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A moral é adaptável aos usos e costumes de uma cultura mas a ética, nunca, ou se tem ou não tem, definitivamente.
Até os medíocres, rancorosos, desesperados e loucos tem o pleno direito de expressão mas a humanidade civilizada e livre, tem o direito de audição. Ouve quem quer.
As grandes respostas sempre estão aparentes mas poucos conseguem ver. O ser humano, viveu mais de 5.000 anos, um olhando para os olhos um do outro e com muito esforço inventaram a roda, que sempre esteve representada claramente nos olhos de todos que não conseguiam ver.
Todos os seres humanos são iguais, tem um único sangue vermelho mas a alma de cada um é tingida pela vida pelas cores de seus sentimentos.
O egoismo e o individualismo são as maiores chagas sociais de nosso tempo tão deserto de esperança e humanidade.
A Igreja católica desesperada na busca de novos fieis, se perde em uma agenda pastoral e abre a teologia de gêneros, reavalia o direito a vida pelas mulheres, faculta o celibato e por fim se finda por ela mesma. Só falta admitir a união de Jesus com Madalena, e a sua prole com dois filhos.
Deus é para todos, e está presente em tudo e em todos os lugares mas a religião são para poucos. Aqueles que não tiverem a verdadeira compreensão da dimensão entre a vida e o sagrado, serão escravizados por ela.
O preto é covarde quando não busca sua própria negritude assim como o branco também o é, quando se afasta da sua própria "branquitude", a cultura de cada seguimento étnico e histórico é o passaporte mais digno, para o ser diferente fortalecer sua própria identidade e encontrar sua humanidade comum dentro da imensa universal diversidade.
O egoísmo da geração contemporânea é tão grande que a maioria vive em defesa dos animais e das florestas mas se afastam e não apóiam ou defendem qualquer causa humanitária.
Bem mais fácil a convivência afetuosa solitária com os animais, pois eles não falam e não reclamam.
O Deus, o amor, a caridade e o perdão estão presentes em todas as culturas civilizatórias da humanidade, das mais diferentes formas mas com um único sentido.
A verdadeira arte e a verdadeira cultura nunca estão nem poderão estar interligadas e algemadas por proposições étnicas, politicas, sociais ou religiosas. Quando assim aparecem, não se tratam mais de arte e nem cultura mas sim de uma maldosa doutrinação de meias verdades que vão estimulando a polarização divergente por meio indevido da liberdade.
Em meus caminhos de busca interior, freqüentei por anos um ashram vedanta - indiano dos vedas. Na escola milenar vedanta, dentro dos ensinamentos básicos estão os 3 Caminhos que conduzem o ser à Grande Meta desejada: o Jnana, do Conhecimento, Iluminação, Sabedoria Perfeita; o Bhakti, Amor, Devoção, oração, porém no seu verdadeiro sentido de harmonia, que é o equitativo para todos os seres naturais do planeta Terra. Nenhum ideal superior ao da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de crença, casta, cor, cultura e religiosidade. E finalmente o terceiro o Karma, que rege a Ação e a Reação.
Ainda não sei o suficiente, para entender pacificamente tantas guerras, misérias e pobrezas no mundo.
Aquele que ouve sem questionar, aprende mas aquele que ouve, julgando e interpretando a verdade sob seu ponto de vista, não absorve nada do ensinamento.
A transgressão é aceita na modernidade, quando não sacrifica nossa liberdade, humanidade e a mínima qualidade de vida.
A parte mais difícil e virtuosa da fraternidade maçônica, é exercer maçonaria fora dos templos, entre os desiguais e profanos. Ser justo e perfeito, ser livre e de bons costumes, assim como tratar a todos como fraternos e iguais para a construção arquitetônica de um lugar melhor e mais humano em todos lugares do mundo.
As religiões são caminhos humanos em direção a vida por suas culturas ancestrais mas o Senhor do Tempo é um só. Inominável e sem a possibilidade de representação coerente alguma pois está presente no menor grão da poeira cósmica e com o todo no maior planeta do universo.
