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O SOL

Para que curvaste
no beiral da ventana
e pelo chão se arraste?
É por seres luz soberana
querendo luzir meu verso?

O meu poetar está sem gana
A alegria na alegria submerso
E estou quieto, de carraspana

Deixe-me a sós, no breu inconfesso
Fica-te por aí na ilusão mundana...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano

Poema de desamor.
Na janela da tua existência, não pretendo ser só mais uma. Sou antes inteira, viva, voraz, a posição que me colocas, é senão ínfima, outrora dúbia, ante o querer e o desquerer. Tua presença me desqualifica, prefiro ser todo à quase nada. Sou todo só, única, certa do meu auto querer. Sou chegada, tu partida. Somente somos 1 num breve encontro, passagem. Não há o que perdurar...

Ouvi chuva e olhei pela janela, mas o que vi foi um monte de coração caindo do céu.
Fazia frio como uma chuva e sentia o calor vindo de um lugar misterioso.

Teu bom dia tem sabor de café fresquinho e sol na janela.

Ontem eu fiquei acordada. Não conseguia dormir, pois minha cabeça não parava de trabalhar pensando em você.
Imaginei cenas e mais cenas que dariam um romance perfeito, digno de cinema. Imaginei um futuro para nós dois. Casa, filhos, cachorros. Uma família perfeita.
Por volta das cinco da manhã, voltei pra vida real. Olhei pela janela e imaginei onde você estaria uma hora daquelas. Ainda estava tudo escuro. Fechei a janela e voltei a deitar, fechei os olhos, suspirei. Fazia tempo que não pensava em você, achei que tinha te esquecido. Mas acho que o nosso primeiro amor a gente nunca esquece.

Se queremos buscar Deus, olhemos nos olhos de cada um que se aproxima de nossa vida, porque os olhos são a janela da alma, a Centelha Divina que é Deus em nossa individualidade.

A JANELA E A LUA (soneto)

Já de ti - dizia a lua - me despeço
Pra janela, no cerrado com sorriso
Deixo-te com os sonhos. Preciso
ir... O sol já está no seu ingresso

No horizonte me embaço no paraíso
De tua fresta vê-me no meu avesso
Diz a lua no clarão no céu disperso
E eu, noturna, indecisa, me diviso

E, escancarada, alegre, a ti expresso
Até mais logo! Vá com lotado juízo
Diz a janela pra lua, breve regresso!

E está, que já dormia, de sobreaviso
Inteirou a janela deste seu recesso
Até a noite, quando volta no improviso

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Meus olhos são janelas abertas para os seus campos de girassóis.

Diz que gosta da chuva, mas quando chove abre o guarda-chuva ou fecha a janela.

Esperei tanto tempo ver você chegar
que mesmo cansada e quietinha,
vendo meu reflexo no vidro da janela,
Percebi o quanto sou importante para mim.

Você pode não ter poder para fazer nascer o sol, mas pode abrir uma janela para deixar ele entrar.

Que seu dia seja como aquela janela
que está virada pro jardim:
Feliz em presenciar mais
um milagre de Deus!

Joelma Siqueira

Sem esperanças nem sentia vontade de amar, você apareceu como um anjo sem asas,e deu asas aos meus sonhos tão sem vida,no dia em que eu te abraçar estes irão se realizar...
Segure minha mão vamos voar juntos nessa noite iluminada, se tiver chuva: banharei ao luar, tiver frio; aqueceremos com uma laços de um beijo, mas o que importa que cada estação esteja lá em meu caminho pois sem vocc, vou sentir frio, frio, e no calor frio... não haverá o amanhã!!!

Olho pela janela, imagino...

Ao chorar em silêncio,
desejo ver a chuva
Imagino que cada uma de suas gotas
possa ser uma de minhas lágrimas.
Muitos irão ver, mas não irão saber.
Desejo que caiam gotas delicadas.
Desse modo, penso ter alguém
a chorar junto comigo, fazendo-me companhia
Em algum lugar desse vasto mundo de chuvas.
E se forem torrenciais,
Talvez consiga purificar minha alma,
Eliminar o que nela há de triste
E preenche-la do que de alegre vive.

Mas sei que o sol existe e vem comigo
Devolve-me o sorriso,
Renova-me as esperanças,
Contamina-me com sua energia,
Preenche minha alma
Aquece meu corpo,
Faz renascer meu espírito.
Pois a Vida brilha nos corações de todos.
E o sol surge como um amigo
que aquece o amor do outro
Com apoio, carinho e consolo,
Preenchendo-o com puros raios de sol.

E a suave brisa a beijar nossos rostos.

Não sei se com vocês
Mas comigo é assim...

Tem noites que passo em claro
Pensando...

Em tudo, em nada
Naquilo que poderia ter sido
No que não mais será
E também no que vai ser...

Dado momento
Exausta
Espio o tempo
E desisto...

Já é tarde demais
Até para dormir...

Então
Fecho o livro que não li
Dou boa noite a luz
Me debruço na janela
E retribuo o abraço do sol...

E como já regada de mim mesma
E agora aquecida
Aproveito e broto
Mais uma vez...

Deitado em minha cama, silêncio...
A chuva batendo na janela.
O verde das folhas num leve balançar.
Sol, dois milagres da vida em um frio e apático vidro.
Nostálgica tarde, envolvente.
Único, singular eu, raso, visível...
Cru, desnudo de pretensões.
Cascas caídas, como se as máscaras fossem guardadas.
Exposto, frágil, verdadeiro.
Em folhas e gotas, protegido.
Moldura, rara pintura.
Eu.

A vida é uma vela acesa perto da janela e a morte é o vento que tenta encontrar uma fresta para passar e logo apagá-la.

A minha casa não tem portas nem janelas mas tem o espaço o suficiente para caber o mundo dentro dela.

⁠Você pode ver a vida de várias maneiras, pode olhar pela janela e senti-la como a tranquilidade do vento ou pode senti-la como uma ventania.

⁠É pela fresta da janela que abrimos no tempo para às escondidas espiar o passado que nos escapa o presente. 

⁠O amor é uma janela que se abre na escuridão que há em nós. 

⁠A chuva escorrendo na janela, quase toco minha face crendo serem minhas lágrimas a derramarem de saudades.

⁠O sorriso é uma luz na janela da alma indicando que o coração está em casa.

⁠Abre a janela pro vento bater
O que for ruim deixa o vento levar
Enquanto eu tiver forças pra viver
Eu nunca vou deixar de sonhar

⁠De ma fenêtre - Da minha janela
Da minha janela, eu via o ir e vir de pessoas sempre apressadas, como o Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas. Dentro de seus carros, em suas motos, bicicletas ou mesmo com passos acelerados, suas expressões gritavam “Estou atrasada, estou atrasado! Olha a hora, olha a hora!”
Alguns dias eu observava atentamente e algumas coisas se destacavam. Como os carros, verde limão, amarelo e o rosa que passavam quase sempre no mesmo horário, também havia um simpático casal de ciclistas e um grupo de pessoas barulhentas que caminhavam em direção ao ponto de ônibus. Não conheço, nenhuma dessas pessoas, mas não as vejo mais, suas histórias e seus caminhos, mudaram.
Da minha janela, agora eu vejo a rua vazia, tranquila. E apesar de estar em uma região central de uma capital, é como se fosse um bairro de uma cidade pequena, onde crianças poderiam sem medo, estar correndo, rindo, se divertindo (como eu fazia na minha infância), mas não existem crianças na minha rua.
Da minha janela, alguns dias, eu posso aproveitar os tímidos raios solares, me fascino e tenho medo das tempestades e algumas vezes, vejo a Lua e as estrelas (pois aqui quase sempre o céu está nublado).
Da minha janela, as coisas que mais gosto de ver são aquelas que meus pensamentos trazem, enquanto tomo meu café, meu chimarrão ou minha taça de vinho (depende do momento), e olho para o céu, para as árvores ou para o nada, sem fixar o olhar
Da minha janela eu vejo o meu ontem e planejo o amanhã.
Eu gosto da minha janela!
Luana Kaminski