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... ADVERTIDOS SEJAM TODOS AQUELES QUE NÃO CONHECEM A DOR DAS CHAMAS QUE ADORMECEM EM MIM... UMA SÓ FAÍSCA, E POSSO FAZER UMA FOGUEIRA ACENDER EM TEU CORAÇÃO...
... ENALTECIDOS SEJAM TODOS AQUELES QUE SE ARRISCAM A CONHECER A DOR DAS CHAMAS QUE ARDEM EM MIM... UMA SÓ FAÍSCA, E POSSO INCENDIAR OS TEUS PENSAMENTOS...
... BEM-VINDOS SEJAM AQUELES QUE SE AVENTURAM A DESCOBRIR O PRAZER DAS CHAMAS QUE ARDEM EM MIM... UMA SÓ FAÍSCA, E POSSO TE CONSUMIR NO FOGO DO MEU DESEJO !!!
... E MESMO ASSIM, COM TODA A DOR,
... VOCÊ GRITARÁ EM DESESPERO: - QUEIME !
A Babilônia anda aflita
Anda muito mais do que aflita
Agora eu toco fogo de vez
Eu sou o incendiário do sistema
CARINHO
Carinho é o abraço apertado que se dá sem esperar nada além de um acolhimento recíproco.
Carinho é o fogo que esquenta um relacionamento em meio aos dias frios que surgem em nossas vidas.
Carinho é olhar nos olhos do outro e não precisar dizer mais nada.
Carinho é o suave deslizar de dedos em quem não queremos desgrudar.
Carinho é roubar aquele beijo de quem amamos quando esse alguém menos espera, acompanhado, é claro, de um sorriso apaixonado e um riso bobo, de modo tão espontâneo quanto o ato de respirar.
Carinho pode ser tudo, e nem precisar de palavras.
Carinho não se agradece... Se retribui.
Moves-te como o fogo, inflamas quem tocas...
Teu sorriso que vibra, rompe e neutraliza todas as más vibrações,
paraliza quaisquer corações e intenções.
Teu rasto que, por onde passas, avistado no vento ficam as pontas do teu cabelo.
Se a essência tivesse cor...
Se o teu cheiro tivesse sabor...
Tal junção faria o Elixir do Eterno Amor.
Você nem vai saber que eu estou aqui
Você não vai me ver no espelho,
Mas eu penetrei em seu coração,
A vida é minha luz e minha liberdade,
E vou brilhar quando quiser brilhar,
Você não pode me fazer desaparecer
Até que eu faça você.
Olhos em chamas, os olhos em fogo, e a queima de todas as lágrimas.
MEU FOGO
Meu fogo pode te incendiar, te fazer pegar fogo. Pode te queimar por dentro, te inflamar por fora e até te sufocar. Pode acender a tua chama e servir como luz em meio à escuridão, assim como também pode te ofuscar. Os ventos tentam me apagar, mas acabam potencializando minha ardência. Aumentam a minha vividez, que carboniza os teus medos, te arrebata e excita. Faz-te dissipar todas as suas forças e queimar de prazer.
Meu fogo não te procura, basta você faiscar para encontrá-lo. E você não precisa crer nele, outras chamas mais vivas podem te acalorar. Mas, se buscá-lo, entregue-se de corpo e alma. Assim, ele vai te domar, te estafar, te fazer ficar em brasa e fumaçar desejos. E saiba que você pode arder sem culpa e até incitar meu fogo, atritar-se em mim, unindo nossas chamas, permutando nosso calor, enquanto te marco com carvão.
A fumaça gerada pelo meu fogo esvai-se, adentra à tua boca, visita as tuas vísceras e sai pelas tuas narinas, avermelhando os teus olhos. Com meu calor, você colhe ternura e aumenta a tua chama, resgatando outras chamas quase apagadas. E não precisa transgredir para sentir meu fogo, sou chama perene e impermanente; só quero te esquentar. Sou fogo em brasa que te deixa sem ar, te abraça e acolhe em noites de frio. Aproxime-se, minha chama te chama, sinta-me, deleite-se, tente até me apagar, mas cuidado pra não se queimar.
MEU FOGO (2)
Você quer se aquecer e borbulhar
E encontra a minha fornalha
Quer trocar calor e perder o ar
E meu fogo falho em teu corpo espalha
Mas será que meu fogo não irá te queimar?
Será que minha fumaça não irá te estafar?
Será que minhas faíscas não irão te hipnotizar?
Será que meu carvão irá te marcar?
Será minha fornalha não irá te domar?
Então, por que se alimentar da minha chama?
Por que se afazer à minha labareda?
Será que é seguro você se aproximar?
Será que meu fogo é amigo?
Será que meu fogo é aprazível?
