olhos mais lindos 
que para mim estão
escritos pelo destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua existência nos 
une ao fio do destino,
a vida e a morte,
inscrito está o romance
e o desejo flamejante
que não têm a ver
com o senso comum
ou com o quê dizem 
ser fator de sorte.

Gigante, inabalável
e imensurável,
é assim que te vejo
mesmo no oculto.

Você me pertence
no ritmo eterno 
da seda do céu noturno 
descida solene 
sobre a Terra dando 
passagem a procissão 
de estrelas que 
se funde ao oceano.

Na tuas mãos vestida 
de Acropora speciosa
me vejo comprometida
e sem pensar em regresso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A guerra começa pelas palavras.

A guerra pode ser evitada pelas palavras. 

A guerra pode ser terminada pelas palavras. 

A palavra pede retidão tal como a poesia nos pede coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas minhas mãos e pés
estão as estrelas-do-mar 
que guiam na escuridão
na tua busca mesmo sem 
saber qual é o seu nome 
e quem você é na realidade.

Do esplendor magnífico 
do Acropora subglabra,
O meu coração dispara
porque na vida só fica
tudo o quê dinamiza.

Declaro que o meu doido 
amor que não é suficiente,
é Lua Crescente em busca 
de tentar encontrar todos
os caminhos que reúnam
os meus caminhos com os seus.

Porque te amo sem saber 
quem você e sem saber a hora 
do amor que chegou entre nós .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nada pode morrer 
em mim porque tudo 
em mim é amazônico:
o meu país, a fé e o rio.

Fui buscar Jarina 
para fazer colar,
pulseira, brinco 
e anel para me enfeitar.

Agora, tudo é mais vivo 
do que nunca porque 
o amor e a poesia não
conhecem mais separação. 

Tudo irá melhorar, 
vamos nos encontrar
e que por mim você 
a vida toda irá se encantar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os brincos de prata pura 
parecem que até que foram 
feitos de pedaços da Lua,
Balançam os seus pingentes 
de Inajá que roçam na pele,
Tenho na fórmula dos grandes 
poetas o porquê você se derrete,
Você tem sonhado todas 
as noites comigo pele com pele.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para fugir deste mundo 
louco que fez o meu 
rio secar busco me distrair
na vida um pouco
para a tristeza não dominar.

Tudo o quê vem acontecendo
mudou até cor do meu 
boto que antes era rosa 
e acabou ficando roxo 
por não ter mais água para nadar,
resolvi escrever porque
não me permito me afogar.

Fazendo penquinhas de Inajá,
cortando discos de Côco
fatiando Jarina e bordando 
com canutilhos de açaí 
porque na vida tenho que acreditar.

Com o meu Artesanato Brasileiro
tenho muito o quê mostrar,
porque em mim vive um país inteiro
e da minha Terra nesta vida 
ninguém vai conseguir me desgostar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei o meu colar 
com flores de Inajá
para estar pronta 
caso venha passar,
E leve uma lembrança
que comigo faça
o seu coração cantar,
porque todo o dia 
procuro o caminho 
que te leve a se encantar
e o seu amor me entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As cascas de Jacarandá
e as canoinhas estão
secando sob o Sol,
Prelúdio que o amor 
paira no ar e na poesia,
Tenho certeza que 
não vamos parar
porque agora é só alegria,
Pendurei a cortina feita 
de Araparés para ninguém 
nos distrair e da curiosidade
do mundo nos discretar,
Seja na terra, na água ou no mar,
chegou a hora da gente 
se amar sem nada para atrapalhar. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A sagrada existência
de uma Sapucaia,
Fala muito sobre 
o quê outros não
são capazes de fazer. 

Uma Sapucaia com 
a sua copa generosa
nos protege do Sol,
com a sua florada 
ajuda as abelhas 
e com castanhas 
saborosas alimenta.

Quando uma Sapucaia 
gentil encontra a outra, 
o tempo cumprimenta
e assim sem precisar
estar escrito sagra-se 
o verdadeiro poema.

Quem dera ser para ti
tudo o quê uma única
Sapucaia é capaz 
de fazer por nós dois 
sem precisar questionar.

De uma única Sapucaia 
é capaz de elucidar 
sem imposição o quanto 
se é capaz de fazer e amar.

(Nasci para te venerar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na nossa bela cidade 
de Rodeio beleza sublime 
do Médio Vale do Itajaí,
No dia seguinte o Sol 
e a ventania estão por aqui
percussionando as matas,
Sigo capturando leveza
das flores azuis do tempo,
mantendo viva a poesia 
como as águas encontram 
a rota do Rio Itajaí-açu
numa paz ímpar, profunda 
e amorosa como busco 
nesta vida ainda ser sua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trancei o meu cabelo, 
enfeitei amavelmente 
com flores de Babaçu,
para ir em busca de Murumuru,
Não existe ninguém 
no coração maior do que tu.

Além da cesta de Tucumã
carrego o orgulho que 
tenho de amar esta terra,
Ainda não perdi a mania 
de continuar sendo poeta.

Seja sob o Sol ou sob a Lua,
sob dias com ou sem chuva
continuo sendo a mesma
a artesã das palavras que 
me levarão a ser somente tua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi separar a Piaçava
para trançar um colar
com pingente de Jatobá,
Vou fazer também
um bracelete e um
brinco para me enfeitar,
Porque quem quer um
amor tem que se preparar.

Se a Piaçava sobrar vou
fazer um enfeite de cabelo
porque ainda tenho uma
Mutamba para pendurar,
Porque com poesia artesã
gosto sempre de inventar.

Ainda hoje hoje num
Pau-pereira este poema
vou pendurar para ver
se você passa a me notar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A ventania soprou as areias
das cacimbas dos rios,
Não vou morrer engasgada
pelas areias e nem mesmo
pelos meus próprios poemas,
Mesmo nesta escuridão
eu preciso falar,
Mesmo que seja tarde
demais eu preciso não calar.

A Amazônia vive uma
tempestade comparável
a de um imenso deserto,
Ficar fingindo que não
vejo nunca será o correto.

Fechei a janela para o vento
não trazer as areias,
Eu sem contar o tempo
não tenho parado de rezar
para que venha chover neste lugar.

Enquanto a tempestade não
passa vou fazer um colar
para me embelezar diante
do teu encantador olhar.

Eu sei quais as sementes que
vou eleger para me preparar,
como o teu coração enfeitiçar
e fazer o teu desejo me deificar.

Muitos não sabem a diferença
entre Pau-Brasil e a Tento-Carolina,
A diferença está nas suas flores,
nos caules e nas cores:
O quê eu quero é o Pau-Brasil reinando como o senhor dos senhores
no meu colar que haverei
com ele de te capturar absoluto
para em nome do amor se entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe 
que na sua vida eu existo.

A minha bolsa, o leque, 
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho 
rotas para me tornar tua.

Trancei duas pulseiras 
de palha de Bananeira, 
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira 
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt