Tag poesia

32226 - 32250 do total de 37100 com a tag poesia

⁠Quando deixam 
de te olhar nos olhos,
Quando deixam 
de te emprestar os ouvidos,
Quando deixam 
de falar inexplicavelmente contigo,
Quando absolutamente
nada conspira a seu favor,
Sempre será o livro que continuará 
te fazendo companhia,
viajando, debaixo da chuva, 
no meio da guerra 
ou quando você se encontrar
absolutamente sozinho.

O livro ensina a ser e a não ser,
por isso escolha bem o seu livro
como quem escolhe o melhor amigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do centro da roda do Bambelô
ouvi você batucando,
eu tenho certeza que é amor,
Meu bonito Zambê, 
O Bambelô tem o DNA
do Coco e do Batuque,
E eu te quero sem censura 
e sem nenhum truque; 
Você vem sem eu precisar
chamar porque colado 
no meu coração é o teu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu nome há de ser a sua 
música favorita quando menos esperar vai se pegar cantando
porque sei que o seu coração 
está todos os dias embalando.

Entre Enfeitados e Mascarados
dançando com o Boi Calemba,
Sou eu a dama deste folguedo
vestida com este gentil poema.

Quando este folguedo for findado 
a Lua estiver bem posta, 
e sem precisar de aposta:
não me negue a serenata 
amorosa de cavalheiro apaixonado. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poliglota dos idiomas 
dos outros e dos idiomas
que criei mim mesma,
Vivo tentando traduzir
o quê está na cabeça.

Para não me transformar 
no Arranca-Línguas 
da lenda melhor mesmo
é escrever um poema.

Trancando o meu próprio
Diabo na Garrafa,
Dou boa noite para quem 
é da noite e dou bom dia 
para quem é do dia.

(Porque na vida tudo é nuvem).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por premonição vejo
o sangue de um fluindo
para as veias do outro,
Mudamos de lugar
neste Balandê Baião,
Começamos a dançar
no ritmo da sedução
até a hora do balancê 
da paixão vir alcançar 
os apelos do coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem se mete 
com os protegidos
do Nego D'Água,
do Minhocão do Pari
e do Pé-de-Garrafa 
não sabe a ideia 
que está arrumando,
Não ignore o quê
estou te avisando,
Depois não diga
que não te avisei.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não que eu não saiba 
ou não queira amar,
Eu quero amar,
e no amor de verdade
não vou deixar de acreditar.

É que o meu coração 
foi bastante bagunçado
sem eu ter procurado, 
E chegou a hora que 
não posso mais me dar 
o desfrute de errar.

Aos bacamarteiros peço
de coração a boa mira,
a intervenção com saudação, 
a dança, a oração e a canção.

Espero que até São João 
o amor eu encontre 
ou ele venha me encontrar, 
E que os bacamarteiros
me acompanhem 
para desta vez o alvo eu acertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com o seu olhar de caçador
você entrou na roda 
para dançar com o teu andor 
caipira a Dança do Marimbondo,
Você chegou com aquele charme
maroto sem me dar desconto,
e fez o meu coração arrebatado.

Na zabumba você pendurou 
a casa do danado,
Espantava o bichinho por 
todos os lados,
Trocamos olhares apaixonados
e não importamos se seremos 
por quem quer que seja reprovados.

Sim, dessa vez você deixou a garrafa 
para equilibrar na cabeça de lado,
Sei que não dá para disfarçar,
que você está apaixonado,
que quer ficar comigo colado
e anunciar o orgulho de bem amado.

Neste mundo quase perdido
que a cabeça da gente pira,
Para viver o amor profundo
tenho certeza que chegou 
a nossa tão esperada vez;
Nos meus braços você encontrará 
o teu refúgio e toda a calidez,
e segura nos teus encontrarei 
a sensatez e toda a magna poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem sair do lugar,
sem hora e sem data marcada,
A poesia é travessia 
mística que me leva 
para onde eu desejo 
e outros imaginam comigo estar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ao menor sinal teu
fico toda arrepiada
só de imaginar ser
por ti esquentada
como a mulher
escolhida para fazer
parte da tua vida,
Quando este dia
chegar será tão
animado que nossos
peitos fortes soarão,
e confundidos serão
com os Cabaçais do Cariri.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Soltei todos os nossos bois
no pasto do folclore só
para ver o quê vai dar,
Primeiro soltei o Boi de Reis
para ele me mostrar 
se realmente chegou a minha vez
de saber realmente 
onde o meu amor está. 

