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⁠⁠Ascurra Poema



Erguida como homenagem

para uma glória patriótica,

És filha de povo de pé

que não teme tempestades,

És cidade poema de métrica

perfeita e de sabores 

bem postos rimando na mesa,

Ascurra poema és cheia 

de beleza que com teu amor 

todos os dias me captura 

para ti como doce sentença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Timbó Poética

Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No alto a serra,
o passado
não querem 
que a encerra.

Temem a liberta 
porque cedo ou 
tarde o poder
irá escapulir 
das mãos 
de quem pensa
que a governa.

Na ponta da 
lança ela está
sofrendo todo 
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.

Os heróis 
de Palmares
me concedam
a clemência 
porque se é para
ser quilombo, 
e resistência,
vou até a última 
consequência.

Porque eu que
vivo escapando 
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob 
a proteção
memória
e honra
de Dandara.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira 
Do Império 
Porque nasci
Descalça,
Brasileira 
E ao poder
Não me 
Agarrarei,
Na minha 
Áurea tenho
O hemisfério.

Não repito
Lema do 
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho 
O indígeno
E o mistério.

No meu peito
Está escrito 
Com o brilho 
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas 
Riquezas,
E com o 
Amazônico 
Azul do mar
Que com toda
A mística 
Consigno:
Brasil ame-o 
ou ame-o.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Força que há muito 
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.

Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.

No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque 
Dele quer sobreviver.

Não foi correto o quê 
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.

Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.

Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cedo conheci 
a dureza da 
vida no início 
do decolar da 
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades 
para prevenir 
dos abismos 
do destino que
são cavados 
pelas leis.

Para um povo 
em transe 
entender
os segundos 
faltantes
para combater 
o fascismo 
não seriam 
o bastante
para o povo 
voluntariamente
ensurdecido.

Podem vir mil 
solos de guitarra 
que não serão 
suficientes,
Resistência 
é um caminho 
que abre a 
vida inteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Suramérica, 
terra virada
em sanções,
conspirações,
eleições,
alucinações
e repressões.

Por aqui nem 
eu sou mais a 
mesma: até o 
meu Brasil que
era lugar de falar
não pode mais
se expressar.

Temos que ter 
cuidado porque 
até no cotidiano
querem nos 
censurar e não foi 
diferente com
os universitários 
que o Judiciário 
tentou os calar.

Foi cena 
de censura 
bem na sua 
cara que 
afrontou
de maneira
explícita 
o direito de 
manifestação,
não tente me 
convencer 
que não.

Não há como
fingir que
não viu e não
ocorreu 
tal tirania,
pois não
me permito 
ignorar
ou banalizar,
antecipo
a minha 
queixa 
porque
não quero
jamais
pagar
para ver,
versejo
para não
esquecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Botuverá

Do Médio Vale do Itajaí
tu me brinda com 
brilhantes da História
do teu nome tupi-guarani.

Do Médio Vale do Itajaí
és meu porto seguro
onde tenho o amor 
mais puro do mundo.

Em cada caverna tua
há um mistério meu,
que razão nenhuma
tem capacidade de ver.

Do Médio Vale do Itajaí
és o meu Porto Franco
desde o primeiro dia 
que me apaixonei por ti.

Cada centímetro teu
de Mata Atlântica
é a razão de ser meu
grandioso Botuverá.

Do Médio Vale do Itajaí
festa melhor que a tua não há,
por isso meu Botuverá,
espero a Festa Bergamasca. 

Porque o teu amor está
em mim, não vou desgarrar
e tua herança da imigração
para sempre vou honrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Botuverá dos Ribeirões

No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas 
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!

Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa 
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que 
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente. 

No Ribeirão Cristalina 
encontrei o teu amor 
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista 
prá ser para toda a vida.
 
No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.

No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar 
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.

No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.

No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado  

No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Braço⁠ do Norte

Entre a Serra Geral e o Mar
a história do povo originário
e dos desbravadores onde
arpeja o Rio Braço do Norte
ergueu uma cidade de gente
honrada e forte que emoldura
com beleza o sul catarinense.

Montes, vales e colinas
repletam com mistérios 
o imaginário contemplativo,
Quedas d'água, córregos e rios
adornam com ternura 
a terra que retribui com fértil 
e gentil beijo ao Homem.

