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⁠Imagine ter nascido 
num país que poucos 
ao redor do mundo 
falam o seu idioma,
E o teu país foi 
invadido por outro 
que te obrigasse 
a falar o idioma dele.

Imagine o país invasor 
sair difamando todo 
o seu povo e outros 
povos entrando neste jogo.

Imagine do dia para noite 
o nome da rua na qual 
você mora e os nomes
de todas as ruas serem 
trocadas, as suas músicas
serem proibidas de ser cantadas.

Imagine as memórias
obrigadas a ser caladas 
e todas as bibliotecas 
sendo ao seu redor incendiadas.

Imagine do dia para noite 
você sendo arrancado com fuzil 
na cara para escolher 
se concorda ou não 
a tua região ser algo de anexação
pela Nação que praticou a invasão.

Imagine viver como 
a Crimeia, Luhansk, Donetsk, 
Zaporizhzhia e Kherson,
e para sobreviver ao menos
ter a canção de John Lennon
para 'assobiar em silêncio'.

Imagine levar a culpa 
nas costas que falta algum
item de consumo no mundo 
sendo que até no meio 
da lavoura se labuta buscando 
desviar de tiros e bombas,
e ter que suportar piadas
feitas por desonestos intelectuais 
em tempos de redes sociais.

Imagine você tendo que 
lutar com munições velhas,
quase sem armas e vendo 
a sua gente morrendo bombardeada.

Imagine todas estas cenas 
e até as que não foram 
por mim e por ti vistas, 
pergunto a tua consciência:
E se tudo isso fosse com você?

Imagine conviver com
tantas privações e esperar 
a volta da catástrofe nuclear 
batendo de novo na porta da tua casa.

Imagine ter que viver superar
o fardo destes dias e nem
mesmo o controle total 
dos portos do teu país 
não permitem mais,
e ter que obedecer metas 
iguais aos dos tempos de paz.

Imagine ficar imaginando
ao som de bombas estourando 
e de tiros intermitentes sem 
ter nenhum minuto de descanso.

Imagine não ter como ir, 
ter que resistir, ter que deixar
uma vida inteira para trás
sem hora ou data para regressar
e sem a certeza que a vida 
vai estar no mesmo lugar: 
E se tudo isso fosse com você?

Imagine recordar toda 
a violência sofrida pelos teus 
antepassados que foram 
mortos pela Nação invasora
que está repetindo os mesmos 
e impronunciáveis crimes de outrora.

Imagine conviver com a tragédia 
invasora e respirar a falta 
de empatia de gente alheia 
a cena com quem a vida ignora:
E se tudo isso fosse com você?

Imagine recordar toda 
a violência sofrida pelos teus 
antepassados que foram 
mortos pela Nação invasora
que está repetindo os mesmos 
e impronunciáveis crimes de outrora.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Diante dos meus olhos
testemunhei Kherson
depois de meses em liberação,
a fogueira do destino 
continua acesa no meu coração.

Depois de tanto falar
sobre as mentiras do tirano,
as festas por Kherson mostraram
que nunca estive em engano.

O mal deve ser na vida evitado
e o quanto antes por prevenção,
uma sanção diferente por dia 
já teria promovido a pacificação.

Muitos pensam só aquilo que 
é pragmático para resolver 
os seus problemas a curto prazo,
e um dia isso vai custar muito caro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os invasores mataram 
a família do cão de Dnipro,
ele sobre os escombros
da casa foi encontrado,
a guerra e a tirania 
ainda não foram vencidas
porque a Humanidade é egoísta.

O cão de Dnipro sobre 
os escombros da própria 
casa muito mais honra 
do que muitos humanos ele tinha,
pois um cão nunca envia 
bombas para ninguém e isso diz
muito sobre até o dia-a-dia.

O cão de Dnipro tinha o nome 
de terra ilegalmente ocupada,
o nome de Krym levava
e hoje a sua alma se fez infinita 
para que a terra não seja esquecida:
ninguém conhece o tamanho 
da dimensão mística da alma canina.

