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Flor de Acerola 

⁠Linda flor das duas Américas,
flor da Cereja de Barbados
que faz todos encantados,
flor da Cereja das Antilhas
que inspira doces poesias,
Minha flor de Acerola Rubra
que concede frutos que 
conquistam apaixonados,
A cada fruto seu os meus
lábios se sentem beijados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo aquilo que 
mais se menospreza 
nos jardins carrega
o código de quanta
vida capaz existir
e de se dividir,
Florzinha branca 
que com a sua 
beleza me encanta,
Eu não sei qual
é o seu nome,
Só sei que um dia 
eu irei descobrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No meu oceano 
você irá mergulhar 
muito longe daqui 
com a Acropora Roseni,
Tenho certeza que 
sou a inspiração mais
linda da sua vida,
Depois que você passou
a conhecer a minha 
poesia nada mais
tem tido importância 
na sua esfera íntima.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando olhei pela primeira 
os teus olhos resolvi morar neles,
esperar o seu tempo de amar, 
ocupar os seus sonhos nesta 
época de amores célebres 
e de amores anônimos 
ambos igualmente líquidos.

Peguei a sua mão para fazer 
você mergulhar comigo 
no nosso oceano poético,
buscar refúgio no meio 
da beleza das acroporas meridianas
e te colocar dentro do peito. 

Tenho certeza que a glória
do amor vitorioso nos pertence
de maneira inequívoca
mesmo que preguem que o amor romântico está derrotado,
nós temos um ao outro 
com devotamento apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um Acropora Tenuis Blue 
se revela como uma safira 
gigante para brindar o olhar,
É no oceano poema 
que iremos nos encontrar,
Longe de um mundo 
que tergiversa tudo  
para alguma vantagem levar
ou apenas para posar,
Longe de um mundo que 
prefere julgar em vez de pensar,
Longe de um mundo 
que só olha para o próprio
umbigo e que ignora
a dor do semelhante 
que sente na própria
pele a mesma dor
que foi sentida outrora 
ou a dor igual a do seu presente.

(As preferências e apoios 
relativos as soberanias 
territoriais falam tudo 
sobre este teatro de desumanidade).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acropora spathulata 
na minha dimensão
oceânica e poética,
Que vive a espera
e derrete por estes 
tão lindos olhos 
que nos meus sonhos
moram absolutos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Onde as correntes se encontram 
sempre prefiro sentir o momento
de calma para mergulhar

para quem sabe encontrar
as acroporas muricatas 
esplendendo como esferas 

na parte mais profunda do mar
e na paz nos teus braços
o meu coração se deixar levar.

(É óbvio que quero te amar!)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acropora serrata Lamarck
por cada lugar avistado
no silêncio deste recife,
os meus olhos, os ouvidos 
e a atenção não permito afetar 
mesmo com esta correnteza 
forte na profundeza do mar 
da minha poética existência

(o nosso mundo não é 
só de quem tem poder,
ele pertence a todos que 
buscam cultivar a paciência)

o quê é de poder dura um
tempo e depois se dissolve,
e o quê é de paciência permanece
na vida um dia sempre se resolve.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A distância uma imensa 
Acropora valida revela 
a sua monumental beleza,
Nadar ao redor dela 
não se compara as matizes 
encontradas nos teus olhos,
O mundo às vezes caça
o discernimento das leituras,
Não há nada que não possa
se descoberto com serenidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não tenho vocação
para Ofélia flutuando 
no rio da História,
Nasci para ser soldado 
em todos os campos,
Com toda e merecida 
pretensão nasci 
para ser sua e como 
o Acropora solanderi
nasci para me espalhar 
nas profundezas
do seu misterioso mar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os limites humanos 
não devem ser testados 
e nem tripudiados,
Tudo aquilo que caça
a dignidade sempre
é capaz devastar o quê 
é de Humanidade. 

A dor de quem quer 
que seja não legitima 
infligir a dor em quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.

Sem criar dilemas é preciso 
entender que situações extremas 
podem gerar pessoas extremas,
ciente disso todos devem 
colocar barreiras em situações 
extremas e não optar 
em ser pessoas extremas.

O pecado de quem quer 
que seja não legítima
o seu e não legitima o meu:
nada justifica uma punição coletiva.

Cada um resiste o inferno 
como consegue, uns oram
e outros poemas escrevem 
na cena onde está em jogo
os mais frágeis nada justifica
a desproporcionalidade
e o massacre do valor da vida.

O crime de quem quer 
que seja não legitima 
o crime de quem quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.

Palestina ilegalmente ocupada,
por uns desacreditada,
sem água, sem luz, sem comida,
sendo mortalmente bombardeada,
recebeu um prazo de 24 horas 
para ser desocupada,
está sendo forçosamente deslocada
sem hora ou data para regressar 

Todo mundo têm os seus 
limites palestinos na vida,
Se você na História não acredita:
você não existe como gente na vida.

