Tag feridas
Caímos e então levantamos... Até cairmos novamente...
Surge desejo de ficar no chão, olho minhas feridas e sinto medo de tentar de novo. Sei o quanto dói e tento me proteger dessa dor...
Observo ao meu redor...
Como eles conseguem prosseguir? Como continuam de pé? Por que continuam lutando?
Olho novamente, agora são apenas cicatrizes...
Então, percebo que estou mais forte... Posso ter mudado, mas minha essência não se perdeu, ainda sou eu.
Então é isso! - sorrio, enquanto penso.
Há sempre uma resistência em admitir que as feridas profundas no coração estejam sendo abertas por nós mesmos e não percebemos que, cedo ou tarde, seremos vítimas dos nossos próprios desejos e ilusões.
REFLETINDO...
Todos os dias convivemos com dores internas e lutamos para vencê-las. Muitas vezes sem força e com um sorriso forçado, esperando que o tempo cure feridas e amenize a dor. Mas, no fundo do coração, sabemos que o tempo não cura e na verdade, aprendemos a conviver com a dor, seguindo em frente sozinhos. Somente amparados pela graça Divina, descobrimos que em meio a solidão, temos um Deus que nos ama e nos cura.
"O trabalho interior é a arte de desvendar os próprios mistérios, transformando feridas em sabedoria e sombras em luz."
Quem teme a Deus não é moldado pelas feridas do passado, mas guiado pelos propósitos eternos do Pai.
Tenho realmente deixado para trás todo ressentimento e amargura, permitindo que o amor de Deus cure as feridas do meu coração?
O tempo: Revela rugas e verdades, quebra vínculos e fortalece alianças. Traz arrependimento e amadurecimento. Causa dores no corpo mas cura feridas da alma. Nos aproxima do grande dia. Seja de irmos, ou de Ele vir.
A "vida inteira" não é garantia de possível perdão...
NÃO MESMO!!
"Feridas" fecham, mas as cicatrizes encumbem-se de nos lembrar a cada momento dos "estragos" que a vida nos "presenteou".
O amor ás vezes traz feridas que não podem ser apagadas com um simples "foi mal"... se fosse assim todos saberiam amar!
Prefiro as cicatrizes do corpo, por fidelidade ao Senhor, do que as cicatrizes da consciência causadas pela infidelidade ao Eterno.
Declaração
Minha vida é bendita,
Como a beleza da flor,
Junto as virtudes desse amor
Sem a dor das noites frias!
Quando a dor me corroía
Na soledade sem magia
De um intenso desamor!
Com você não sinto as velhas feridas,
Pois o seu alento de vida
Simplesmente me completou!
"Devemos entender que todo recomeço
É um chamado divino,
E um refrigério para a alma!
Embora o passado nos conduza ao aprendizado,
Quase nunca ele nos oferece todas as respostas!
Por isso, levante-se com coragem,
E confie na obra do SENHOR
Que, através da ação do tempo
Haverá de curar todas as feridas que estão abertas!"
(Do Livro: O Aleph, a Poesia de José de Deus)
#INTERVALO
Em plácida paz serena e pura...
Descanso o corpo recostado...
De frágil peito do amor é escravo...
Num sonhar gostoso em langor...
Em vias de fato...
Rasgo o véu das ilusões mentidas...
Tantas vezes me foram ditas...
Que a est’alma frágil seduzir puderam...
Abrindo-me feridas...
Desse mal acometido...
Quiçá poder ainda, fazer-me um furo a seta do Cupido...
Chegará o dia de amor inspirado...
Aquele tão bem querido...
Tão bem sonhado...
Em que a felicidade se aninha...
No coração que um dia...
Foi tão magoado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...
Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...
A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...
Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...
Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...
As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...
É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...
Sandro Paschoal Nogueira
No declive do tempo os anos correm...
Por mero acaso, sem saber porquê...
E antes que a bruma tire o brilho de nossos olhos...
Antes que gritemos e ninguém nos escute...
Antes que minha ausência se prenda a sua pele...
Permita-me fazer-te com o pouco que oferece-me mostrar-te o muito que posso dar-te...
Não me deixe fugir com o vento...
Ou perder-me de ti em lamentos...
Quanto mais sabemos...
Parece que mais erramos...
Ninguém já soube o que é o amor...
Se o amor é aquilo que ninguém viu...
Se devagar se vai ao longe...
Devagar te quero perto...
Se pouco me dás...
Muito te ofereço...
Tenho visto muitas coisas...
Algumas bem estranhas...
Da vida pouco entendido ...
Mas és para meus sonhos...
Todos os encantos requeridos...
Selecionei para ti essa manhã...
Para dizer-te isto...
Não tenho como voar...
De asas feridas...
Dentro de mim se acanham as certezas...
Por onde vai a vida?
Sem ti...
Será tão mal gasta...
Peito aberto em mil feridas...
Que este amor não me cegue...
Sei que nada me é pertencente...
Mas a magia evoco...
Entre seus abraços...
Abandono o peso do caminho...
E em ti me aporto...
O que estava perdido...
Por fim encontro...
Sandro Paschoal Nogueira
Tem determinadas feridas que, de tão profundas, se o tempo e sessões terapêuticas não se encarregarem de tratar, leva-nos a ter um transtorno pro resto da vida...