Soltei o Bumba-Meu-Boi
para saber por onde o amor foi,
Soltei o Boi-Bumbá 
para saber se o amor escrito
no meu destino está.

Soltei o Boi-de-Mamão
para saber se realmente 
vou encontrar o amor 
com todo o fervor no coração,
e pedirei a nossa benção. 

Soltei o Boi Calemba
para ele me ajudar a encontrar
um amor que seja feito de poema,
Soltei o Boi-Surubim
para encontrar um amor que realmente tenha nascido para mim.

Soltei o Boi Zumbi
para saber se o meu amor
realmente se encontra por aqui
e comecei do nada a Dança do Boi
para não deixar nada para depois;
e não me queixar depois que dói.
 
Soltei o Boi-de-Mourão 
para não desistir de continuar,
Soltei o Bumba para comigo
seguir a procurar e o Boizinho
também para me acompanhar
porque não vou desistir de buscar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O coração ao som 
do tambor de mina 
da Via Láctea 
na vida nos orienta,
O amor é meu lema,
os teus olhos mantém
vivos cada poema.

As estrelas no céu da Pátria 
profunda dançam 
com o destino que nos brinca.

E eu não consigo pensar 
em outra coisa a não ser 
em me lançar no abismo
desta tua linda boca.

Sinceramente, não acho,
e sim tenho toda a certeza
que nada tem de ensaio.

Nas minhas mãos levo 
o feitiço do teu amor 
com destreza e me divirto
com este doidivano fascínio.

A poesia destes dias andam
gingando em campo aberto,
e que você é meu é óbvio e certo.

De soslaio você anda 
desenhando a rota rumo ao paraíso,
a tua astúcia eu conheço,
no silêncio amoroso nos guardo. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O som dos tambores 
me trouxeram sem querer,
Você me deu flechas 
nas mãos e me levou 
para dançar sem a menos
o meu nome perguntar,
Dançamos na roda 
do Bate-Flechas sem parar,
sem nos dar conta 
de ver o tempo passar
e foi dançando que 
a gente começou a namorar.
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você está ouvindo 
o quê eu ouvi? 
Você ouviu e viu
o quê ouvi e não vi? 
É o Comendador
da casa das 365
janelas andando por aí.

Não toque na reputação 
alheia de jeito nenhum,
e não mexa naquilo que não é seu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda insisto em ter
um amor gentil que 
seja capaz de segurar 
e até mesmo buscar
o meu chapéu caso 
a ventania sopre 
por esta Cavalhada.

Não é pedir demais 
um amor que eu ame, 
e também por ele seja amada.  

Entre cavalheiros vestidos 
de azul e de vermelho,
passam por nós a Côrte, 
a nobreza e os lacaios,
e o dia nos reverencia
com toda a beleza.

Não é pedir demais
um amor que me cuide e guarde,
e eu faça o mesmo por ele.

Fino é o trote que 
o destino põe o coração,
se o amor não for profundo,
é melhor que do caminho 
seja desviado pelo Divino.

Não é pedir demais 
um amor que seja meu e eu seja dele,
e que só em nós tenhamos o deleite. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dou bom dia para a minha
Comadre Fulozinha
e como oferenda 
trago a minha poesia,
Peço para ela que me ajude
a convencer nem que 
seja a base do susto 
a gentileza entre nós
e com a generosa 
Natureza que nos 
brinda com tantas belezas.

Divina Caipora hoje tem 
gente que merece nó na língua
para que as mãos não alcancem
e o mal não faça nunca
mais casa onde estimamos.