(Não existe no mundo sã justificativa
para aplicação de punição coletiva).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nas profundezas do oceano
buscar o refúgio turquesa
de um Acropora tortuosa,
Acreditar que no coração
que ainda exista um
real desejo de pacificação,
e disposição para pedir
um genuíno cessar-fogo,
Admito que são coisas 
que ainda me manterão 
viva por muito tempo,
que traçarão rotas 
e escreverão poemas
até chegar o momento 
de olhar olhos nos olhos 
quando a tempestade passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No mar de cristal 
conseguimos olhar
a profundidade,
Vamos submergindo,
olhos nos olhos, 
as tuas mãos me coroam
com uma coroa 
feita de Acropora tenella,
a fé nos guia 
e o amor nos governa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem deixar esquecer
que antes de 1948 já havia 
uma integridade territorial 
embora ocupada sem
sucessivamente por impérios,
e sem apagar as marcas
do sofrimento alheio:
não desfiz o pacto com o tempo.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Não existe guerra limpa,
pois toda a guerra que 
a vida do povo sacrifica 
já pode ser considerada 
uma guerra perdida.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que 
começou sem ter uma 
razão esclarecida
e com verdades contadas 
pela metade que podem
ser chamada de mentiras.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Com as as minhas letras 
inabaláveis como o canto
que ultrapassou os muros 
escuto "Ehna Flestinia' 
enquanto Dalal continua presa
e o seu canto ganha o mundo.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que 
o meu lado é o lado 
dos mais desprotegidos 
e que continuam sendo 
por 75 cinco anos torturados,
presos, mortos e perseguidos,
e que por mim nunca
foram nesta vida esquecidos.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina. 

Esta é uma guerra que 
o meu lado é o lado dos reféns
e dos sistematicamente
agredidos enquanto havia 
guerra mascarada de paz,
foram tantos os fatos que 
para contar nem voz eu tenho mais.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Só sei que como quem dá 
o último suspiro ainda insisto
pelo cessar-fogo na Palestina:
acreditar na paz é o único caminho.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Eu elevo o meu clamor pelo cessar-fogo na Palestina mesmo
que eu não esteja sendo ouvida
mesmo que digam que esta guerra 
logo seja reescrita e esquecida.

Eu elevo o clamor 
pelo cessar-fogo na Palestina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Enquanto uns espalham guerra, eu espalho poesia. 

Mesmo que você ainda não escreva, e no momento você só aprecie e sinta, com certeza você já está fazendo o mais importante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Notícias de guerra
não vencem a poesia 
que em mim habita,
Notícias de guerra
não caçam a vontade
de mergulhar nos 
teus olhos invencíveis 
absolutos e oceânicos. 

Notícias de guerra 
jamais serão capazes
de me fazer esquecer
que nasci poeta,
porque mesmo que 
eu pare de escrever
a sua linda existência
não me deixa esquecer.

Notícias de guerra 
jamais serão capazes
de tombar os poetas
pelo mundo afora,
porque com as trevas 
e luzes temos uma 
sedutora intimidade,
e com certeza tens 
um pouco de cada uma. 

Porque ao reler os teus 
códigos poéticos,
Entendi perfeitamente
que se tratavam de dizer 
de uma forma diferente
de vir a morrer 
de amor nos meus braços. 

Agora sou eu e quem
retribuo com a vontade 
sereia de no coral de mesa
Acropora selago muito 
bem portado pelos teus 
olhos envolventes 
que entregaram não só 
para mim que o seu 
coração vive apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha existência
é no seu pensamento 
como o mar alisando 
a costa sob o reflexo 
das luzes da cidade,
Sereia sou na verdade
e com contentamento
mergulhado com dois 
Acroporas samoensis 
nas mãos se erguendo
como catedrais no giro
do mundo dançando 
sem parar no ritmo 
da balada de amor 
orientada pela magia
do desejo do seu 
peito colado no meu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Esperar a chuva passar 
e o céu glorioso se abrir,
com você eu sei como 
e para onde devemos ir

seja no topo da montanha 
com o som do carro 
ligado nas alturas 
enquanto tocamos estrelas
ou estar presente sempre
quando lê os meus poemas

com você sempre sei onde 
ir porque olhos nos olhos
o fluir de um pertence 
ao fluir do outro a impelir

rumo a direção ainda 
mais alta ou a mais profunda 
que nos leve a colocar a expectativa 
sobre uma Acropora subulata
esférica potente para que nada 
nos alcance e tudo em nós
seja mantido sob proteção oceânica.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quanto mais você 
busca me tirar 
de dentro de você,
permaneço ainda 
mais forte porque 
sou toda a multidão 
de estrelas iluminando 
o seu humano desejo,
que você não consegue 
mais manter em segredo.

És de oceano profundo
abrigando solene 
um Acropora spicifera
de muitos andares
erguendo o poema
a ser lido pelos lugares 
imaginados a ser visitados 
como se visita santuários
com todo o entusiasmo.

