Tag filosofia

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⁠as coisas com que falo
têm a voz dos princípios e desertos,
têm todas as vozes dos perdidos,
e me seguem, ouvindo.
me aquieto no escuro
como quem foge ou se esconde
e, neste esconder, cubro-me
de um ser tão ínfimo para o mundo,
quanto é branda a calmaria das horas
a quem tem a eternidade para si.
quando a ausência de tudo está em mim,
sinto-me, em tudo, mais presente.
durmo, e não sei a tranqüilidade santa
de quem, verdadeiramente, dorme.
cada dia é um oráculo que circunda
e realça o sentimento, e na leveza que me enleva,
vislumbro a sombra que me inunda
e a luz que me sucumbe.

Inserida por teretavares22

⁠a felicidade é um esquecer-se,
um estreitar-se num segundo,
antes que passe.
o assédio sábio da lua
me investiga as emoções.
falta-me a exatidão de quando deixei de sorrir;
consigo supor
que o perdi na lentidão sucessiva dos dias e das noites.
também não atino quanto se passou de vida,
entre o sorriso perdido e a dor que aprendi a sorrir agora.
sou a liberdade que tem de si o gemido silente,
o gosto de cada passo no descompasso de tudo que vive.

Inserida por teretavares22

⁠de fato, sinto que existe
a nesga bailarina plena de vida
e, guardo-a num horto qual hóstia fosse
e, rezo-a, no sigilo da alma,
nos meus olhos de menina.
é tão indelével o que se tem da existência
que em tudo cabem inúmeros propósitos.
não fujo de falar comigo:
se é minha vontade entender-me, inicio por estudar-me.

Inserida por teretavares22

⁠Nada busco além do que me procura.

Inserida por teretavares22

⁠A noite ser

As flores do meu corpo não dormem
Entre o peso do orvalho e as lágrimas dos anjos nasce uma
chama para esfriar-me o rosto
Haverá como alçar voo desse jardim de ossos?
Desse sol sem urgência que ao caminhar destrói o meu
punhado de assombros?
Tenho todo tempo do mundo para olhar o tempo perdido;
a vida que não tenho.
A que flecha pertence o arco que atinge as minhas consciências?
No fundo de mim o que há de mim?
De que âncora nasce-me a vida?
De que plenitude me vejo externa ao meu corpo?
Alago-me nos livros que se compõem na minha incompletude
de páginas – betumes e luzes que gotejam em fragas
de espuma e espera.

Inserida por teretavares22

⁠Humanizar-se, muito além dos processos de socialização primária e secundária, é também um ato de emancipação intelectual, que se dá a partir e durante a tomada de consciência crítica. 

Inserida por Atsoceditions

⁠O homem precisa entender que, ao nascer, começa também a morrer. Ou seja, entender que a sua existência se constitui numa espécie de marcha para a morte...

Inserida por Atsoceditions

⁠A erudição, sozinha, distante da vivência, não permite ao ser desenvolver a consciência de si, mas a cristalizar e internalizar em si a cultura erudita como a única forma de interagir com o mundo, distanciando-o da humanização, distanciando-o da necessidade de dar um sentido para a própria existência.

Inserida por Atsoceditions

⁠Na infância somos moldados...
Na adolescência e juventude pesquisamos
Para tentarmos descobrir...
Como sermos felizes na vida adulta.
A maioria das nossas pesquisas...
Não dão em nada:
Algumas interrompem precocemente a vida;
Outras, as mais cautelosas e idealistas,
Tornam-nos chatos e desesperançosos...

Inserida por Atsoceditions

⁠Nunca negues algo que não conheças.

Inserida por teretavares22

A sua situação actual jamais pode definir o seu futuro, você é dono da suas acções e do seu destino.

Inserida por alcides21

⁠É possível que essa geração tenha destruído o amor,
Por não tê-lo conhecido.   

Inserida por Pottier

⁠Estou cansado de não conseguir seguir em frente, estou cansado de estar cansado; estou cansado de mim mesmo.

Inserida por FabioACarvalho

"⁠Os símbolos incluem palavras, as palavras incluem ideias, as ideias incluem conceitos e são esses conceitos os que criam nossa realidade e nosso futuro."

Inserida por MundoProibido

⁠O único meio de obter uma noção, mesmo que mínima, sobre o bem e o mal é conhecer as lágrimas com a compaixão de quem é capaz de sentir pelo outro o sofrimento e a alegria. 

Inserida por teretavares22

⁠Os deuses possuem a mesma e inauferível dimensão que passa invariavelmente pelo desejo, à presença de perpetuarem-se no âmago das consciências e revolverem-se na imperfeição do que nunca morre.

