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Dizem que reviver passado é sofrer duas vezes, talvez, mas nega-lo é também violentar a memória.

A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que constrói, tudo o que toca, pode e deve fornecer informações sobre eles.

Nem a memória individual nem a memória coletiva são fotografias do que realmente aconteceu. São reconstruções.

Eu tenho uma memória de curto prazo para pessoas que não fazem diferença,e de longo prazo para quem marca minha história,portanto não exija fazer parte de um livro em que o autor não sentiu nem ao menos a sua presença.

Lembramo-nos melhor dos primeiros anos de vida do que dos subsequentes. Quanto mais vivemos, tanto menos os acontecimentos nos parecem importantes, ou suficientemente significativos para serem depois ruminados; todavia, este é o único meio para fixá-los na memória, caso contrário, serão esquecidos logo que passarem.

(...) e não há barulho maior que o do silêncio.
Embrulhado em palavras carregadas de todos os sentimentos, que mesmo paradas no tempo, estáticas na memória e com ruído de gente ...estão impregnadas de vida!

Lembre sempre de onde veio, porque para onde vais... isso vai depender de como você juga sua memória.

É preciso ter uma boa memória para entender o próprio valor.

Muitas vezes não vale nada ter memória seletiva e sim amnésia seletiva.

Com um olhar sempre tão distante
E um melancólico sorriso de sobrepor
O que sinto por você é tão grande
Que seu sofrimento também me causa dor

Seu passado eu sei ele dói
Cicatriz que jamais vai desaparecer
Mas abandone à memória o que te corrói
E prometo que pra sempre vou te proteger.

E chega a noite, de mãos dadas com o silêncio, que há muito ganhou raízes, salpicado apenas pelas memórias.
Recolho(me) em mim e bebo o cheiro da tua mão suave, na minha face ...!
Olho o céu, onde estrelas em forma de lágrimas, se escondem no avesso dos meus olhos e num suspiro de alma, adormeço na ... saudade!

Seria mais fácil elaborar nossas perdas se com elas também fossem embora suas representações. Mas não, elas permanecem, e não se despedem.

Não há temporalidade no inconsciente. Há sobreposições de tempos, onde o Sujeito enxerga uma lembrança de um passado distante com o olhar do presente.

A lembrança mais viva que guardamos na memória é a recordação de uma mãe que nos deu seu amor, ternura e carinho.

O que não mata, me torna imune.Fortalece o sistema imunitário.Hoje já não é qualquer micróbio que me ataca, guardei na memória o invasor. Vacinei-me sozinha , aprendi com a vida.

Quando dizem que o tempo voa, não é exagero, o tempo literalmente voa,
voa pelo espaço-tempo, e leva com ele tudo, ou melhor, quase tudo.

Existem coisas que ele não consegue levar, como as lembranças, a memória-viva em nós, os sentimentos, as amizades.
O tempo por mais que poderoso, em sua definição totalmente incrível e inexplicável, ele não é forte o suficiente para tirar de nós as coisas boas que cultivamos com quem gostamos, e isso mostra a força de uma verdadeira e genuína amizade.

Como o tempo é brincalhão, acho que por ele não conseguir arrancar de nós aquilo que guardamos em nossos corações, ele resolveu em vez de nos tirar, nos acrescentar algo amargo e doloroso, a saudade.

Não sei dizer se a saudade foi um presente de grego que Deus nos deu, só pra nunca esquecermos das coisas, ou se ela pode ser considerada algo bom justamente por não nos deixar esquecer e despertar em nós uma vontade doida de manter contato com alguém ou nos trazendo à memória as boas lembranças de algo ou de alguém.

Como o tempo passa depressa, mostrando a cada um de nós o que podíamos ter feito e não fizemos, as oportunidades perdidas, mas ao mesmo tempo nos mostra aquilo que conquistamos e fizemos de bom, nos mostra que não existe de fato tempo perdido.

Dimitry Duarte

Memórias vem e vão...

Memórias vem e vão

com meus momentos vividos a vida me abençoou de várias formas

por ter vivido ela intensamente

eu vê várias coisas, a qual agradeço e até mesmo desconheço

nada mais me faz falta, pois já tive de tudo

nada fez nesta vida

de que me arrependa depois

a capacidade eu tive, e tenho orgulho dela

eu fez do ruim ao agradável

sou e também fui

sou amado pelos amigos

e ainda mais pelos inimigos

de riscos me livrei nessa vida

estando com a morte me acompanhando todo esse tempo

eu agarrei meus sonhos

e ainda vivo pela glória de tê-los conquistado

eu agarrei minha vida e ainda vivo ela intensamente,

me retribuindo de glória

os meus laços com a vida são fortes, e ficam ainda mais

De repente vi meu mundo sob minhas mãos. Algo tão precioso pairava sob meus olhos, algo que ansiei a minha vida toda, havia acontecido.
Como lidar com essa situação? Como posso te lo tão perto e tão longe ao mesmo tempo?
Perguntas me cercam o tempo todo, porém as resposta, já não as vejo.
Tento entender o porque, mas isso só me faz ficar mais confusa. Tento ignorar, mas não consigo.
O tempo vai passando, talvez as oportunidades também, talvez eu me arrependa, talvez não. Mas quem irá poder responder algo inexplicável?
Se tudo isso não acontecer, se não puder mais vê lo, deixarei na memória o dia em que tive meu mundo só para mim.

É difícil seguir o coração
E dar ouvidos a aquele sentimento,
Que nos faz perder toda a razão
E fazer coisas sem nenhum cabimento.

É impressionante quão grande nossa facilidade
Em transformar todo o mundo a nossa volta,
Tudo te lembra aquela pessoa
E cada segundo do dia te traz uma boa memória.

É assim que nós ficamos bobos,
Só falta começarmos a babar,
E mesmo agindo como verdadeiros tolos,
Não nos arrependemos de amar.

Nossa sorte é não termos recordação de outras vidas, pensei. Imobilizados pela memória, não poderíamos prosseguir com esta.

A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida.

É incrível como a medida do tempo pode ser tão diferente para diferentes situações. Tem momentos que duram tão pouco, mas são guardados na memória por muito tempo. Algumas pessoas participam de uma pequena parte de nossa vida, e são consideradas e lembradas pra sempre. O que marca realmente nossa vida, não é exatamente a duração das coisas, mas sim a maneira como elas acontecem e a felicidade que nos proporciona!!!

Os jornalistas de hoje ou não sabem, ou têm uma memória curta.

O céu guarda a parte viva da pessoa, aquela coisa que não morre nunca, não a saudade, a saudade é amor e é dos vivos, estou falando da coisa viva que fica nos mortos.

Aline Bei
O peso do pássaro morto. São Paulo: Editora Nós, 2017.

⁠"...quanto mais pensava mais coisas esquecidas ia tirando da memória. Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem custo passar cem anos na prisão. Teria recordações suficientes para não se maçar. De certo modo, isto era uma vantagem"