Mãe da Mata surpreenda 
quem merece e se possível
interceda por mim juntos a Deus
por um amor que traga 
a mesma paz que traz uma prece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A toada que canta 
todas as Cunhãs
cruzou a Amazônia,
Você me convidou
para a Dança Toada,
Ultimamente você
anda vivendo entre 
a poesia e a insônia,
A tua alma não anda 
sossegada e sei que 
sou eu a sua amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os teus dias não têm sido
mais os mesmos,
Os teus olhos brilham 
quando você ouve 
o meu nome,
Por mim você está
a cada dia mais derretido
e anda muito mais romântico. 

Eu sei que você quer 
me convidar para dançar
na roda o Curitibano contigo,
no teu bolso sei que guarda 
com amor um versinho,
e quando a minha cintura
você apertar não 
vai querer outro abrigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O som da Congada da Lapa
ainda soa na memória,
O doce da infância ainda 
guardo na História,
Os heróis ainda vivem
em mim também,
O velho teatro não
saiu do coração,
Algo me diz que 
vamos juntos até lá,
Só não sei quando,
Eu só sei que nós vamos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Juro sob o testemunho
do meu generoso
Médio Vale do Itajaí
que se eu tivesse 
nascer de novo como
poetisa eu escolheria
o mesmo idioma
como berço esplêndido
para cantar o mesmo
Hino Nacional Brasileiro.

Tenho na minha Língua
o meu passaporte
para onde quero,
a minha balada romântica 
o meu descanso e meu protesto.

A minha Língua é Pátria
gigante celebrada 
daqui da cidade de Rodeio
onde a celebro com poesia,
honro Santa Catarina 
e reverencio o Brasil inteiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Fandango Caiçara nos levou
sem pensar no viracorpo poético, caímos um no gosto do outro,
o toque de pele nos incendiou,
decidimos não mais neste 
amoroso baile nos largar
e viramos oceano de amar.

Na hora do pega-na-bota você 
tirou do bolso a rosa cor-de-rosa, 
colocou na minha orelha
e dançamos a noite inteira.

O Fandango Caiçara trouxe 
o antídoto para o quebra-chifre,
para nós dois foi apresentado 
o amor mais bonito que existe,
nos envolvemos e encantados
de primeira nos declaramos:
predestinados ao nosso amor
sem saber nós já estávamos.

Neste pula-sela você veio
com jeitinho todo encantador,
e desde o começo já havia 
percebido que era teu o meu amor.

Meu mandadinho és só no passo,
na vida virou meu amadinho,
e nunca será o suficiente 
te dar muito e todo o denguinho;
te cubrir com carinho é o imperativo 
porque é  o amor quem anda
ditando o compasso, o contrapasso
e cada romântico passo:
o amor estará sempre do nosso lado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com a Língua Portuguesa
nado de bruços, boio
e nado de borboleta
escrevendo o meu poema
pelo Rio Itajaí-Açu adentro,
Até hoje não tenho 
conhecimento de outro 
teorema que me faça
descrer que a minha Língua
não seja a mais língua 
poética do mundo e poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Seja nadando no Rio Itajaí-Açu
ou flutuando por aqui
pelo Médio Vale do Itajaí,
Na Língua Portuguesa
encontro o meu gentil
e verdejante poema de cada dia,
e é no Pico do Montanhão
que fica em Rodeio é que 
se esplende o corolário da poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi escutar
a Lia de Itamaracá,
Enquanto olhava 
as estrelas a cirandar
e comigo você não está,
Como estratégia 
de forma que nem 
mesmo você perceba;
Optei ser sorrateira
e te coloquei entre 
os meus poemas 
até o dia que decida 
comigo encontrar,
juntos estrelar 
e o amor aceitar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhando nos meus olhos
as tuas mãos se entrelaçaram
com as minhas mãos
para dançar a ciranda praiana
dos nossos destinos,
Você me deseja do tamanho 
que te desejo todos os dias,
Com balanço e amor atlântico
um traz o outro fascinado
pelo naufrágio divino 
nos beijos tão desejados 
e de outros tipos de astúcias
que permitidas só aos apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt