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Para que a ansiedade na vinda de Jesus Glorioso, fazendo o fim dos tempos um terror? Não há o porque desespero! Devemos nos preocupar como está nossa vida com Jesus hoje, no irmão e na Eucaristia, porque não faz diferença, se o fim é com a vinda de Jesus Glorioso ou com o fim da nossa vida com a nossa morte, levado em conta essa vida, será o fim de todo jeito.
Não lute com a morte. Não procure compreender a dor. Não responda as provocações. Tão somente diga: Que o Senhor te repreenda.
Quando souberem da minha morte, não fiquem surpresos, apenas cheguei ao fim da primeira etapa; sem a qual a vida plena e eterna não se revelaria.
Ninguém morre para si mesmo, são os outros que dizem que alguém morreu. Portanto a morte é uma ilusão.
A Vida no todo está muito atrelada à morte. Alguém ou algo precisa morrer para que outros possam viver. Já dizia Antoine Lavoisier: na natureza nada se perde, tudo se transforma. Somos em potência um instrumento de transformação, agora e sempre.
Há duas certezas que temos em nossa mente: a primeira é que morreremos; a segunda é que não será hoje. A primeira é realidade, a segunda é ilusão. Mas, não é só de realidade que vive o coração.
Morrer hoje, amanhã ou depois não causa grandes prejuízos para a humanidade, a menos que ela fosse dotada de clarividência, para poder avaliar que tipo de benefício ou malefício a morte causou…
Se não houvesse Vida Eterna, a morte em sí já seria um descanso - descanso inconsciente. O humano tem pela frente dois
problemas. 1) Ele deseja um descanso consciente. 2) antes do descanso consciente, ou não, ele passa pelo sofrimento, por mais breve que seja.
A fé em um futuro radiante alimenta a nossa esperança de dias fulgurantes.
Não podemos compreender a vida, sem considerar a morte como sua maior aliada. Quando a morte surge, abre um espaço para nascer um novo mortal.
Não concebo o predeterminismo quanto a vida e a morte. Não há nenhuma inteligência viável que justifique que o nascituro esteja programado para morrer recém-nascido. Nascer, viver e morrer o vejo no contexto do tempo e, no processo biológico social e cultural, com base na metafísica original, apenas. Eu não sei porque nasci e nem quando vou morrer. Não há data para isso, apenas tempo. Sei apenas que o tempo chegou.
Com o tempo aprendi a viver sob dois signos: O eterno e o temporal. No primeiro, como se nunca fosse morrer; no segundo, como se fosse morrer em seguida. Sob a ótica humana, para ambos, me vejo apenas em construção.
O medo da morte aprisiona a alma. Quando em Cristo, morremos para nós mesmos, a alma fica livre e o medo morre; e, Nele que venceu a morte passamos a ter Nova Vida.
Não pedimos pra nascer, mas tendo nascido, enfrentamos uma batalha permanente contra dois inimigos: o sofrimento e a morte. A vantagem em perder para a morte é não ter consciência da derrota.
Ao temermos a morte estaremos nos preocupando com aquilo que menos importância tem em nossa vida.
O que realmente faz sentido é temermos por nossa vida,
Preocuparmo-nos com o inevitável é sofrer desnecessariamente.
(Teorilang)
Desesperado eu a procurei
E a convidei para um jantar
Pensei em qual roupa vestir
E em flores para levar
O dia mais feliz da minha vida está pra chegar
Não sei se devo comemorar ou me preparar
Chega de odiar, chega de amar
Uma memória não deixarei
Nem mesmo nas histórias estarei
Pois quando for acolhido
Verás a paz no meu rosto adormecido.