Em ti fiz conhecer a tua 
humanidade não temer 
o quê é de liberdade,
coragem e compaixão,
com o meu amor fiz teu 
corpo fechado e capturei 
com a minha discrição
sedutora o seu coração.

Enquanto uns zombam
e outros lutam por um 
país e para ter uma bandeira,
sem luta em ti fixei Pátria,
tenho no teu sorriso 
a bandeira mais perfeita
e na tua existência altaneira 
tudo o quê me mantém
convicta que para ti nasci feita.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Parece que foi ontem a reunião
dos poetas da Geração Beat,
a Humanidade não mudou 
praticamente em nada,
e continuo pactuada com 
a paz e o amor numa cruzada 
contra o fim do mundo.

Ainda cultuando a possibilidade 
de existir outro alguém 
que também acredita que 
é possível viver um romance
sem ego, sem grito e sem conflito,
e sendo um para o outro 
um único blindado abrigo.

É no fundo do meu oceano
etéreo que coloquei o meu 
coração num Acropora seriata
com entendimento que cultuar 
a utopia é cuidar da joia rara 
que é o condão que guia 
para que eu não me permita 
ser engolida por nenhum abismo.

(Porque só me encontro viva 
para quem é suficientemente vivo
para lidar intimamente comigo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todos nós somos suscetíveis a radicalização e para evitar este tipo de conduta é preciso silenciar a mente e distrair-se com assuntos diferentes e que dão prazer. 

A paz é responsabilidade individual e coletiva. 

A poesia pode ajudar a exorcizar fantasmas e trazer satisfação num mundo que oferece muitas coisas e ao mesmo tempo nos oferece quase nada. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A noite escura 
contada por 
Heba Abu Nada 
que da vida
foi arrancada,
Faz a poesia 
na escalada,
A voz da guerra 
não tem poder 
sob a voz do poeta 
mesmo que 
seja mortalmente
encerrada,
A poesia segue 
ainda mais ecoada 
e se torna incapaz 
de ser capturada.

O antigo colar 
de coral palestino
como recordação
caiu na minha mão,
o teu precioso
coração ainda não.

Quando chegar 
o tempo tomaremos 
a mediterrânea direção 
tocaremos os astros 
com a nossa convicção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ser como a canela 
sobre o doce ou sobre 
a sua fruta predileta,
Ser o doce ou a sua 
fruta predileta 
enquanto escolhe
com ou sem creme.

Dominar os teus
meridianos e ser 
a parte mais selvagem
dos teus oceanos,
Te colocar em ponto
de fogo e rebelião,
e sem luta te ganhar 
com o poder de sedução.

Ser poesia e persuasão 
por corais negros 
coroada para tomar 
posse dos teus segredos 
e me divertir com eles 
quando as luzes da cidade 
as estrelas forem acesas 
pelos meus poemas. Assim seja. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Sol e Lua ao redor 
do mundo testemunham
o absurdo do século 
e toda a diplomacia
que se cala por covardia 
sobre as bombas de Israel 
em Gaza na Palestina.

Os jornais anunciam 
a possibilidade de uma 
invasão terrestre sem data
e sem hora marcada,
acontece que neste 
mundo ninguém está
a fim de resolver nada. 

Sou como a palmeira
que balança e resiste, 
as bombas e as rajadas assiste,
não há como fingir que não vejo
um povo sendo levado ao limite
e sem ter o poder de fazer.

Apenas sou a poesia que não
se cala porque não admito 
ver um povo sendo vítima 
de uma devastação apocalíptica, 
a cada dia ando testemunhando
mais e mais ruínas no chão,
e toda Humanidade escorrendo
entre os dedos das palmas das mãos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelo caleidoscópio
deste século contemplo 
o mundo perverso,
Povos ainda em guerras 
desprovidas de nexo.

Nem mesmo que 
eu tente ensaiar 
mil dramas nenhum
destes papéis não 
têm nada a ver comigo.

O meu coração está 
vivo e segue pela corrente 
do rio Apurímac,
O meu olhar está vivo
seguindo por Carhuasanta.

Ainda tenho fôlego 
em Lloqueta e posso
levar comigo um poema,
e solta pelo Ene continuo
firme sendo eu mesma. 

O meu pulmão ganha 
fôlego pelo Tambo
e ganha impulso 
em  Ucayali sem temer
adiante nenhum desgaste.

E minh'alma e a memória
param no Amazonas,
chocam com o Madeira,
murmuram com o Negro
e enfrentam o degredo.

Sigo pedindo força ao Japurá, 
clamando com o Tapajós, 
chorando doído com o Juruá 
e soluçando com o Purus.

No final de tudo vou encantar 
o seu coração, ser lar 
e o mais lindo refúgio sem par
onde você possa sossegar 
sem vir novamente a se preocupar.

Inserida por anna_flavia_schmitt