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Você tem um dom. Você tem poder. E com grandes poderes também tem grandes responsabilidades.

O poder é sempre perigoso. Ele atrai o pior e corrompe os melhores. O poder só é concedido àqueles que estão prontos para se curvar para obtê-lo.

Ele é um ególatra. Obcecado pelo poder. E isso só significa uma coisa: se ele não estiver no comando, vai fazer o possível para estar. Ele não vai hesitar em matar, trair e semear o caos.

"Defeito que agrada o sultão, vira virtude".

Perdoar é abrir mão dos nossos ressentimentos e deixar que se desprendam de nós... é não oferecer resistência à vida, é permitir que a vida aconteça através de você.

Um dia feliz tem mais poder que a tristeza de uma vida inteira. Nele moram as reviravoltas.

Carla Madeira
Tudo é rio. Rio de Janeiro: Record, 2021.

No momento em que alguém se convence de que está certo em um relacionamento, já entrou numa luta pelo poder.

A ambição tem um poderoso apetite.

Nunca subestime o poder de sua visão para mudar o seu mundo.

O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.

Sabe qual é a melhor coisa da vida?
É poder olhar para tudo e perceber que as pessoas são especiais.

A principal característica dos líderes cristãos é humildade, não autoridade; bondade, e não poder.

O poder do espírito e a harmonia das forças preservam a vida da dispersão.
Assim procedendo, o homem se torna semelhante à criança, clarificando sempre a sua visão e purificando sempre sua vida. Segue ele as suas veredas sem jamais aberrar.

(Tao Te Ching)

Eu e minha mania patética de procurar sensação de poder.

E não havia nenhuma pessoa no mundo tão poderosa quanto eu.

(Eadlyn Schreave)

Sempre detestei a necessidade de dormir, assim como a morte ela coloca até os homens mais poderosos sob suas costas

Aqueles que nasceram abençoados com talento superior aos outros devem usar seu poder pelo bem do mundo e das pessoas. Tirar vantagem dessa bênção para benefício próprio e para machucar os outros é imperdoável.

Na embriaguez, como na morte, não se pode ser substituído”.

Ela me move. Com tal poder, como as batidas do meu coração. Eu posso ouvir seu som. Você está aqui.
(Kousei Arima)

Reduzir uma coisa desconhecida a outra conhecida alivia, tranquiliza e satisfaz o espírito, proporcionando, além disso, um sentimento de poder.

NO CENTRO DO FURACÃO

Vórtice, voragem, vertigem: qualquer abismo nas estrelas de papel brilhante no teto.
Queria tanto poder usar a palavra voragem. Poder não, não quero poder nenhum, queria saber. Saber não, não quero saber nada, queria conseguir. Conseguir também não — sem esforço, é como eu queria. Queria sentir, tão dentro, tão fundo que quando ela, a palavra, viesse à tona, desviaria da razão e evitaria o intelecto para corromper o ar com seu som perverso. A-racional, abismal. Não me basta escrevê-la — que estou escrevendo agora e sou capaz de encher pilhas de papel repetindo voragem voragem voragem voragem voragem voragem voragem sete vezes ao infinito até perder o sentido e nada mais significar — não é dessa forma que eu a desejo. Ah essa palavra de desgrenhados cabelos, enormes olhos e trêmulas mãos. Melodramática palavra, de voz rouca igual à daquelas mulheres que, como dizia John Fante, só a adquirem depois de muitos conhaques e muitos cigarros. Eu quero sê-la, voragem.
Espio no dicionário seu significado oficial, tentativa inútil de exorcizar o encantamento maligno. O que leio, inquieta ainda mais: “Aquilo que sorve ou devora”. E vejo um redemoinho lamacento de areias movediças à superfície do qual uma única mão se crispa. Vórtice, penso, numa vertigem. Repito, hipnotizado: vertigem, vórtice, voragem. “Qualquer abismo” — continuo a ler. Os abismos de rosas, os abismos de urzes, e aqueles abismos à beira do qual duas crianças correm perigo, protegidas pelas asas do Anjo da Guarda. Os abismos de estrelas falsas no falso céu do teto do meu quarto, os abismos de beijos e desejos, o abismo onde se detém o rei daquela história zen para abrir o anel que lhe deu o monge, onde está guardado o condão capaz de salvá-lo — e o condão é a frase “isto também passará”. Sim, e leio então: “Tudo que subverte ou consome” — paixões, ideologias, ódios, feitiçarias, vocações, ilusões, morte e vida. Essas outras palavras de maiúsculas implícitas — vorazes, voragem—, abismais.
Eu estava lá, no centro do furacão. E repito palavras que são e não são minhas enquanto o porteiro do edifício em frente toca violão e canta, e a chuva desaba outra vez, e peço: por favor, me socorre, me socorre que hoje estou sentido e português, lusitano e melancólico. Me ajuda que hoje tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou Virginia Woolf em outras vidas, e filósofo em tupi-guarani, enganado pelos búzios, pelas cartas, pelos astros, pelas fadas. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encostar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviado de por um instante não ser mais eu, que hoje e não me suporto nem me perdoo de ser como sou e não ter solução. Me ajuda, peço, quando Excalibur afunda sem volta no lago.
Ela se debruça sobre mim, me beija com sua grande boca vermelha movediça. Tenho medo mas abro minha boca para me perder.
Ela repete baixinho em meus ouvidos nomes cheios de sangue — Galizia, Ana Cristina, Júlio Barroso — enquanto contemplo o céu no teto do meu quarto, girando intergaláctico em direção a ER-8, a estrela de bilhões de anos, o cadáver insepulto para sempre da estrela perdida nos confins do Universo. Choro sozinho no escuro, e você não enxuga as minhas lágrimas. Você não quer ver a minha infância. Solto nesse abismo onde só brilham as estrelas de papel no teto, desguardado do anjo com suas mornas asas abertas. Você não me ouve nem vê, e se ouvisse e visse não compreenderia quando eu abrir os braços para Ela e saudar, amável e desesperado como quem dá boas-vindas ao terror consentido: voragem, bem-vinda.
Voragem, vórtice, vertigem: ego. Farpas e trapos. Quero um solo de guitarra rasgando a madrugada. Te espero aqui onde estou, abismo, no centro do furacão. Em movimento, águas.

O Estado de S. Paulo, 4/2/1987

A ganância e a ânsia de prejudicar e se auto afirmar é tão grande que pode estar sendo injusto, mas o universo se encarregará do resto.

Abuso do poder...
é...
Maltratar, bater, domar.
É um ato de covardia,
onde o ser humano desconta
suas frustrações, fracassos, derrotas,
em quem tanto o amou.

Tudo o que precisas fazer é transformar teus demônios em poder e seguir em frente.

Acho que só quem nunca sofreu escolhe a paixão. E aí o poder passa a parecer mais interessante.