O curso da água doce 
com o mar se encontra,
O tamanho do amor que tenho
por Braço do Norte perdi a conta:
Só sei que verei a Lua surgir 
e o Sol nascer além da conta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se soa do 
jeito dele
como vós,
ele não 
pertence a nós,
mesmo que 
tente reescrever 
a história tal fato 
não apagará 
da memória: 
ele não é santo, 
ele se trata 
de um algoz,
ele é feroz.
O mascarado
proferiu 
que ele soa 
como 
os 'deles',
não há 
como fingir 
que não,
o quê saiu
da boca 
o condena,
e agora 
quer fingir 
que nunca
foi investido
na discórdia,
mas Deus está 
evidentemente 
vendo e não 
há como 
dissimular para 
Ele e para quem 
sabe observar,
só Ele concede 
a misericórdia,
ele quer apagar
a História. 
Ofendendo 
da pior maneira 
quem quer 
defender 
a sua existência 
fazendo a justa 
resistência,
ele não merece 
a sua confiança 
porque é incapaz 
de debater e de
colocar freios nos 
seus servos,
e sobretudo 
nos seus lacaios 
das profundezas 
dos infernos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Brunópolis


Nomeada em honra 
ao teu orientador espiritual
Padre Bruno Paris,
nasceste com forte 
condão norte e celestial.

Fortuna poética do Planalto 
Sul de Santa Catarina,
A tua História foi escrita 
com ternura, bravura
e entusiasmo da tua gente.

Marombas, Palmares,
picada aberta e lavoura
com muito amor erguida
no profundo do Estado
erguido pela imigração.

Nos teus sabores postos
na mesa que percebe-se
a sutileza do teu coração,
a tua terra é pura paixão
e tem inigualável sedução.

Na Cachoeira do Marombas
das horas sempre perco 
as contas e ganho sossego,
e tenho a nossa História
escrita com romance e apego.

Na Cachoeira do Butiazinho
sem encontro o meu 
doce e dileto refugiozinho
nesta cidade que acolhe
a todos com muito carinho. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando o ódio programado 
é percebido muito fácil
e entender a força dele 
através da comunicação 
por se tratar de ser 
um sentimento pesado.

Os dois lados orbitando
ao redor do poder 
em função do que 
estamos vivendo hoje,
eles já haviam sido 
escolhidos para tais 
papéis que estamos 
testemunhando.

Existem sinais óbvios 
de orquestração 
para dominar a população
e nada têm haver
com a imaginação. 

A estratégia tem haver
com a liberdade 
de expressão,
e começa com o poder 
vigente querendo 
direcionar como você 
deve falar e se comportar,
e o outro lado acordado 
com ele fica te infernizando
dizendo que vai te libertar.

Quando você for
ver já é tarde, 
pois estás mais preso 
agora que nunca a uma 
estratégia de dominação 
que nunca te pertenceu, 
mas na verdade és 
o alvo e fizeram abraçar 
ela como se fosse tua.

[Os dois lados têm 
deixado pegadas no caminho... ]

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio sob o Céu

A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como 
meu eterno namorado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Brusque

O teu Rio Itajaí-Mirim
e as correntes beijadas
pelo vento relembram
a trajetória das tribos
que ali te pertenceram,
E desta História delas
eu sou o arco e a flecha
contra o esquecimento.

O teu nome é reverência,
nasceste filha do Barão,
Brusque do meu coração,
Te amo antes de tudo isso:
no Santuário de Azambuja
sou a perpétua oração
e no Calvário a procissão.

O teu amor na Fenarreco
me leva e faz viajar
no tempo e na herança 
européia da tua imigração,
Brusque eu amo a tua
gente de todo o coração
nesta cidade amo morar
e nunca vou te abandonar.

O teu amor é memória
nestes tempos desafiadores,
de tudo me lembro
que nem mesmo o tempo
apaga o quê ergueu a cidade
feita de doce, tecido, paixão
e de esperança por nossa Nação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não sei mais como 
falar ao meu povo, 
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto 
de poder e ignora que 
vive bem abaixo dele.

Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei 
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?

