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Tendemos a propor soluções iguais para problemas semelhantes e isso é muito perigoso em um mundo com mudanças a uma velocidade exponencial. Podemos estar usando paradigmas e modelos de pensamento que não servem mais, mas como aparentemente a situação é a mesma, a solução aplicada continua sendo a mesma. Não é possível mais operar no piloto automático, sendo necessário estarmos constantemente reavaliando a forma como fazemos as coisas.
Identificar o paradigma atual nos permite isolá-lo e procurar outros modelos mais apropriados. Para encontrar a solução de um problema, encontrar uma nova oportunidade ou melhorar algo que já existe, é importante olhar a situação de outros ângulos.
Identificar as justificativas para um determinado limitador é o primeiro passo para vencê-lo. Se ainda não encontrei a saída, é porque ainda não sei como, não estou preparado ou não tenho a tecnologia necessária, mas ela existe e está aguardando ser desvendada.
Já vi muitos erros em gestão e negócios acontecerem por administradores confundirem convicção com teimosia. Quem se debruça sobre convicções, pode ser atropelado pelas inovações.
O empreendedorismo é a forma capitalista de servir a sociedade com produtividade e inovação. Empreender de forma individualista apenas para visar o lucro levará sociedade à ruína.
IRONIA CRIATIVA
Hoje a Paulinha amanheceu “louca varrida” e implorou para eu falar dela aqui.
Paulinha é o nome de batismo para uma voz que fala com certa freqüência no meu ouvido direito, desde a minha infância. Ela é extremamente inconveniente. A sua voz esganiçada aparece como se estivesse lendo um texto escrito, chego a perceber as pausas das vírgulas e as ênfases nas partes mais importantes. A dita cuja não existe, mas, do nada, começa a “ler os textos” enquanto eu estou no chuveiro, dirigindo, tentando dormir, assistindo alguma série... No meio de reuniões importantes do trabalho ou quando, na sala de aula, dou um tempo para os alunos fazerem alguma atividade. Na verdade, a maluca lê textos AINDA NÃO ESCRITOS, e aí está a questão. ELA LÊ PARA QUE EU ESCREVA! O meu processo criativo é assim descrito.
A Paulinha tem um apetite fora do comum e gosto bem peculiar. Vive faminta! A mocinha é alimentada por cores de flores, cheiro de chão molhado pela chuva, pelo abrir dos olhos depois de um saboroso beijo de amor... Pelo sorriso da minha filha, por um momento de chateação, um longo gole de um bom vinho, uma nova paisagem durante uma viagem, pelo gosto forte de um café, pela minha TPM... E por tudo o que gere alguma forte emoção.
Mesmo bem alimentada, a moleca às vezes some por dias, semanas... E ela é bem desobediente, nunca vem quando eu preciso ou chamo (ou quando estou participando de algum concurso de contos ou tenho algum texto encomendado, por exemplo).
Minha memória é terrível, fato, então para transcrever o que ela dita, tenho sempre à mão o gravador do celular, um papel para anotação, um bloco de notas... Já documentei as leituras dela em guardanapos no meio de uma DR ou já interrompi conversas importantes para registrá-las, pois a garota já tinha “me feito o favor” de me desconectar dali, depois de tanta tagarelice. Posso recordar que, na adolescência, eu escrevia ditados da monstra usando batom em espelhos de banheiros alheios, e poemas inteiros nas camisas dos colegas, em final de período letivo.
Essa fantasma surge frequentemente no meio da madrugada, entre um pestanejo e outro (a diaba é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes motivos das minhas noites de insônia). O problema é que, escrava dessas leituras da garota, se eu não anotar... A “coisa toda” some em um piscar de olhos, evaporando no ar... Para nunca mais. São leituras textuais individuais, únicas, exclusivas e que não permitem replay.
Será um dom? Um cárcere? Um delírio? Insanidade? Um mistério ou feitiço? Acho que se resume na verdade em uma grande ironia criativa.
Obs.: A Paulinha nesse momento está aqui se revirando em gargalhadas. Ela já estava cansada de só observar eu levando o mérito e recebendo elogios, sendo que a grande artista na verdade é ela.
O mundo dos negócios regido pelas engrenagens, processos e funções rígidas, regras, prescrições, silos e hierarquias na gestão, está sendo questionado … O mundo ágil chegou, autogestão, autonomia, time, colaboração, papéis, propósito, dinamismo, distribuição e cocriação – quando não sabemos o sabor de algo, experimentamos um petisco.
Modificar pouco a ter com modernizar, modifica-se sem sentido, todavia a inovação tem sentido, objetivo, foco e busca de resultados.
As empresas deveriam enxergar a internet como uma plataforma de comunicação em vez de um meio de transmissão.
A comunicação existe em um ambiente relacional de incerteza. Gerenciar adequadamente essa incerteza é o segredo do sucesso em estratégias de comunicação digital.
As pessoas simplesmente não sabem aceitar algo novo, há sempre uma critica desconstitutiva por trás de cada inovação, isso pode tornar o criador mais forte ou coloca-lo em uma cama em depressão.
Se gerarmos transformação social, poderemos ter uma sociedade mais sadia e com a engrenagem comercial girando melhor.
A inovação abordada diante da angústia, pode causar compaixão, então a inovação deve ser a própria cura.
Pessoas inovadoras normalmente são confundidas com rebeldes, até que se perceba a realidade de suas afirmações.
“Inovar não significa desconsiderar todo conhecimento desenvolvido, mas sim entendê-lo, contextualizá-lo e fazer seu uso correto, na medida adequada, e aplicando-o às diversas peculiaridades de diferentes áreas e tipos de organizações.”
“As crises econômicas proporcionam desafios que devem estar engajados com inovações tecnológicas. Se toda crise é temporária, todo negócio deve ser disruptivo.”
As inovações geradas pela nova revolução industrial são como o parque de diversão: No fundo, existe sim! um medo. Mas a adrenalina faz tudo valer a pena. E sempre depois queremos ir de novo, e de novo.
A inovação está no nosso dia a dia, mais próxima do que você imagina e muito mais simples do que parece.