Os invasores e os descrentes
não gozam de sabedoria 
e não têm ideia do tamanho 
do poder da alma de um cão,
e se soubessem aprenderiam 
a respeitar com devoção
de todo o coração ainda em vida.

A partida do cão de Dnipro
deixa para toda a Humanidade
a atemporal mensagem realista  
sublime, necessária e infinita:
derrotar a guerra e a tirania
sempre será a sua urgência 
enquanto tens o poder na tua mão. 
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

É Natal! Porém, algumas coisas precisam ser ditas, mesmo ciente que a minha voz não pode mudar absolutamente a marcha da Humanidade.

Não há como não falar que é preciso evoluir e deixar de buscar o vício em conflitos desnecessários no cotidiano.

Não há como não clamar pelas orações e pela influência de todas as religiões para que a paz chegue na Terra Santa. 

Não há como não recordar que pelo mundo afora muitos dos presentes são oriundos dos campos de concentração chineses e até agora as autoridades mundiais não fizeram absolutamente nada. 

Não há como não lamentar a guerra provocada pela Rússia na Ucrânia e todas as outras guerras que não fazemos ideias que existem porque não estão recebendo cobertura da grande imprensa.

Não há como não recordar que por toda a América Latina e especial no nosso continente há um oceano de presos políticos que estão presos como Jesus foi preso por pensar diferente, sem acesso ao devido processo legal e sem saber quando as suas penas injustas irão terminar.

Não há como não recordar que se temos pouco tem sempre que tem ainda menos aqui no nosso país, na América Latina e no mundo. 

Não há como deixar de falar que devemos ser tolerantes com aqueles que não gostamos, ser crescentemente mais amáveis e mais amigos um dos outros independentemente das circunstâncias que nos encontramos e como se encontra o ambiente sócio-político ao nosso redor.

Devemos ser gratos pelos aprendizados e nossos êxitos, e por ter um país lindo que nos brinda diariamente com tantas belezas naturais. 

Existe um versículo bíblico que gosto muito e para mim resume o objetivo de comemorar o Natal:

"Glória a Deus nas alturas, e paz 
na terra aos homens aos quais 
ele concede o seu favor". Lucas 2:14 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os mísseis que 
caíram em Dnipro 
caíram no meu DNA,
Nenhum deles 
será esquecido,
nem mesmo quando 
a Guerra acabar;
Escrevo poesia
nesta vida
mesmo sabendo
que é inútil,
porque não 
consigo mais chorar. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para que o mundo 
não se esqueça
entrego este poema
em nome de tudo
aquilo que foi violado 
pela maldita guerra,
Não devo ter medo 
de nada como poeta.

A conta é alta e dolorosa,
e vem sendo ofuscada
por gente mentirosa.

A conta pode ser 
maior do que seis mil 
crianças deportadas,
O correto mesmo é
chamar o mal pelo nome 
de sequestro em massa,
e não há como ficar calada.

Os meus versos vem
sendo regado pelo sal
de Soledar para não
perder o sabor de avisar.

A glória de lutar pertence
a Ucrânia, o bastidor
infinito me pertence,
A vergonha de invadir 
e assassinar um povo
pertence ao maldito.

São quarenta e três campos
e podem ser outros mais,
Todos cheios de crianças 
que foram arrancadas dos pais. 

Quem colaborou com toda
cena nem a pretensão de apagar 
este poema conhecerá o êxito,
O inferno que se ajuda a plantar nunca mais os deixará sossegar.

Tudo o quê aqui está escrito
e ventania a se espalhar 
por todos os caminhos do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A paz se constrói com a verdade que abala as mentiras da guerra. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Crimeia é a Pátria 
sagrada dos tártaros,
que por fraternidade
histórica e territorial
pertence a Ucrânia,
A Crimeia tem a sua 
própria Cultura,
a sua Língua e Religião,
A Independência 
Nacional da Crimeia 
também é reconhecida
sob o conhecido guião 
do artigo 4° da Constituição,
e tem gente que finge que não vê:

"A prevalência do direitos humanos,
a autodeterminação dos povos,
a  não-intervenção,
a igualdade entre os Estados,
a defesa da paz
e a solução pacífica dos conflitos",
e mais tantas outras coisas
que deveriam fazer a diferença.

