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⁠Dos versos, das pausas 
e das consequências,
Me ocupo mais das consequências
do que com os versos,
Falar de amor só combina 
mesmo é com a pausas 
feitas olhos nos olhos,
e não com pausas literais.

Onde umas se preocupam 
em se autoamaldiçoar
tornando-se Princesas-Cobras
e para virar gente sugar 
o sangue do outro 
para existir testando os limites.

Prefiro ser Janaína flutuando 
no oceano do teu amor,
Em vez de erguer uma 
cidade encantada,
Sou mais é erguer fortalezas
que nos abriguem 
com poesia e tranquilidade
para ver a tempestade 
dançar o seu baile e passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Igual no Sul Brasileiro 
o meu amor primeiro
é meu amor derradeiro
em terras catarinenses,
também sendo escrito 
aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí.

A Língua Portuguesa
é o maior poema 
do Hemisfério Sul,
que por mim e por todos 
continua sendo escrito,
[mesmo que passe 
por alguns despercebido].

O nosso amor indelével 
primeiro e derradeiro que 
tem asas de Sabiá-Laranjeira
rimando na Língua Portuguesa,
signo da Pátria Brasileira,
[que traz a devoção perfeita
de portar este estandarte,
guia e inabalável poema].

Idioma nascido do espírito,
escrito pelo atlântico destino,
que por nós sendo falado,
estudado, lido, escrito, 
cantado, pintado, esculpido, 
traduzido, conhecido, vívido 
e orgulhado por cada
peito enamorado reunido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na água joguei perfume,
você está vindo só pelo cheiro,
Você sabe que sou a Icamiaba
e você é meu guerreiro,
No final de tudo vou te dar 
o Muiraquitã para não me 
tirar do coração e do pensamento
nunca mais por nenhum momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por acaso fui no embalo
convidada pela sua vizinhança
para o coco alagoano,
Na tua casa chegamos 
um pouco atrasados 
e todos batiam com os pés 
fazendo o ritmo 
no chão de barro 
como manda o figurino,
Foi quando o teu olhar 
inesperado cruzou
tão bonito com o meu 
e fez o meu coração apaixonado:
Você é o presente que a vida me deu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fui ver como sempre
se havia chegado
uma correspondência,
A rua estava ainda
mais sem movimento,
Não havia nenhum 
sinal dos vizinhos,
Havia pairado
um silêncio abissal.

Na caixa de correios
ele estava lá olhando 
para mim e fiquei 
olhando para o grilo,
e pensei que não
só existe deste tipo.

Rir foi inevitável
e pude entender por 
um instante o quê se tratava 
realmente de uma 
[correspondência grilante].




 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Natureza sempre nos presenteia com bom humor e poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desta vez fui 
eu que balancei
a sua estrutura
com certeza sei 
dançar zabumba,
Te fiz você seguir
no ritmo certo,
Você girou para lá
e girei para lá,
Desde o dia que 
descobri que sou 
poeta o seu coração
toca tão alto que 
não consegue disfarçar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi espalhar 
o meu perfume no ar,
A minha poesia 
está por todo o lugar,
O teu coração está
igual a um tambor,
E a ideia de ser meu 
te coloca requebrando 
no Coco de Zambê,
Para retribuir você
só falta mesmo 
é uma atitude sua 
para tudo acontecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É óbvio que te quero 
deliciado, e como quero!
Dá para perceber 
que entre nós não tem 
nenhum mistério;
Se você está certo 
de ser meu, que venha! 
Desde que você venha 
e me leve com o respeito 
de um Samba de Gafieira,
Sejamos um para o outro
como um amoroso poema,
E quando estivermos juntos
desliguemos os telefones
para que do mundo a gente
se esqueça e a paixão nos aqueça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As lágrimas de Iaçã 
pela dor que não
tem reparação foram 
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução. 

Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos 
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.

(Quando faltar doçura,
não pode faltar 
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ultimamente você anda 
sorrindo do nada,
Eu sei que ando mexendo 
contigo por dentro,
A sua vida não tem 
sido mais a mesma,
eu mudei a sua rotina.