Inserida por teretavares22

⁠Permaneço no outro como sendo o meu árido exterior refletido numa solução inevitável. Com a beleza de não estar em mim. 

Inserida por teretavares22

⁠Dizem que, o bom capitão
sempre afunda junto ao navio...
para mim, o melhor capitão
é aquele que,
nunca deixa o navio afundar.

⁠Todos, os que dizem não ter tempo para apreciar a brevidade da vida, um dia, certamente suplicarão por longevidade. Quando a morte chegar, todos obrigatoriamente, teremos tempo para vivê-la.

Ensaios de Angústia vol.1 - Dilemas de Vida e de Morte. Thiago S. Oliveira (1986 a).

Inserida por TH_Historiador

Os livros são como os afluentes de um rio, e o rio próprio seja o conhecimento, se você não tem oportunidade de ir direto a fonte (rio) deve buscar o afluente, mas se tiver oportunidade de beber direto da fonte, beba !!!

Inserida por BrenoRoberto

⁠É na falta do que se tem que o ser humano percebe a necessidade daquilo que se tinha? Ou é na ausência que percebemos que não possuímos nada mesmo?

Inserida por Jackepp

E aquele momento eu percebi
Naquele instante eu notei que mereci viver
A vida tinha me dado uma segunda chance
Depois de um dia terrível, de repressão, de angústia
Eu chegava a pé, andando desde o terminal rodiviário até a escola
Vi o ônibus da escola, já estava quase partindo para a viagem
Eu mostrei a identidade e depois entrei ali
De rápida corrida de olhos, muita gente, muitos lugares ocupados
Muita conversa, um ambiente carregado de entusiasmo
E eu ali, possesso de ódio, de vingança, corrompido totalmente por um desejo de autopiedade, já ia caminhando para o meio do ônibus, sem muito festejo
Então ouvi uma voz baixa
''Ei, você pode sentar aqui se quiser''

Hoje posso ver
Hoje analiso, como tudo estava planejado
Como todas as condições necessárias para mim estavam ali

Me sentei ao seu lado
Você estava com fones de ouvido, e com uma energia tão boa, que chegava me comover, mesmo antes de falar qualquer coisa
Me perguntou como eu estava

Ah!
Era aquilo que eu queria
Nunca quis tanto

Aquelas palavras
Como uma chave
Abriram aos poucos o meu coração penoso

E ali eu contei
Ali eu me senti como se estivesse descarregando um caminhão de emoções
As palavras carregadas de amargura, ligadas diretamente a um propósito pesosal, rolavam como pedras em uma ladeira
E aquela nuvem negra, que chovia somente pra mim os desprazeres da vida, ia se afastando
Agora havia espaço então para o sol no horizonte

A injustiça que meu olhos juravam
Não era tão justa
E aquela autopiedade ia perdendo força
E fui vendo que eu não era o centro do universo

Suas palavras doces me acompanharam durante a viagem
Você até deitou no meu colo em determiando momento
E por mais que naquele ônibus não tivesse silêncio
Por mais que as músicas do ambiente eram extramente ruins
Tudo estava belo

Me senti amado como nunca
E por mais que não fosse sua intenção
Sua presença naquele momento, me mostrou outra perspectiva da vida
Ponto de vista este que minha visão voltada a mim mesmo e limitada ao derrotismo não via

O silêncio no meu peito agora era uma realidade
Já não havia tanta obsessão
As paisagens passavam pela janela
Como filme
Eu afagava seus cabelos
E aquela harmonia, agora fazia parte de mim
Conforto e felicidade são sentimentos razos ainda para aquela situação

Só posso dizer
Que aquela viagem, mesmo sem ter tido nada de interessante no destino
Me lavou a alma
O maior aconchego que tive daqueles tempos terríveis
De tal forma, que hoje posso reconhecer que a compaixão humana salva vidas

Sou muito grato pela sua passagem em minha vida Bruna, e que em breve possamos novamente nos encontrar.

Inserida por Apolyti

O que seria a vida, se não uma busca eterna por aquilo que ainda não temos, depois de se obter?

Inserida por MichaelZampieri

⁠"No tudo falta o nada, e o nada é alguma coisa"

Inserida por Otav

⁠Aquele que é...

Sou um mero Inquieto & Questionador,

Dentre trilhas de ordálias
 - um aprendiz -

Estudante do Oculto, Operador do Sobrenatural.

Das cartas do Tarot 
 - o louco -

empreendendo jornadas distantes e solitárias;

Caminhante entre os pilares,
das emboscadas sobrevivente.

Trazendo em mim o lampejo da consciência.

Investigador da primeira ciência; 

 A certeza de que o cotidiano é uma dança da experiência.

Da árvore da vida
 - o fruto que nasce -

Quiçá algum dia, Mestre de si mesmo!