Quem inflamou meu fogo?
Será que existe fogo?
Noite fria, escuridão; te acomete a solidão
Será que conseguirei te esquentar?
Será que minha chama irá te iluminar?
Ou será que não mais existe chama?
E se ainda não estou apagado
Por que continuar a faiscar?
Talvez porque eu queira te acalorar
Te ensinar a brincar com fogo
Fazer você ficar em brasa
Adentrar em teu corpo e alma
Avermelhar teus olhos encantados
Reavivar-te e estar ao teu lado
Por isso, te aqueço mesmo impermanente
Sou fogo caliente e reluzente
A chuva tenta me arrefecer
Fumaço, renasço das cinzas
Ainda quero te incendiar
Quero te deixar sem ar
Mas minhas faíscas não cintilam mais
Minha fumaça me sufoca
Minha chama se cala
Apago-me.
"Como podeis vós comprar ou vender o céu, o calor, a terra? A Idéia nos parece estranha.
Se nós possuímos a frescura do ar e os espelhamentos da água, de que maneira poderá V. Excia. comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada espinho luminoso do pinheiro, cada rio areento, cada bruma nos bosques, cada clareira, cada zoeira de insetos é sagrado na lembrança e na vivência de meu povo. A seiva que corre nas árvores lembra meu povo.
Os mortos dos homens brancos esquecem onde nasceram, já que vão passear dentre as estrelas.
Nossos mortos jamais esquecem esta terra magnífica, pois, ela é a mãe do homem vermelho. Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. As cristas rochosas, os aromas das pradarias, o calor de nossos cavalos e o homem – todos são da mesma família.
Assim, o Grande Chefe de Washington, mandando dizer que quer comprar nossa terra, ele está pedindo demais a nós. Manda o Grande Chefe dizer que nos reservará lugares onde poderemos viver, confortavelmente entre nós. Ele será nosso pai e, nós, seus filhos. Pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar nossa terra. Mas, não será fácil. Pois, esta terra, para nós, é sagrada.
A água cintilante que corre nos riachos e rios não é só água, mas também, o sangue de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra, vós direis a seus filhos que ela é sagrada e que, cada reflexo das águas claras dos lagos fala dos fatos e das lembranças dentro da vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e nutrem nossos filhos. Se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e os vossos, e vós deveis doravante dar aos rios a ternura que mostrais para um irmão.
Sabemos que o homem branco não entende de nossos costumes. Um pedaço de terra parece, a ele, o pedaço da terra vizinho, pois é um estranho que chega, às escuras, e se apossa da terra de que tem necessidade.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Ele abandona o jazigo de seus avós e isso não o aborrece. Ele tira a terra de seus filhos, e isso não o aborrece. O túmulo de seus avós e o patrimônio de seus filhos caem no esquecimento. Ele trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como mercadorias de comprar, a pilhar, a vender como carneiros ou pérolas brilhantes. Seu apetite arrasará a terra e não deixará nela mais que um deserto.
Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos. As imagens de vossas cidades faz mal aos olhos do homem vermelho. Mas, talvez isso pode ser porque o homem vermelho é um selvagem e não entende.
Não há mais lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar para ouvir as folhas caindo na primavera, ou para ouvir a zoeira das asas de um inseto. Mas, talvez, isso pode ser porque sou um selvagem e não compreendo. A barulheira parece estourar os ouvidos. E que interesse tem-se em viver se o homem não pode ouvir o grito solitário do corvo noturno ou o coaxar das rãs ao redor de um acude, à noite? Eu sou vermelho, e não entendo. O Índio prefere o doce barulho do vento, lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago, e o aroma do vento, dele mesmo, molhado pela chuva do dia, ou perfumado pelo pinheiro mando.
O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, eles dividem, todos, o mesmo sopro. O homem branco parece não lembrar do ar que respira. Mas se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar que o ar nos é precioso e que o ar dá seu espírito a todos que ele faz viver. O vento, que deu a nosso avô o primeiro fôlego, recebeu, também, seu último suspiro. E se nós vendermos nossa terra, vós deveis separá-la e a ter como sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco poderá sentir o vento, adoçado pelas flores dos pinheiros.
Nós pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar nossas terras. Mas, se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o homem branco deve tratar os animais selvagens como irmãos.
Eu sou um selvagem e não conheço outra maneira de viver. Vi mais de mil bisontes apodrecendo nos campos, abandonados pelo homem branco, que os abateu de um trem que passava. Eu sou um selvagem que não compreende como o "cavalo de ferro", largando fumaça, pode ser mais importante que o bisonte que nós matamos só para viver.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais desaparecerem, o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Assim, o que aconteceu com os animais, acontecerá, brevemente aos homens. Todas as coisas dependem uma das outras.