Imagino quando provar 
o sabor do Damurida Poético,
Aprender comigo a receber 
amor gostoso todo o dia,
e continuar querendo 
receber sempre muito mais. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Meu Uirapuru bonito 
que com seu canto tem 
feito o meu coração
todos os dias rendido,
Não há ninguém que 
se compare contigo,
Por premonição
vejo você comigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Observando como a Natureza manifesta a própria
[escrita da poesia assêmica],
escrevo igualmente a minha 
mesmo que não encontre 
a compreensão alheia,
e não me importo que seja 
chamada de prepotência.

Morando na cidade de Rodeio
onde o Médio Vale do Itajaí
com o seu próprio tempo 
também dá continuidade
a leitura da poesia assêmica
a todos que sabem ler 
com jeito e sensibilidade.

A escrita da poesia assêmica
do Pico do Montanhão
nesta tarde de terça-feira,
leio com os olhos do coração 
ela sendo iluminada pelo Sol,
poder ler o quê eu leio 
nesta leitura mística cotidiana 
é o quê me entretenho.

A poesia escrita assêmica
também é escrita pela nobreza
do Rio Itajaí-Açu com todos
os espaços, contornos, cheias 
e até com a própria seca
para acenar que é preciso 
ler quando ele manda recados.

Há poesia escrita assêmica
entre nós quando falamos,
quando calamos, quando 
captamos presságios, 
quando nos apaixonamos, 
por onde nós passamos
e até quando desabafamos.

Há poesia assêmica em mim,
em ti, em tudo e em todos;
sobre quem na vida que
se mascara ou se maqueia,
pode ter certeza que haverá
sempre alguém que leia
a sua oculta poesia assêmica.
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei na mesa
o Pirarucu Rondon
para você provar 
como é bom,
Gentileza de amor 
posta na mesa
também é poema 
para quem sabe ler 
da melhor maneira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ovelha da Poesia

Com Rita eu sorria,
sem a nossa Rita 
não há mais alegria;
Santa Rita rogai por 
esta ovelha da poesia.

In Memoriam a genial Rita Lee.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sonhei com você esta noite,
eu sei que ainda está distante,
Você junto comigo no cortejo 
do Catumbi do Itapocu,
Não sei se é aviso ou seu desejo,
só sei que penso o tempo 
todo como deve ser o seu beijo,
Só sei que se este sonho 
se realizar é certo que 
contigo encontrei o meu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Esta noite resolvi 
contar uma História
daqui de Rodeio
que fica no belo
Médio Vale do Itajaí.

Uma História de amor 
infinito que talvez só
os antigos tenham 
conhecido, visto ou ouvido.

Um imigrante italiano
que tocava acordeão 
em todas as missas
e que entregou o coração 
para uma freira da antiga
Congregação sem esperar
nada em troca por parte dela.

Um dia a freira adoeceu
de uma enfermidade
desconhecida e todos 
os dias no final da tarde
ele ia tocar para ela 
no antigo Convento
que está fechado na cidade.

Numa dessas tardes
o apaixonado acordeonista
recebeu a notícia 
que a amada não resistiu,
e partiu sem saber do amor 
que ele mantinha por ela:
este homem naufragou 
numa tristeza profunda 
e num silêncio incalculável.

Como um italiano oriundo
de Trento viveu o luto 
diário e inquietante,
Quase não dormia, quase não
comia direito e comparecia 
as Missas com a tristeza
estampada na fronte. 

Os fiéis e as pessoas mais 
chegadas sabiam que a razão 
desta tristeza era a partida 
da freira para junto do Pai,
mas evitavam falar na frente 
porque ele manteve 
uma atitude distinta até 
o último dia de vida da amada.

E foi numa determinada manhã
que os companheiros de lavoura
sentiram a falta dele, 
Todos ficaram preocupados
porque o companheiro era pontual,
e foram até o ranchinho 
que o apaixonado italiano 
morava sozinho e encontraram 
ele com os olhos fechados e um ar 
de serenidade abraçado ao acordeão.

Um dos companheiros percebeu
que o companheiro de tantas lutas
havia partido e alertou os demais
que ficaram atônitos
e ainda mais perplexos porque
naquela cena o acordeão 
que estava diante deles nos braços
do falecido havia desaparecido;
E foi assim que o sofrimento
deste amor não resolvido se 
deu por definitivamente findado:
primeiro foi a freira e depois 
o acordeonista que 
partiu para junto do Pai.

