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“Eu nunca ganhei um pincel, nem por isso deixei de ser um artista, eu nunca ganhei uma caneta, nem por isso deixei de ser um escritor.”
"Sejamos quem Deus nos chamou a ser: pessoas de amor e compaixão, que irradiam a luz divina em meio às trevas do mundo."
Compreender um escritor é algo fácil. Ele escreve sobre o que sente, cria textos para poder esvaziar a alma. Ninguém escreve sobre amor se não amar, talvez até escreva, mas não terá aquela profundidade que só quem tem conhecimento de causa pode passar. Logico que eles possuem suas complexidades, afinal enxergam o mundo de outra forma. Porém basta observar seus textos, senti-los, permitir que eles se entranhem em seu ser e você saberá exatamente como o autor se sentia no momento em que as letras tomaram forma. Escrever não é simplesmente ordenar palavras. É gravar um pedaço da alma e permitir que alguém a leia.
Não seja ignorante, compartilhar conhecimento é uma dádiva, em outras eras não podia sequer cogitar os assuntos.
Ora não é a noite promessa no amanhecer, a espera esmerada
na aurora cambiante a revolver o sereno na pradaria onde
a granada reluz o diamante, a opala das estrelas planas.
Pois que me joguem aos cães, E meu intuito seja lançado
ao mar de mãos atadas com nós de amuras.
E minhas mãos não toquem mais as palavras.
E que meu corpo repouse no saber.
NE (obra publicada no livro ANTOLOGIA ENCONTROS
Neste conluio de meus pensamentos, sem nenhuma prepon-
derância, só o lapso com que escorrega a tinta em busca da
palavra certa, nesse enlace anacrônico, sinto a simultaneidade
com que me vêm as palavras e o que era tão vazio ganha
agora, sobre a página branca, desnuda a esperar neste sucinto
futuro, as letras que caem em direção ao branco véu.
Esse céu da cúpula azulada como uma taça a nós
voltada. Dai-me então esse céu para que eu possa sorrir,
tal como as flores na primavera a surgir.
E então avaliamos o infinito a quem nos foi dado... sendo
assim, o curso das horas o único sentido de minha convicção.
É o pecado do bom senso ser um pouco mais de mim.
É nada se comparado a isso.
Amanhã, hoje e ontem é o tempo, respondendo em vida à
morte.
Sem saber...sequer se existo.
Hoje, ontem.
A invenção do passado é a construção do futuro...
A construção do futuro é invenção do presente.
" Siga indiferente as possibilidades do sucesso, colecione percas e vai ver que guardar conquistas requer muito mais espaço "
" Mantenha os olhos nos pés, são eles que nos dão a direção, mas nunca se esqueça de que são as luzes das estrelas que indicam o caminho "
Tenho de tirar de minha cabeça tudo o que ela puder dar ao mundo, porque sou agradecido a este mundo e não posso perder um único minuto em minha vida. Sou feliz e gostaria de dividir minha alegria com todos os que se dispuserem a me ler.
Aos 8 anos eu já queria ser escritor, mas levei 28 anos para conseguir. E, se consegui, foi porque alguém acreditou em mim. Ignácio de Loyola Brandão, que me deu uma oportunidade. Do contrário, eu jamais teria sido escritor, porque, sem um "cartão", dificilmente você vence nesta terra.
A DIVERGÊNCIA DO MILAGRE
No instante certo o milagre acontece
Bruta pedra vira algodão
Deus mostra toda sua face
Quando o sangue da mulher desce
No choro do menino não há disfarce
Todo pecado vira perdão
Mas, o decurso do tempo vive-se de incoerência.
A morte da vida externa toda sua contradição:
“No sepultamento a divergência,
do extintivo vivo num caixão”.
RECEIOS QUE AINDA NÃO VIERAM
Temo muito que chova no próximo feriado.
Que eu não conquiste aquele emprego,
Que se esqueçam do meu aniversário
Que eu torça meu pé em um mero jogo de bola
Que não reconheçam os meus verdadeiros intentos.
Preocupa-me muito
A possibilidade de um assalto repentino
Terminar uma amizade com um amigo por uma discussão tola
Um acidente de carro durante uma viagem que eu não queria ir
Um diagnóstico inesperado
Perder algo que ainda nem sequer conquistei.
Receio muito também!
Que eu seja mal interpretado quando fui verdadeiro
Que entre tantas possibilidades, eu não faça a escolha certa
Que depois da escolha errada, não me restem novas chances
Que meus desejos fiquem aprisionados apenas nas promessas dos meus quereres
Atormenta-me só de pensar!
Que eu não seja perdoado tomado pela plena consciência da culpa.
Que eu não corresponda as minhas próprias expectativas
Que eu não deseje muito além do que mereço, mas que eu saiba merecer o que desejo
Que eu saiba a diferença, a sutil diferença entre acreditar, persistir e teimosice.
Que eu não comece algo infrutífero, nem desista do que seja promitente.
Entretanto, ainda assim, ante tantas possibilidades que remoem de incertezas todas as minhas aflições, absolutamente, nada me causa maior desespero que a inexistência do amanhã.
O AMOR DO GANANCIOSO
Quando tudo começar a ficar demasiadamente óbvio, desconfie! A previsibilidade é traiçoeira, infiel e adora flertar no marasmado escondido do acaso com a rotina. O ganancioso, por sua vez, despreza o probo, flerta com o somítico, gosta do desleal, mas é profundamente apaixonado pelo inescrupuloso que ama — inescrupulosamente — sem saber o que é amor, a elegância da vilania. Talvez porque a sovinaria vaidade humana é ilimitada para externar sentimentos póstumos. Entretanto, aprisionada a fátua vileza para enaltecer e se entregar aos valores daqueles que ainda estão vivos.
CRÍTICOS SUPERFICIAIS
Somos vitrines expostas,
Para mendigos e dondocas.
Textos lidos e relidos,
por analfabetos e intelectuais.
Somos juízes do desconhecido,
críticos do que não vemos
e analistas superficiais.