O quê nos colocava no topo do mundo
e nós concedia grande pendor
foram deixados para trás 
porque o quê tem valido é tudo 
aquilo que derrete o cérebro, envenena a língua e para o teclado 
ultimamente tem escorrido;
Só sei que até o passaporte
para o absurdo tem sido o imperativo,
e se ali não for aceito a prisão 
é destino certo e dê graças
a Deus por ainda não ter morrido.

[Longe de mim fazer discurso de ódio,
a guerra e a ocupação colonial 
proporcionam tudo isso,
intoxicam até quem não 
tem nada a ver com o ocorrido,
e eu não calo o quê deve ser dito].

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma rebelião curiosa 
para derrubar dois 
generais que durou 
apenas 36 horas e foi 
por acordo desmobilizada,
O velho mercenário 
cumpriu a palavra 
de que iria fazer História.

Por alguns instantes
cheguei a duvidar 
de que a História se escreveria, 
e ela está aí sendo escrita 
entre perguntas e respostas 
meio tortas e complicadas,
porque a meu ver,
ela ainda sequer começou.

Os ucranianos, os russos 
e todos nós previmos juntos
em rede mundial
que o velho mercenário 
iria se transformar no Parsifal,
mas não era essa dele a intenção final. 

Só que numa guerra não
existe espaço para contos de fadas,
é ter a consciência de viver 
ou morrer no cotidiano brutal,
e ainda com tais certezas crer 
que amanhã haverá um bom final. 

Para o exílio o velho mercenário 
foi enviado e dizem que dali escapou,
Talvez isso seja o evidente sinal 
de que a História "não acabou"
e que na real ninguém sabe o final. 

Lágrimas de Kramatorsk 
e por todos os lugares,
Orações em todos os altares 
para não continuarem...,
Porque no final todos sempre 
sonham com um valente Parsifal.

Sendo assim por parte de mim
e por parte assim poesia vibrante, provocativa, cortante pela liberdade 
de todos os povos da insanidade
desta e de todas as guerras 
onde todos saem sempre perdedores para que um dia livres acordemos  
de todos os pesadelos e horrores.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todos os manifestantes anti-guerra são meus irmãos. Não importa quem sejam ou onde estejam. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A partida física é apenas uma mudança de rota confundida com a morte. 

Morremos quando deixamos de acreditar em tudo aquilo que é necessário para manter e a obter a paz.

O amor que portamos é aquilo que nos leva a iluminar onde for preciso e a única comunhão com a eternidade.

Os verdadeiros mortos são aqueles que acreditam na guerra.

Deus Forte, Santo e Imortal permaneça conosco e com 
todos aqueles que amamos 
onde quer que eles se encontrem.

Porque creio que o amor ensinado por Ele sempre será mais forte do que a morte.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As cobras são menos inofensivas do que as guerras, é só deixar elas no lugar delas. As guerras na maioria das vezes chegam sem a gente procurar. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠  A poesia é o meu maior ato de ativismo anti-guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Melancia

Fiz uma imaculada 
canção para os ouvidos 
místicos do coração 
com tudo do milênio 
que artistas pintaram 
e poetas escreveram.

A metáfora da flâmula 
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre 
será novo embora nativo.

Embora uns não creiam 
que o amor é muito
maior do que a morte 
onde ficar vivo ainda 
é questão de sorte 
ou para outros é poesia.

Contando toda História, 
falando sobre tudo o quê 
se passa: assumo o tempo 
todo que tiro o sossego 
de quem acha demais  
e se impõe pelo medo.

Mesmo que eu seja 
a única ou a última
voz sigo erguendo 
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Minha reverência 
ao Almirante Tamandaré,
ao Almirante Barroso 
e ao Capitão-de-Mar-e-Guerra 
José Secundino 
que prepararam o destino 
do Brasil que possuímos hoje,
Que cada um deles 
e o mais anônimo marinheiro 
seja lembrado 
pela vitória no Arroio Riachuelo 
que lembramos com orgulho
desta gloriosa Batalha 
consagrada pela nossa Pátria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem perceber a cada ano que passa num país em guerra são cem anos de retrocesso no calendário mesmo 
que o tempo da Humanidade avance.

