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...o que é a justiça para o injustiçado, se não, uma utopia. O que é a justiça, se não, os anseios dos mais abastados, que procuram saciar a sede de poder.
Justiça que justifica a violência do mais forte sobre o mais fraco ou justiça que oprime o ignorante em favor do esclarecido?
Justiça sempre terá um significado relativo à cada indivíduo.
Thiago S. Oliveira (1986 a)
Desabafo das 10 horas
Desrespeito, assedio, ofensa, por qual motivação um ser humano se esforça para fazer um outro alguém se sentir assim?
Não consigo descrever em palavras o sentimento que habita em mim, repulsa, nojo, ódio, tristeza e insegurança hora sinto tudo isso por aqueles que me fizeram mal e horas sinto até de mim, do meu próprio corpo por ter passado por isso.
Apesar de saber que a vítima é só a vítima o sentimento que fica guardado no peito e alma é de total impureza, de estar coberto pelo pior tipo de sujeira, só hoje chorei mais do que consegui contar, me odiei e odiei as pessoas infinitas vezes.
Como tirar de mim tal sentimento? Acredito que terei que descobrir e rezarei para que aquilo que senti ninguém mais volte sentir.
Sou um ser humano que não tem sangue de barata, que respira fundo na maioria das vezes, que não aceita injustiça.
Vivemos num seculo que atrás das telas dos computadores/celulares existe um juíz virtual. Lembremos pois que criar fatos, Castigar, presumir e encutir vereditos precipitados sem ter conhecimento aprofundado dos fatos, tornam a ignorância a maior das injustiças...
Comparar-me aos outros só me traz tristeza. Se constato que estou pior, sofro com a cobiça e a incapacidade de possuir o que o outro possui, seja bens materiais ou talentos pessoais. Se percebo que estou melhor, a compaixão me atormenta e a desigualdade existente me corrói
Páscoa, mais do que uma festa com banquetes e bebidas, é tempo de reflexão e retomada do verdadeiro sentido de libertação. É momento de voltarmos à nossa tradição judaico-cristã e lembrarmos da História de nossos pais, os expatriados e explorados por um sistema injusto e violento. É momento de ressignificar o tempo que se chama hoje. Páscoa é tempo de celebrar, mas é principalmente tempo de conscientização e conversão de nossas ideias que, muitas vezes, infelizmente, combinam com a dos poderosos deste mundo.
Recebemos cartas de todo o país. Por ano, no mínimo, milhares de cartas de homens e mulheres encarcerados. Muitas dessas pessoas estão presas há duas, três décadas. Elas estão sem tempo, então nos procuram. Essas cartas representam seres humanos que estão presos e alegam terem sido condenados injustamente. Em muitos aspectos, somos a última instância.
Comparação!
Algo que nos cerca
Comparamos algo que não temos
Com uma pessoa que tem!
Isso não é injusto?
É cobrado ao homem do campo que se respeite alguns limites que os próprios legisladores o obrigam a ultrapassar diante da burocracia que o paralisaria e ninguém teria o que comer. No final das contas os punidores comem e os lavradores pagam multas.
Diante de um infortúnio qualquer todo mundo clama por justiça; mas o que fazer se a injustiça é essência do próprio sistema de justiça?
Justiça que não é apartidária é igual a injustiça deliberadamente estabelecida e consagrada à margem da lei, da ética e da moral.
Näo há justiça perfeita. O que existe de quase perfeito na sociedade é o interesse pessoal e grupal por dinheiro, prestígio e poder.
A multidão carece de sabedoria e justiça. Por isso pode com frequência repetir injustiça:
“Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás!” (Lc 23.18)
Deus é a minha força, mas Ela é a minha referência existencial apaziguadora diante das injustiças.