Não foi por falta de aviso, 
mas quando alertei que 
o sentimento pátrio havia 
se esvaziado já imaginava 
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo. 

Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.

Não sei o quê fazer,
só sei que povo que 
não age com civilidade 
entre si colabora para 
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.

Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.  

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Inaugurada foi a Primavera
pelo clamor da volta 
do mar aos povos 
que foi feita pelo poeta.

O dia 1° de outubro 
é um cais que fica logo
ali aonde desembarcar 
de uma longa espera 
é inadiável e justo.

Já não tenho dúvida
que é por mim que 
você há desassossegar,
conhece os meus 
poemas e prantos 
de fazer apaixonar.

Entusiasmada é a canção
que guardo a sete-chaves
que está preparada 
para fazer o teu 
coração bater
pelo meu forte como 
uma onda no mar.

Doces ondas sonoras
do meu coração 
sul-americano, 
e me traga o livro 
do Coco Manto,
que te retribuo 
com um beijo
levando você 
para comigo 
navegar no mar 
que a Bolívia 
bem nasceu,
e a história vai
levar ao seu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Trentina

A picada de Rodeio foi aberta
é muito amor envolvido 
da imigração italiana por esta
tão magnífica terra,
És a nossa Rodeio Trentina 
que amanhece tranquila
e quando entardece
brinda ainda mais colorida.

És a nossa Rodeio Trentina
que tuas montanhas se vestem 
de turmalina para a chuva 
brindar as matas e as lavouras 
para darmos graças sempre 
por cada momento da vida. 

Rodeio Trentina da minha vida,
você vale todo o dia uma nova poesia
e eu te amo sempre todo o dia,
Rodeio da gente de herança trentina,
és a Soberana do Médio Vale do Itajaí
da Amada e Santa e Bela Catarina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Amorosa

Onde o Pico do Montanhão
abraça esta cidade,
Ergo para o céu a gratidão
por poder morar onde 
a Natureza escreve
um poema diariamente
e meu coração se derrama 
de devoção amorosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Calmon Profunda

⁠Do broto a queda 
da Araucária
dos nossos destinos,
Foste parte protagonista
da Guerra do Contestado
e da Saga da Ferrovia. 

Na foz do Rio do Peixe 
tu levas o curso 
da vida ao Meio Oeste,
Calmon profunda,
a bênção do teu 
padroeiro permanece.

Na Cachoeira da Esmeralda
tu me levas pela mão
para tocar o Sol,
a Lua e as estrelas 
com os meu poemas.

Calmon profunda,
eu te devoto todo 
o meu amor à tua
feita de amor para toda a vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Camboriú Originária


⁠De volta ao passado
quando teus carijós
não tinham sido
escravizados mergulhei 
na camba do Rio Camboriú

(e me deixei levar 
pelas correntezas
até desembocar no mar
em Balneário Camboriú);

No teu Rio Peroba 
a inspiração de sobra 
é distribuída sem conta
e sem hora marcada.

A Mata Atlântica 
leva a alma romântica 
a aspirar à viver tudo
o quê não vivemos
e a ver o nosso mundo.
 
(No teu Rio Pequeno
saúdo as heranças
do nosso tempo
e as nossas esperanças).

Camboriú Originária,
minha terra adorada,
para sempre e sempre,
por mim eternamente
será adorada e louvada 

No Rio do Braço lembro 
do beijo que foi roubado,
e deixou o coração
ainda mais apaixonado.

O calendário ao teu 
lado sempre fez 
a minha vida ficar
diferente e querer 
não olhar para fora.

No Rio dos Macacos
escrevo por destino
o quê irá nos levar 
ao auge desta vida:
só ali para inspirar.

No Rio Canoas bem 
na camba nunca 
me esqueci que foi
por ti que cheguei aqui.

No Rio do Meio, filho 
do Rio Itajaí-Açú,
por toda generosidade
honro os nossos ancestrais
que lutaram por liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Marmeleiro 
dança com o vento 
espalha poesia

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Jacarandá 
é a pura poesia 
que quero viva

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um infinito 
Marmeleiro-do-mato 
sendo sonhado

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fantasia de amor,
Ourives profético, 
Risonho mistério,
Mania romântica de ser
Agora e sempre poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt