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*a questão do mundo está em nossa interpretação que acontece de acordo com nossa visão, que por sua vez se dá conforme nossa evolução*
MUNDO - tricote
São frágeis as pessoas, pobres seres.
Navegam nessa vida, como pobres,
Alheios, tantos, nos aconteceres...
Navegam nessa vida, como pobres,
Bem pouco enxergam da graça da vida;
Também, não sabem das ações nobres...
Bem pouco enxergam da graça da vida;
Zumbis parece terem se tornado.
E cada um alimenta a dor parida...
TRICOTE é estrutura poética criada por Luna Di Primo.
"O jornalismo hoje em dia, não serve mais como meio de transmissão de informações, mas sim como construtor de narrativas militantes politicamente engajadas, ou fomentando o assassinato de reputações".
SABER E SABEDORIA
Tudo vem da formação de toda uma vida, porém, a principal formação de uma pessoa vem do berço. É o que fixa as suas qualidades e defeitos, bem como as suas ações. É o que diferencia uma pessoa da outra. E nessa questão inclui-se pessoas sem estudo; com pouco estudo; com médio estudo e com elevado estudo. Criou-se, aí, uma escala de saber, vista como: quem tem mais estudo sabe mais. Em tese, pode ser, mas, a vida que é a melhor escola, mostra que: sempre nem sempre é sempre. Sim, e é em condições adversas e imprevisíveis que nos dá conhecimento dessa questão e é o que se vê: pessoas com diploma de curso superior, mestrado, doutorado, pós doutorado como professores de universidades renomadas, artistas chamados intelectuais e outros, falando besteiras ou usando de má-fé; com objetivo de algum alcance ou, simplesmente, manifestando seu desejo ou opinião.
E, é aí que enxerga-se a diferença entre um e outro.
O que Amado Batista diz sobre o governo da "Ditadura": "Eu acho que estava fazendo uma coisa errada, também..."
"...eu acho que não tinha que estar contra, brigando contra o governo; o governo tava defendendo, também, de pessoas que estavam querendo tomar o Brasil à força, com as armas nas mãos..."
Se você tem necessidade de usar pessoas para chamar a atenção de outros, então, você não vale nada, é somente um pobre coitado.
Pessoas brigam pelos políticos preferidos, mas não são capazes de brigar pela própria subsistência. E tem aqueles que, ainda, se fazem de vítimas do sistema.
O argumento
De manhã
lemos anestesiados
as notícias da guerra (qualquer uma),
uma manchete
bem merece alguns combates;
cada bando
quer demonstrar que Deus
está de seu lado
com o argumento definitivo;
nossos olhos percorrem
as páginas
– buscamos mais confirmações
de nossa derrota
e o jornal traz o que esperamos encontrar.
O dinheiro público também serve para comprar pessoas e virar refém delas, mesmo que sejam imprestáveis. A soberba precede a ruína.
a vida não te dá manchete,
entre nos classificados,
no suplemento cultural,
na vida cotidiana
e descubra aonde te puseram,
reclame se não gostar,
ou vire a página
do mesmo jornal
@machado_ac
[OS JORNAIS DO PONTO DE VISTA DOS HISTORIADORES - 2]
O fato de que os jornais, na era industrial contemporânea, dirigem-se a um universo amplo e diversificado de leitores também os distingue de outras fontes que podem ser constituídas pelos historiadores. Em uma carta privada, por exemplo, temos um único autor que se dirige a um único leitor. E em um diário temos um autor que se dirige a si mesmo. Mas nos jornais temos um certo número de autores que se dirigem a muitos e muitos leitores. Mesmo que haja em cada grande jornal uma bem definida linha editorial que busca constituir uma identidade e congregar autores parecidos em alguns aspectos, não é possível desprezar o fato de que, por trás de cada jornal, existe uma pequena diversidade de homens e mulheres que lhe dão vida - tanto do ponto de vista de produtores de conteúdos e discursos, como do ponto de vista de receptores e consumidores destes mesmos conteúdos.
Este aspecto, que ajuda a definir o jornal como uma ‘produção multi-autoral’ – ainda que nem todos os autores dos textos jornalísticos sejam nomeados – faz dos jornais modernos um tipo de fontes nas quais a regra é a alternância de muitas vozes e diferentes agentes discursivos. Assim, um determinado jornal pode responder por um único nome – O Jornal do Brasil, The Times ou Le Monde – e em torno deste nome pode-se apresentar uma certa identidade e estilo dominante, ou predominar uma tendência menos ou mais bem definida de posicionamentos políticos; mas cada nova edição deste jornal abriga de fato uma diversidade considerável de autores, ocultos ou não. Lidar com uma fonte multi-autoral, como no caso dos jornais diários, é diferente de lidar com uma fonte mono-autoral, como a correspondência, a obra literária ou o relatório administrativo
[extraído de 'Fontes Históricas - introdução aos seus usos historiográficos'. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.184].
