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Por que coisas ruins sempre acontecem com pessoas medíocres que estão mentindo sobre suas identidades?
A prisão não rouba apenas sua liberdade, ela tenta privá-lo de sua identidade. Todos vestem o mesmo uniforme, comem a mesma comida, seguem o mesmo emprego do tempo.
– Qual foi a sua maior descoberta?
– Que basta ser do jeito que eu sou.
Ele sempre partiu do princípio de que, se não fosse hétero, ele simplesmente saberia, assim como sabe que adora doce de leite no sorvete ou que precisa de um calendário tediosamente organizado para conseguir fazer qualquer coisa. Ele pensava que era tão inteligente sobre sua própria identidade que não restava nenhuma dúvida sobre quem era.
Seus filhos não precisam saber quem você era antes de tê-los, eles precisam saber quem você gostaria de ter sido e tentar viver de acordo com essa pessoa. Eles não vão conseguir atingir as expectativas, mas é melhor que eles não atinjam as expectativas do seu falso eu do que do seu verdadeiro eu.
(Claire)
De repente entendi que estar vivo é isto. Nossas próprias placas invisíveis se movendo em nosso corpo, e se alinhando à pessoa que vamos nos tornar.
Ela arriscou tudo revelando a verdadeira identidade. É mais corajosa do que qualquer homem aqui. E é o melhor guerreiro entre nós.
Tenho certeza que ser um adolescente é bem difícil. Você tenta deixar para trás a criança que era e começa a imaginar o adulto que quer ser. E descobrimos que o adulto que seremos é bem diferente do que imaginamos. E essa dissonância entre quem você queria ser e quem realmente é pode ser dolorosa.
O que dizem a seu respeito é importante, mas o que voce diz a seu respeito, em atitude, é muito mais relevante.
Dan Lemes
As mídias sociais começam a influenciar cada vez mais profundamente e assumir o controle da autoestima e do senso de identidade.
Eu queria mudar o mundo, mas descobri que a única coisa que podemos ter certeza de mudar é a nós mesmos.
A mentira anda tão maquiada, tão aparentemente verdadeira, tão defendida que se bobear a verdade vai presa por falsidade ideológica.
Os animais não te julgam, contanto que você tenha um coração bom. Eles não se importam com quem você é ou o que fez no passado.
Só pensando: nada do que disserem de mim diz respeito à mim. Nem nada de bom nem nada de ruim. Isto será só projeção temporária do que represento no exato instante que me observam. Assim eu posso ser água fervente que transforma folha em chá ou que consome o gelo; posso ser vento que entoa cânticos ou uivo ensurdecedor; posso ser chuva que faz brotar a semente ou
tempestade que inunda cidades. Posso ser rosa ou só espinho - "o espinho não machuca a flor", adoro Isso! - Quem me olha nem sempre me enxerga. Quem me olha apenas observa e decide, não quem eu sou realmente, mas o que eu represento no momento exato em que busca, ou justificar a lacuna da própria existência ou uma simples cumplicidade.
Somos mágoa diante da expectativa frustada que criaram sobre nós ou somos sorrisos que brotam nos que "se encontram".
Ora nos espelhamos nos outros e gostamos do que vemos, ora recusamos a imagem refletida. Assim seguimos a caminhada sendo únicos pelo avesso e diversos para o mundo. Não precisamos fazer nada além de sermos exatamente a morada de nossos sonhos, e assim, nos espaços guardados para o acolhimento, a essência - sempre no pódio - nos permitirá cuidar da dor que surge, quase que inevitável, enquanto buscamos o amor.
Bom dia pra quem é de amor.
Bom dia pra quem não é de amor. Ainda.
Gosto dele, acho, não sei mais. Conheço fatos sobre ele, não ele. Faço histórias em que ele possa caber, todas um pouco falsas, como são as histórias. Não sei quem ele é. Acho que, enquanto não souber e precisar portanto fazer histórias, fico com ele. Quando não houver mais nada a adivinhar, tirar, vou embora. Talvez nunca vá. Talvez eu me engane. E nunca acabem, as histórias.
minha terapeuta me perguntou quem eu sou
do que eu gosto
e aí eu me dei conta
sou a soma dos pedacinhos que deixaram em mim
ainda não sou inteira
chego lá
talvez cê me olhe e perceba
sempre transbordei
Algumas pessoas acreditam que se contarmos uma história várias vezes ela se torna real. Ela nos torna quem somos. E isso pode ser assustador.
