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Conclui que somos a geração mais estúpida que já existiu, temos acesso a informação e ao conhecimento mas mesmo assim queremos permanecer ignorantes.
O excesso de informação acaba por impossibilitar a reflexão que poderia criar uma nova teoria sobre o mundo.
Na guerra, o melhor tiro é a informação que nasce ali com o valor de vida. No início do ano letivo é a desenformação constante: Não se sabe ainda de nada até que tudo comece e nos digam algo provisório. Indisciplina é falta de rumo.
Uma informação negativa sobre si é muito mais impactante quando transmitida por alguém próximo do que por alguém distante.
Neste tempo de excessos e abundância, em que os mares digitais transbordam com mais saberes do que jamais imaginámos, há um paradoxo que se instala silenciosamente nas nossas almas. Há mais acesso à informação do que em qualquer outra época da nossa história, e no entanto, parece que caminhamos rumo a uma ignorância cada vez mais densa, como se a verdade se perdesse entre sombras e ecos distorcidos.
É um mundo onde a sobrecarga de informações nos sufoca, onde o excesso de dados nos cega. Em vez de clareza, encontramos confusão; em vez de luz, encontramos névoas que obscurecem o discernimento. As pessoas, perdidas nesse mar revolto, buscam refúgio em fontes que confortam, que confirmam as crenças já formadas, recusando o desafio do contraditório. É o viés de confirmação que governa, um farol falso que guia os navegantes por rotas enganosas.
A desinformação floresce nesse terreno caótico, as fake news propagam-se como sementes de dente-de-leão ao vento, alimentadas por medos e preconceitos. As redes sociais, com seus algoritmos insidiosos, tecem câmaras de eco onde cada voz apenas repete, incansavelmente, a mesma melodia, criando um concerto de ignorância e polarização.
O tecido social fragmenta-se, os laços se desfazem. Cada um em seu nicho, em seu canto, reflete apenas a si mesmo, ignorando o outro. As instituições, outrora baluartes de confiança e credibilidade, são agora vistas com desconfiança. Cada notícia, cada palavra, é recebida com um olhar cético, como se o mundo estivesse repleto de sombras e fantasmas.
Para navegar este oceano de dados, precisamos de uma bússola firme. A promoção da diversidade informacional, para que possamos ouvir múltiplas vozes e perspectivas; o fortalecimento das instituições, para que a confiança possa ser restaurada.
Nesta era de abundância, a verdadeira sabedoria reside em saber escolher, em discernir, em cultivar um espírito crítico e aberto. No entanto, esta era de desinformação faz-nos regredir à Idade das Trevas, onde a ignorância se torna uma opção consciente. O “Grande Irmão” e o “Ministério da Verdade” de Orwell parecem cada vez mais reais, governando nossas percepções e crenças. A grande questão que se coloca é como podemos fazer surgir novamente um Renascimento e um Iluminismo, como reacender as chamas da razão e do conhecimento num mundo que se perde em sombras? Encontrar a resposta a esta pergunta é o desafio do nosso tempo, e nele reside a esperança de um futuro mais lúcido e iluminado.
Saber a diferença entre conhecimento e crença, relevantes a qualquer pedaço particular de informação subjetiva, é chamado de sabedoria. Saber a diferença entre conhecimento e crença, relevantes a qualquer pedaço particular de informação objetiva, é conhecer os fatos.
Desigualdade de Informação
"Em uma Angola em transformação, os profissionais da Informação desempenham um papel crucial na redução da desigualdade de informação, garantindo que todos tenham acesso ao conhecimento necessário para tomar decisões informadas."
Na maior parte do tempo, somos “acumuladores de informações”, armazenando quantidades infinitas de conteúdos que são excelentes, mas que no fim das contas só nos deixam mais ansiosos.
Aqueles que aprendem a usar a tecnologia e a dominar o fluxo de informações ao longo da vida conseguem alcançar todas as suas metas. Por outro lado, os que continuam dependendo de seus frágeis cérebros biológicos ficam cada vez mais sobrecarregados com a complexidade de suas vidas.
Duas coisas precisam ser livres: a informação e a mensagem de boas novas de salvação. A primeira pode tornar a pessoa mais consciente, a segunda levá-la à verdade libertadora.
O conhecimento inato
O que sei é apenas um pingo minusculo de informações, comparado a um oceano imenso de conhecimento que eu tenho de descobrir.
O ensino acadêmico tradicional desenvolve a competência humana do aprendizado autônomo. Por menos intuitivo que seja, a quantidade de conteúdo na grade curricular, possibilita ao indivíduo a habilidade de receber, processar e discernir o excesso de informações. Há quem defenda um ensino direcional, sem excesso intelectual, porém, privar o agente de experienciar as mais diversas nuances de sua profissão, reduzirá sua capacidade de discernir se aquilo é plausível, se faz sentido ou não. LEAL, Abdiel.
Criação, informação, contravenção.
Sim, bem ão.
Muita, e muita enganação.
Brasil.
Se brincar encontra.
A verdade afronta.
Nerdes e mendigos.
Que fingem não ter abrigos.
Possuidores de bens.
Será, seria.
Alegoria, invenção.
Não.
Laranjas.
Testa de ferro.
A ilegalidade no berro.
Boiada da contravenção.
Jogo do bicho.
O povo rifado.
Unidade, dezena.
Milhar, centena.
Quem crê joga.
Ou reza uma novena.
Escroto jogo da vida.
Quem é a lei, o juiz o policial.
Meu Deus.
Deixe eu enxergar.
Essa escuridão letal.
A que eu viva e não entre no jogo do mal.
O homem, o engano, tribo, povos.
No mato e no asfalto.
A verdade, civilização, escancare no jornal.
Giovane Silva Santos
CURIOSIDADES
O poema épico mais antigo sobrevivente é a Epopeia de Gilgamexe, originado no terceiro milênio a.C. na Suméria (na Mesopotâmia, atual Iraque), que foi escrito em escrita cuneiforme em tabletes de argila e, posteriormente, papiro.
