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⁠Bandeirante

Doçura do Meio Oeste
que tem como símbolo
o Ipê que une o país inteiro,
És um rincão precioso
do meu Brasil Brasileiro.

O teu povo alemão e italiano
fez deste solo a Pátria infinita 
lutando na lavoura e fixando
bandeiras onde buscou viver
unidos com os irmãos gaúchos.

Semeando Tradições
vai mostrando nas danças
que o teu sangue e o peito 
seguem nos ritmos do tempo.

Bem próxima da Argentina,
filha dos tempos doces
e de conversa macia,
Eu amo a tua gente guerreira 
e me orgulho de ser brasileira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Barra Bonita

Pluma poética levada 
pela gentil ventania
do Extremo Oeste 
como asa delta decola 
no Morro dos Ventos 
sobrevoando nostálgica
a História das origens 
que ergueram unidas
este destino catarinense.

Da tua herança italiana
e germânica que veio 
do Rio Grande do Sul,
se ergueu orgulho
cidade e memória,
e este povo acolhedor 
que não nega amor
a lida e gratidão ao Criador.

Da tua piscicultura
eu sou o teu peixe,
da tua agricultura
eu sou a colheita,
da tua pecuária
o poema do rebanho,
e de tudo isso sou 
eu a força da tua gente.

No teu Rio das Antas
prevejo nas tuas águas 
o futuro dos sonhos
feitos dos lindos olhos 
predestinados a ser
a cada dia mais meus
em tons de todas 
as sedutoras alvoradas.

Das tuas matas 
eu sou o perfume
envolvente dos dias,
da tua passarada 
eu sou o cantoria 
dos desafiadores dias,
e sou o teu céu aberto 
que traz noites alegres. 

O teu Rio Barra Bonita
manhoso como viola
que encanta as moças,
carrega nas correntezas
a canção perene e gentil
que me faz querer 
bem aos que te amam 
estância bonita deste Brasil.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cada letra poética minha
tem sido Inconfidente,
onde ninguém aprendeu
a lição e se valoriza
o pior para a nossa Nação.

Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso dos poderosos
sempre é colocado 
no lombo da população 
e nos tornamos sem reação.

Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso da injustiça
sempre é a vida mais 
humilde que aqui se sacrifica.

Ninguém aprendeu a lição,
conspira-se, julga-se,
prende-se e se faz justiça
com as próprias mãos 
criando sempre novos Tiradentes.

Ninguém aprendeu a lição,
por ingenuidade, comodismo
ou até mesmo ambição:
não sei o quê será desta Nação.

Ninguém aprendeu a lição,
viramos Tiradentes perpétuos
por omissão de quem teria 
o dever de fazer e outros 
são Tiradentes até sem perceber.

Ninguém aprendeu a lição:
Tiradentes perdeu a vida 
por não querer mais a colonização,
e foi feito patrono civico da Nação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ascurra Poética

Nascida de uma História
de glória para reverenciar 
outra glória esta cidade 
gentil sempre faz História.

Ascurra adorável vizinha,
de lindas vinhas e do arroz
saboroso que eu encho 
com todo o gosto o prato.

Eu, poetisa desta Rodeio,
sem cruzar as fronteiras,
saúdo a Ascurra poética
e suas linhas pioneiras.

Ascurra poética e terna,
a tua gente simpática
sempre me ganha fácil,
e quem te visita se encanta.  

Ascurra, minha adorada,
não precisa ser feriado 
para dizer o quanto 
por mim és inteira amada.

Eu, poetisa desta Rodeio,
te levo no peito por ser 
quem és e o teu povo ordeiro,
és a catedral de escudos cristalinos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando as Raízes do Tempo
me tiram para dançar 
é quando sempre me lembro
que aqui é o meu lugar.

Belmonte, minha relíquia,
a Coluna Prestes aqui passou,
tens histórias para contar
e muito calor humano para dar.

Mãos de origem polonesa
ergueram esta cidade
aqui tem memória que 
também é feita de saudade.

Belmonte, meu bonito lar,
és o meu orgulho de verdade,
Belmonte, minha linda cidade,
você sabe que te amo de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Benedito Novo da minha vida,
os teus ribeirões e cachoeiras 
valem mais do que meu poemas.

Benedito Novo cheia de belezas,
do africano que buscou a liberdade 
assim sagrou-se com nome e mística.

Benedito Novo do meu peito,
amo os teus sabores postos na mesa
e a tua força de encontrar jeito.

Benedito Novo imensa e repartida
com Doutor Pedrinho,
não há quem não louve esta honraria.

