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O medo de saltar o abismo pode ser o receio de não ter como voltar, achando que se quiser retornar, tudo terá desmoronado. Mas se não permitir-se ver o que tem do outro lado, jamais vai saber. E vai achar que todos que ultrapassaram esse abismo buscando um coração acabaram voltando com uma pedra na mão.
Existem momentos que o coração se aperta de tal forma que o choro se torna uma válvula de escape para liberar os sentimentos que nos consome a alma.
Escrever pra mim às vezes funciona como um desabafo da alma. Em outros momentos prefiro chorar, pois chorar é bom... Também é uma forma de desabafar.
Permita-se conhecer alguém... Porque muitas vezes o medo de encontrar alguém desconhecido, é o medo de descobrir quem está escondido dentro de você.
Temos que nos esvaziar da ideia de sermos obrigados a alguma coisa... Somos a liberdade que o intelecto tem para viajar aos mais longínquos campos do mundo interior.
Nada como manter a clareza nas palavras e a pureza dos sentimentos... Acho que se soubermos colocar nossas palavras de forma a descrever verdadeiramente o que sentimos, nos fazemos entender de forma clara e precisa.
A música tem o poder de marcar momentos e entrar para nossa história. Ela nos influencia de várias formas. Ela nos diz tanta coisa e acaba sendo uma senha para buscar os arquivos da nossa memória.
A guerra de mundos em nós mesmos é fruto das indecisões existentes e do confronto com o céu e o inferno interior, moldando as atitudes e levando a um modelo preestabelecido que impede o autoconhecimento e a felicidade.
Todo escritor é viciado no tormento da busca e no prazer de encontrar as palavras que entrevia no espaço interior, de resgatar elementos vivenciais que dormiam em algum canto ignorado da mente. Encontrar o enredo, o personagem, o espaço, a linguagem, a voz, o tom, é encontrar-se a si mesmo. Reconhecer o próprio rosto atrás das máscaras. Talvez o escritor não seja senão um camponês da palavra. Escritores são Argonautas, teimosos aventureiros em busca do carneiro de ouro - o texto perfeito."
de O Livro do Escritor
Ser insistente ou perseverante na teoria é a mesma coisa, mas o primeiro sempre parece ser o chato e o segundo o corajoso.
- Meu bem, se o fim de tarde de uma sexta-feira não te faz bem, então eu não sei, então eu não sei..
Cara, toma um porre, um belo porre! Ouve um blues. Arruma uma garota nova. Só não fica aí.. tem tanto jeito bom de sentir falta de alguém.
Julgamentos não podem colocar amor em corações, afinal, apenas uma escolha de reconhecimento é capaz de irradiar sabedoria em mentes obscuras.
Sentado à mesa
Desejando um café
Mas sem poder ficar em pé
Escrevia com firmeza
Cigarros nos cemitérios
Cheiro de fumaça
Meio copo de cachaça
Sabe que não é levado à sério
Quarto pequeno e escuro
Bairro frio e nojento
Baratas sobre meu alimento
Trancado sem forças no muro
Melhores momentos da vida
Julga então ele ter
Enquanto pode escrever
Dos seus pensamentos não terá
Saída..
Escrever é sugar de volta o que verte minha essência. É bombear a tinta sacra que corre em minhas pecantes veias. Abster-se disto é um pecado lírico: perece a mente, apodrece a carne e depaupera o espírito.
Eu não escrevo para os outros, eu escrevo para mim, não quero ter uma obrigação com pessoas, se nem obrigação comigo mesmo tenho, quero escrever o que me dá vontade, de certa forma sou livre e pretendo ter minha liberdade sem ter obrigação com ninguém.
Quando estamos mal não pensamos em nada,e não pensar em nada é pensar em tudo e isso pra mim é a crise.