O acordeão inexplicavelmente 
havia desaparecido,
só sei que depois disso
alguns escutavam
o som do acordeão tocando,
uns viam o acordeão voando,
outros viam o acordeão
nos locais mais inusitados, 
E quando iam procurar
não havia acordeão nenhum
ou quando olhavam de novo 
não o encontravam mais.  

(Ficou gravada na memória
antiga esta História de Amor 
que acredito que nos dias 
de hoje ninguém encontra mais).

#lendas
#poetisabrasileira

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Das lágrimas da Mãe,
Do Mistério de Mani,
Do que chegou até a mesa
_eu fiz um poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Separei um pouco
de cheiro verde,
O quê eu queria
mesmo é te dar 
um cheiro bem gostoso,
É Costelinha de Tambaqui
que estou fazendo
só para ver a alegria 
nos olhos do mais lindo moço,
Como quero que ele 
me ame como eu o amo,
Trazer sabor, carinho 
e poesia faz parte do meu plano.

 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um acordeão com detalhes
feitos de prata que veio
da Itália junto com o seu 
dono cruzou o Atlântico
para viver um destino triste 
e ao mesmo tempo romântico 
aqui em Rodeio no nosso 
sublime Médio Vale do Itajaí.

Não é segredo para ninguém
que a freira amada pelo italiano
partiu por causa de uma 
enfermidade desconhecida,
e sem saber do amor dele em vida.

Quando a freira se foi 
para junto do Pai, 
não demorou muito para o italiano partir em seguida sem ter 
declarado o amor dele em vida.

Há quem diga que o acordeão
desapareceu e outros 
dizem que foi roubado,
Um dizem ver e outros dizem 
escutar a voz do italiano
indignado pedindo 
o acordeão ser colocado 
em cima do túmulo dele
para não ser amaldiçoado.

Sei de uns que dizem 
que além do acordeão veem
a freira voando em busca
dele para restituir a paz 
para a alma do amigo
italiano que foi furtado.

Desta história de amor
mal resolvido,
do destino incógnito
deste acordeão,
alguém deve ter escutado 
ao menos uma única vez:
Só sei que não existe 
quem não fique abismado. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para cada Cobra Grande
de duas pernas
vivendo fora d'água 
eu respondo 
com silêncio e oração,
Tenho mesmo é que 
me preparar para receber 
o amor no coração:
Deus é meu guardião,
E não vou viver 
para alimentar a maldição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A festa que você faz
todos os dias no meu 
coração merece ser
retribuída com "pato, 
tucupi, jambu"
e toda a maravilha.

(Porque o quê eu 
vejo nos teus olhos 
só a poesia explica).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio das Mamães

Aqui em Rodeio
no nosso lindo
Médio Vale do Itajaí
vai ter Festa 
do Dia das Mães
no Salão Cristo Rei

Cada um amar 
a sua Mãe e respeitar
as Mães dos outros
é a nossa lei 

Vai ter churrasco
e prato típico
Sabor da Terra 
a ser desfrutado 

No final deste 
poema acabei 
de ganhar pinhão 
bem quentinho:

Demonstração
de amor e carinho
da minha Mãe
que está aqui 
do meu ladinho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Navegantes Poética

Minha Navegantes poética
que me acolhe 
quando decolo e pouso,
Em ti tenho o meu afeto
e o amoroso conforto 
que me leva de volta para casa.

Na Pedra Miraguaia aprecio
a pesca de arremesso 
e medito que na vida sempre 
há um término e um começo.

Do Morro da Pedra, do Pier
a Gruta Nossa Sra. de Guadalupe
com o quê há de mais profundo 
sempre me encontro 
com tudo aquilo que 
me leva ao mais alto ponto.

Na Ilha do Gravatá é ali 
que busco com a minha
poesia me refugiar
e nas suas praias 
sou sereia a me entregar.

No Memorial, no Barco 
da História e no Santuário 
de Nossa Senhora dos Navegantes
que é a sua Padroeira,
sou eu a poetisa de joelhos
na certeza da graça perfeita
entrego a minha oração,
e para toda esta cidade
dedico o meu poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio no Frio

É noite e Rodeio 
no frio é um convite,
A poesia não tem 
nenhum limite.

Por aqui não há
estrela que não
se enamore 
do Médio Vale do Itajaí.

O chimarrão está
feito e a panela 
esparge o aroma
do melhor pinhão.

(Não consigo tirar 
o teu amor do meu coração). 

Inserida por anna_flavia_schmitt