Vós deveis ensinar a seus filhos que o chão que eles pisam é feito das cinzas de nossos avós. Dizei a vossos filhos, para que eles respeitem a terra, que ela foi enriquecida pelas vidas de nossa raça. Ensinai a vossos filhos aquilo que ensinamos aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão eles cospem sobre eles mesmos. Ao menos, sabemos isto: a terra não é do homem; o homem pertence à terra. Isto, nós sabemos. Todas as coisas são como o sangue que une a mesma família. Todas as coisas são dependentes. Tudo aquilo que acontece à terra, acontece ao filho da terra. Não foi o homem que teceu a teia de sua vida; ele não passa de um fio dessa teia. Tudo o que ele fizer para essa teia, ele o faz para si mesmo.
Mesmo o homem branco, com quem Deus passeia e conversa como dois amigos em comuns, não pode fugir do destino comum. Depois de tudo, nós, talvez, sejamos irmãos. Veremos. Há uma coisa que sabemos, e que o homem branco descobrirá, talvez um dia: é que nosso Deus é o mesmo Deus. Podeis pensar, agora, em possuir a nossa terra como quereis; mas vós não podereis. É o Deus do homem, e sua piedade é igual para o homem vermelho e branco.
Esta terra lhe é preciosa, e danificá-la é acumular de desprezo seu Criador. Os brancos também desaparecerão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminai vosso leito, e vós sereis sufocados, numa noite, nos vossos próprios detritos.
Morrendo, vós tereis um brilho esplendoroso, ardente, com a força do Deus que vos trouxe até esta terra e que, em virtude de qualquer propósito determinado, voz fez dominar esta terra e o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos porque os bisontes são massacrados, os cavalos selvagens são domados, os refúgios das florestas impregnam-se da fumaça de muitos homens, e a vista das colinas floridas manchadas pelos fios que por elas passam.
Onde estão as noites? Desaparecidas. Onde a águia? Desaparecida. O fim da vida é o início da sobrevivência."
(Tradução de Júlio Geraldo Andrade Arantes)
[Carta do Cacique Seatle ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce – 1854]
Se você não gosta daquilo que arde em tua alma,
não se envolva comigo,
porque minha essência é de fogo
e minha alma queima...
Vou fazer as pessoas rugirem, agora sou forte, posso seguir em frente e ser quem sou de verdade, nunca mais vou cair, nunca mais vou ser presa de alguém, pois eu sou como fogo que queima o meu ser e me transforma em outra pessoa.
O fogo é um precioso aliado do homem, mas é perigoso para uma criança que não sabe utilizá-lo. O mesmo se passa com relação a certos conhecimentos. Na escala da humanidade, os homens são crianças; olhem o nosso mundo e constatem o quanto ainda nos falta educação.
Prefiro o fulgor
O incêndio que se alastra
Indomável, intransigente
Veemente...
Tal o ardor fervoroso
Caloroso, doloroso
Da madeira
Na fogueira
Que desaba e acaba
Ao desatino de nunca ter sido chama.
Lua, não faz sentido você brilhar, se meus olhos não estiverem abertos para te ver. Aqueça-me por coisas que eu possa sentir.
O prazer do fogo está em deixar sempre a chama acesa; que perdure por longa data esse tal prazer que queima até minha face!
Fogo de sertaneja,
o sol que arde no sertão ecoa no intimo dela!
só a água do bem querer para acalmar a labareda,
arde em brasa rubra feito sol do entardecer no sertão,
arde sem queimar, ferve sem vapor,
mas se encontra uma gota de bem querer,
que escorre feito orvalho na relva,
mantem sempre o calor da chama,
até mesmo quando o sereno entibiar-se e amorna,
se acalma, mas nunca se apaga!
Meu amor nasceu numa gota de chuva
Numa nota bonita
No barulho da rua
Meu amor descobriu que brotou de repente
Que caiu do espaço
Que nadou com a corrente
Meu amor já surgiu sem saber esperar
O passado era fogo
O futuro era mar
Antes de jogar água sobre uma fogueira que te aquece,
certifique-se de nos dias de frio
você não quererá acender aquele fogo novamente,
pois pode ser que você tente
e simplesmente não consiga.
OS CINCO ELEMENTOS
Que elementos?
A madeira? Retangular e vertical
O fogo? Triangular
A terra? Quadrada
O metal? Redondo
A água? Horizontal e curvilínea
O que acontece?
Quando a caatinga floresce
A madeira aparece
Queima e cria o fogo
Depois, o fogo se apaga
E o resultado é a terra
De onde se extrai o metal
Que ao se liquefazer
Dá vida a água
Para nutrir as plantas
e este círculo de energia.
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