Benedito Novo, cidade gentil,
a tua gente ergueu cidade preciosa
no Médio Vale do Itajaí deste Brasil.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Blumenau Poema

⁠Este poema é bem
mais antigo do que 
você imagina,
e no teu rosto fez
uma suave carícia.

Um poema que fez
festa dançando só 
nos pátios das aldeias
xokleng e carijó,
e virou notícia.

É o poema do "Poema
para o Índio Xokleng",
que esculpido pela Elke,
virou criptopoema
e ganhou forma revel.

Um poema que bebeu 
muito dos ribeirões 
Velha e Garcia,
e se inscreveu poesia 
no Rio Itajaí-Açu.

Na campina florida
e do vento a sinfonia
solta foi assobiando 
o quê seria a melodia 
da primeira bandinha.


(Este poema é uma homenagem
ao casal Lindolf Bell e Elke Hering).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Blumenau Festiva

⁠Uma cidade poema
chamada Blumenau
que te recebe de braços
abertos de verdade,
e só de olhar para você
pensa em Stammtisch,
porque te ter por perto 
é razão para ser feliz.

Blumenau querida,
é na Vila Germânica
que a tua presença
se observa romântica.

Uma cidade poética
que as origens não nega,
e todas as gentes
com boas festas reúne:
amo tanto você que 
não nego o meu ciúme.

Blumenau festiva,
na Festitália 
e alma posta na mesa:
a minha alma delira.

Um poema cidade
chamado Blumenau
que para amar não
tem e nunca teve idade,
e na Oktoberfest
te leva pela mão 
para rodopiar no salão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bocaina do Sul

Tu sempre será o meu 
Rio Bonito de ensinamentos,
do teu povo amigo orgulho
não nego que tenho, louvo
e poemas eu à todos dedico.

Nos Aparados de Piurras
reabro o livro da tua vida,
das origens carijó e jê,
Bocaina do Sul, ternuras 
mil devoto todas à você.

Na Cachoeira Morro das Pacas
releio todas as páginas
de crescimento que te fizeram
na vida uma cidade erguer,
Bocaina do Sul és alegria de viver.

Nas cachoeiras e no Rio 
na localidade de Campinas
agradeço a sua existência linda,
Bocaina do Sul, minha querida,
filha da Bela e Santa Catarina.

Na Pedra da Boca eu marquei
um encontro escondido com
você porque és tudo que amei,
amo e sempre na vida amarei:
Bocaina do Sul em ti me amarrei. 

Nas tuas grutas e no teu memorial
de devoção rezo por mim, 
por ti e por tudo que és,
Bocaina do Sul, minha amada,
não há ninguém que não se renda 
aos teus pés diante de tanta beleza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Verei teu sorriso doce 

como caldo de cana,

Os ventos do Oeste

me levarão para este 

coração que me ama.



Serei a tua prenda 

amada rodopiando

no Passo dos Tropeiros,

Bom Jesus, meu querido,

adoro o teu povo amigo!



Irei em dia de feijoada

encontrar contigo 

e com os nossos amigos,

Temos orgulho da História

feita da glória do campo

que ergueu a cidade que amo.



Bom Jesus, minha cidade fiel,

foste rota de muitos fiéis

que rezavam e sonhavam 

o melhor para o Brasil,

Hoje continua a luta na vida

e faz festa ao Padroeiro gentil.



Herdeiros do Contestado

não negamos o passado,

Por isso somos unidos

num só coração apaixonado,

E sob a bênção mística

do Monge João Maria.



Bom Jesus da minha alegria,

por você sempre cruzarei 

mares, céus e estradas 

em busca desta cidade

generosa cheia de energia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

José Boiteux

⁠Minha amada José Boiteux,
esta poesia é feita da tua
gente kaingang, guarani 
xokleng e germânica,
E vem se erguendo 
como plantação de fumo
nas tuas folhas,
florescendo na primavera
e balançando sinfônica
como árvores nas matas.

Nas tuas cachoeiras 
conheço o meu rumo,
Cidade linda onde 
o meu coração tem prumo
e por ti muitas histórias
da tua gente brasileira
com toda a paixão
e gentileza hei de escrever.

Extraordinária José Boiteux
no vai e vem das estradas,
não nego para que minh'alma 
por ti vive encantada,
Em ti tenho o meu enleio
e o meu doce sossego;
Vivo por ti construindo 
os meus planos que só aqui 
seguirei vivendo com 
o meu coração cantando por ti.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois 
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual 
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Vitor Meireles

Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.

Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal 
e Palmitos se encontram 
ali nasceu a nossa 
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina 
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.

Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile 
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia 
a minha fascinação por esta terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bom Jesus do Oeste

Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra 
a quem se deve 
toda a mais grata prece.

Bom Jesus do Oeste 
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos 
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.

Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas 
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.

Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste 
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Guabiruba Poética


Eu te amo do pé 
até o topo do Mirante,
e no Morro São José
onde o Sol te beija 
como um diamante.

Tu és amada por mim
com vasos nas mãos,
com teus sabores postos 
na mesa e com teu povo
que é a tua maior riqueza.

Eu te amo com toda 
a tua História raiz 
e imigrante europeia,
És a Guabiruba poética.

Tu ergueste cidade e memória
com teus bravos filhos
originários, alemães,
italianos, poloneses e austríacos,
e fez-se assim muito brasileira. 

Eu te amo com as linhas
da vida entrelaçadas
com a querida Brusque,
por todas as jóias têxteis
que tu na vida fizestes.

És a Guabiruba poética,
e assim te amo por tudo 
o quê fostes, és e ainda será,
no meu coração tu és o quê 
demais precioso sempre existirá.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por ela sou 
lágrimas,
desespero 
e agarramento
pelas patas,
garras, cantos 
terras, 
correntezas
das águas 
e no mais
alto dos 
mil céus;
ela existe
por todo 
o lugar,
e até mesmo
nas brumas
das cavernas 
e profundezas.

Por ela sou
desconforto,
inquietação 
e tormento
pelas peles,
faros, plumas,
asas, ossos,
barbatanas,
ruídos, sons,
escamas,
e pegadas;
ela existe, 
deixa rastros,
é só observar.

Por ela sou
altiva, grito,
e assumo 
que sempre
tento pelos 
caules, folhas,
troncos,
sementes, 
frutos, 
espinhos, 
pedras
fósseis 
e areias,
há muito 
mais Pátria 
do que 
te ensinaram, 
e muitos
imaginam:
é nelas 
que estão 
a mística 
do Estado 
e tua vida.

Por ela sou
aquilo que 
você ignora,
e mesmo
resistindo
me atormento.

Soberania 
não se 
negocia,
não se 
flexibiliza,
não se 
anistia, 
não se 
usa de 
enfeite,
e tampouco 
de amuleto,
e não se 
coloca 
em degredo,
e não se 
desperdiça 
nem em 
cumprimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Balneário Barra do Sul, relicário

⁠Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito 
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Rodeio Poemário do Vale

Tu és o meu poemário
perfeito que levo 
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Timbó Poética

Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No alto a serra,
o passado
não querem 
que a encerra.

Temem a liberta 
porque cedo ou 
tarde o poder
irá escapulir 
das mãos 
de quem pensa
que a governa.

Na ponta da 
lança ela está
sofrendo todo 
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.

Os heróis 
de Palmares
me concedam
a clemência 
porque se é para
ser quilombo, 
e resistência,
vou até a última 
consequência.

Porque eu que
vivo escapando 
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob 
a proteção
memória
e honra
de Dandara.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bombinhas Soberana

Soberana de praias
tão magníficas,
Coberta de raro 
manto restinga,
Suave mística
a me aconchegar,
Vou por onde 
em ti o vento levar.

Amo a tua gente
corajosa do mar,
na ginga das ondas
encontro o rimar,
Caí como peixe
você quando me 
capturou na tua rede.

Bombinhas preciosa,
Tu és mais linda 
do que imagina,
Bombinhas amorosa
é poesia e o amor 
para toda a minha vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Abertas estão as 
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido 
De perdão da Mãe
Pela libertação 
Do rebelde filho.

De pé pelo povo
Mesmo após 
O susto ocorrido,
Ele não deixa 
Quem quer que 
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.

Abya Yala, terra 
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que 
Não é a cura 
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira 
Do Império 
Porque nasci
Descalça,
Brasileira 
E ao poder
Não me 
Agarrarei,
Na minha 
Áurea tenho
O hemisfério.

Não repito
Lema do 
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho 
O indígeno
E o mistério.

No meu peito
Está escrito 
Com o brilho 
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas 
Riquezas,
E com o 
Amazônico 
Azul do mar
Que com toda
A mística 
Consigno:
Brasil ame-o 
ou ame-o.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Força que há muito 
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.

Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.

No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque 
Dele quer sobreviver.

Não foi correto o quê 
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.

Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.

Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cedo conheci 
a dureza da 
vida no início 
do decolar da 
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades 
para prevenir 
dos abismos 
do destino que
são cavados 
pelas leis.

Para um povo 
em transe 
entender
os segundos 
faltantes
para combater 
o fascismo 
não seriam 
o bastante
para o povo 
voluntariamente
ensurdecido.

Podem vir mil 
solos de guitarra 
que não serão 
suficientes,
Resistência 
é um caminho 
que abre a 
vida inteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt