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Posso alimentar a lagarta
Posso sussurrar através do casulo
Mas o que me encuba segue sua própria natureza e está além de mim
A borboleta contempla alegremente suas asas e fato de poder voar, porque se lembra de quando se arrastava no período que era uma lagarta. Contemple seus voos, mas nunca esqueça de quando se arrastava.
Sejam borboletas!
Mulher, antes de ser filha, esposa, mãe, avó, seja a mulher que você nasceu. Saia da caixa. Decida.
Se quer permanecer lagarta e viver rastejando de um lado para outro é uma escolha,
mas se quer ir além, se feche em um casulo, analise tudo e a todos, faça das experiências que adquiristes durante toda a vida e te trouxe onde você está agora, bases para fortalecer suas asas.
Quebre essa casa que te prende, estenda suas asas e voe como borboletas.
Alcance voos e, por onde passar, deixe a cor e a beleza que possas.
Gostando ou não, uma borboleta deve primeiramente viver como uma lagarta antes de poder voar por aí.
lagarta não precisa de um milagre para ser borboleta, precisa de um processo chamado Metamorfose. Uma transformação de dentro para fora! Do mesmo modo o ser humano necessita passar por processos de transformação em seu eu interior e viver livre a verdadeira essência.
Lagarta pintada
Escolheu bem suas cores
Suportou suas dores
Virou borboleta
Mas…
Espera!
Quem te pintou?
- A vida!
Ela é semelhante a uma arte de van Gogh que pra ser apreciada de verdade, é necessário ter bastante atenção e, em nenhum momento, subestimá-la, pois foi moldada por várias fases da vida, sendo assim, possui várias camadas e, hoje, também pode ser comparada a uma borboleta que não voltará a ser lagarta, já que, mesmo tendo a doçura e entusiasmo de uma menina, possui a esperteza e a veemência de uma mulher, portanto, permiti a vivência com várias vidas em único ser.
A lagarta que não deixa o casulo, nunca será uma borboleta, como também, não desfrutará da beleza de voar. Deixe seu casulo, liberte-se e descubra o prazer de voar.
Toda borboleta um dia se arrastou, se enclausurou, se contorceu. Em meio a muitas dores desistiu do viver de lagarta e assumiu o viver de borboleta.
Era uma Abelhinha tão belinha
que pediu a Deus o que não tinha:
- Quero uma flor e uma amiguinha!
- Quero uma rosa e uma borboletinha!
Deus - que não era nenhum Papai Noel,
que realiza sonhos e desejos a granel -
Deus, que sabe de onde vem o mel,
deu para a Abelinha... espaço no céu.
Acostumada a voar com o pensamento
a Abelhinha se deixou levar pelo vento
aproveitando aquele doce momento:
- Se a felicidade não existe eu invento!
Deus gostou do que ouviu e fez um teste.
- No cacto e na lagarta a cor se manifeste,
entre espinhos a delicadeza mais rupeste
e a flor voe até a mais alta folha do cipreste!
Chamou a Abelhinha e deu o seu presente.
Que vendo a lagarta e o cacto tão contentes
sentiu pela primeira vez uma felicidade latente:
- O amor que a gente sente é amor diferente!
"Quem ama o feio leva cada susto" disse Millôr.
A abelhinha gostar da lagarta e do cacto não é pior
do que fazer do gato sapato ou espinho na flor?
- Na lagarta ou no cacto o que nasceu foi o amor.
A alma encarnada é como uma lagarta
encarcerada em seu próprio casulo...
E quando estiver pronta e transformada
usará todas suas forças para rompê-lo,
voar livre e conhecer o firmamento!
A lagarta disse à todos que romperia o casulo, que haveria transformação. Todos riram dela, menos a borboleta.
(Poemas para tomar café)
Não faz nenhum sentido dizer que ama as borboletas, quando suas atividades demostra ser um exterminador de lagartas.