Para quem não se encontra num país em guerra existem três direções mínimas: orar, escolher a paz, se for escolher "torcer" que seja para que pessoas comuns tenham o direito de viver e se for "torcer de fato" torça sempre pelos mais frágeis.

Acompanhar guerras mesmo que seja como espectador, requer cautela para que na "Era da Informação" o "básico" não seja esquecido e a nossa humanidade não seja destruída. 

Toda a cautela sempre é muito pouco, porque a guerra antes dela chegar sempre é a verdade e a nossa humanidade são destruídas em primeiro lugar, e ainda mais em pleno século XXI que regimes e sócios geopolíticos andam promovendo as suas guerras e saques pelo mundo afora. 

Existem atualmente pelo menos 150 conflitos em curso, uns mais visíveis, outros menos visíveis e muitos que talvez jamais saberemos que existiram. 

Cientes disso, não podemos nos esquecer daquilo que nos conecta com a nossa terra, com aquilo que é de Humanidade e com o Divino.

E nunca, nunca permitam que nos façam se sentir diminuídos ao ponto de achar que devemos apoiar e brigar uns com outros por nos projetarmos em qualquer Chefe de Nação que espalha o caos para outra Nação, porque em regra esse tipo de governante não titubeia de sacrificar o seu próprio povo e trair os seus próprios aliados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O maniqueísmo que 
permitem entrar,
sempre será prelúdio,  
para o Deus da Guerra
dançar numa terra
para inteira devastar.

Valorizo religiosamente 
a menor trégua que seja 
sempre que for preciso,
em nome da necessidade 
da sagrada hora de parar.

Em mim e na minha 
sacratíssima terra
não desejo e não permito 
que o Deus da Guerra 
chegue, entre e faça lar,
por isso escolho pacificar. 

O Deus da Guerra 
sozinho não consegue 
nunca parar de dançar;
Por estar ciente disso,  
cultivo a sagrada hora de parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A arte da paz exige muito mais de nós do que a arte da guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Evitar a guerra é a arte suprema do verdadeiro guerreiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para quem atira
para todo o lado
O melhor prêmio
é o céu fechado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Oficiais superiores que não conseguem frear um governante criminoso serial de guerra nasceram desprovidos de boa índole e sem nenhum talento militar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Oficiais superiores que não instruem a tropa a respeitar o Patrimônio Histórico de um país merecem o pior da vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sempre que um país hostilizasse o outro e os céus do mundo fossem fechados para a Nação hostil. As guerras seriam a cada dia mais diminuídas e poderiam até acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mundo todo sabe 
que se foram 
cento e dezesseis,
Neste instante já
devem ter sido mais,
Por causa de gente
que despreza 
a paz e a vida 
sempre tanto faz:

(Não foram os primeiros
e nem serão os últimos);

Enquanto existir
quem busque 
qualquer desculpa
no passado o cajado
para tergiversar
criminosamente
a realidade presente:

(Só sei que gente assim não é gente).

Nenhum crime serve 
para justificar outro
diante de tanto 
sangue derramado;
E a vida de gente inocente
sobrevivente continua
correndo perigo no vil jogo
daquele que mente
e de quem cala consente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Guerra não é campeonato de times esportivos. 

Cuidado ao repassar informações que envolvam a sua segurança e a segurança de terceiros.

Cuidado para não repassar notícias falsas.

Cuidado para não fazer provocações que exponham o seu país ou provocar a outro país.

Cuidado para não servir de inocente útil e provocar a incitações a genocídio e a crimes de guerra onde você está ou através das redes sociais, pois este tipo de atitude é passível de punição conforme o Estatuto de Roma que pode punir a imprensa ou qualquer pessoa que cometa este ilícito.

Inserida por anna_flavia_schmitt