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Filósofo, não é quem tem uma resposta para todas as perguntas. É quem tem sempre uma pergunta, para todas as respostas.
Penso que o destino da inteligência é se tornar solitário, e a sabedoria é se tornar filósofo . Por isso, se decidir ser inteligente prepara-te para ser solitário, e se a sabedoria, prepara-te para a plateia.
Pois apertado entre aqueles que de um lado se batem por uma excessiva liberdade, e do outro, por uma excessiva autoridade, é difícil passar sem ferimento por entre as lanças de ambos os lados.
Mesmo quando está sozinho, você não deve dizer ou fazer nada de mal. Aprenda a ter mais vergonha de si do que os outros.
Me orgulho de minha vida inteira. Quer fazer igual? Siga duas regras:
1- Não faça TUDO por AMOR
2- Faça TUDO com AMOR
Poucos buscam o conhecimento para adquirir sabedoria, a informação é tratada como realeza e senta-se num trono que não é seu, por direito.
"O amor está no passado; ele é responsável pela palavra experiência e só adquirimos, ela, quando voltamos no passado para sentir amor. O passado é escola onde estamos em turma para adquirir experiências, lembrar de algo bom que fizemos é experiênciar para poder fazer no futuro com perfeição. Nunca e jamais poderemos sentir amor estudando nas escolas do futuro; logo, a visibilidade da história se faz com a quantidade de experiências que ela, a história, nos insere para poder com experiência adaptar-se ao futuro com movimentos no presente. Em fim, passado é o raciocínio, presente é a prática e o futuro o resultado. Sem experiências o ser jamais se sentirá amado ou em condições de amar. Não há condições que mudem esse "modus operand", por isso se entende que o amor é incondicional; não havendo desejos, interesses, planos, nem ferramentas para classificar um ser do outro..."
"Não se esforce para entender meu romântico modo de filosofar, aceitem ser acordados com café na cama e um ser entusiasmado para lhe mostrar o que fazer antes de dormir, novamente. O amor retribui-se com amor, o altruísmo apenas com egoismo e o saber com as experiências, novas."
O Imperador Pirou
(A vulnerabilidade do invulnerável)
Em um Império remoto,
Longe de qualquer progresso,
Imperava um Imperador,
Temido por seus excessos.
Seus domínios extensos,
Das pastagens à cordilheira,
Não serviram de aperitivo,
Ao cruzar com a borralheira.
O ilustre se cativou
Com aquele avental,
Sua política interna
Virou extrema liberal,
Ao contemplar a lavadeira
Numa tarefa eventual.
Uau.
Deu as costas à realeza
E o galanteio virou papo,
Seria ele e sua duquesa
A Imperatriz do Farrapo.
Nos registros do reinado
Anotava-se um prefácio,
A paixão de um sangue azul
Pela empregada do palácio.
O Imperador Pirou,
Se fez de camponês,
Um barril de rum bebeu,
Rasgou seu manto em três,
Se proclamou plebeu,
Deixou de ser burguês,
Não pensou no que perdeu,
Só pensou no que não fez.
Jamais se arrependeu
E no final era uma vez...
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Se a cachaça não alterasse a perspectiva,
Certamente garimparia a definitiva
Identificação com a confissão
De que este causador fora
Outrora sóbrio.
Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...
Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.
Eras de tradição se afunilaram entre as unhas,
Acusaram mulheres sábias de reles feitiçaria,
A idade era média, mas agiam como múmias,
O populacho era adestrado pra fazer o que o rei queria.
O arrebalde devia pra ele,
Estreou temas chocantes,
Estreitou seus laços na máfia,
Foi amante das boas amantes.
Antes Solo do que Mal Interpretado
Inação é o sentimento que move nossos atos trágicos para conosco.
Minamos a possibilidade de evolução em nós mesmos. Nossa capacidade não deve ser mensurável, mas é.
Brindamos o despotismo sem nos dar conta, ao passo que bradamos nossa individualidade parcialmente residual. Viva o altruísmo pessoal !
Indivíduos tão livres quanto uma formiga encurralada por um copo. E ficamos indignados por esta situação.
Eu quero ter liberdade, mas para isso tenho que ter um salário, mas para tê-lo, preciso de um emprego, que para conseguir necessito de estudo, e só estudo se tiver tempo, que só é cultivado se eu tiver dinheiro para me manter no ócio criativo e enfim conquistar a liberdade temporal, mental, financeira, na qual possa exercer minha autonomia vital.
Besteiras, bobagens, ressaca intelectual. Então posso me governar, mas percebo que a inquietude de meu corpo é viral, foi contraída de outros e para outros será transmitida, "transmentida" por muitos a fim de maquiá-la.
Nós somos "Bugs", insetos parasitados (paracitados) batendo a cara na luz e ainda assim sem enxergá-la com clareza, sendo atraídos instintivamente, uma luz que não ilumina, mas cega.
Desorienta todo aquele que a ela persegue.
Preferível é a escuridão, não deixa sombra para dúvidas, simplesmente é a falta da luz, tudo fica calmo, quieto, porém imprevisível. Sem saber quando colidirá sua canela com uma mesa de centro no meio da sala. Parece que esta, tão pouco, é uma boa alternativa.
Que bela época vivemos, rodeada de respostas formuladas conceitualmente. Tudo tem uma explicação, menos aquilo que realmente importa, mas nem sabemos o que é que realmente importa; o que faz a diferença é a insistência da igualdade.
O que sei é que um Teórico não pratica o que diz, e um Prático não teoriza nada. Ambos são incompletos, por isso se completam ? Não. Quanta “#&*%@!” nós falamos; conotações sem nenhuma denotação é nisso que acredito.
Não se limite a acertar, erre, os erros ampliam nossa percepção de mundo.
Peque e veja que o arrependimento amarga e o perdão purifica.
Não fuja da solidão, em algumas circunstâncias, ela é a chave para seu cadeado. E mentalize: Antes solo do que mal interpretado.
