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No imenso jardim da vida, algumas pessoas preferem enveredar pela trilha do mal e transformarem-se em ervas daninhas. Com certeza, elas pagarão um alto preço pela triste escolha feita.
Somos folhas, água, vapor e memória. Somos corpo que pede colo e alma que encontra sentido em rituais simples.
Banhar-se com ervas é um ato íntimo e político.
É afirmar que o cuidado não precisa ser caro, nem distante. É desfazer o preconceito que marginaliza os saberes populares como se fossem “coisas de crendice”. É reconhecer o poder que existe em uma folha que brota no quintal.
Não é sobre espiritualidade. É sobre saúde. É sobre presença. É sobre a dignidade de cuidar-se com o que se tem e com o que se sente.
A raiz é o chão que sustenta,
Onde cresce forte,
Onde se alimenta.
É a terra que dá vida e faz florescer.
A terra é o mercado do céu,
Conexão enraizada no solo,
Onde podemos voar.
Tanto tempo preocupado com as
Ervas daninhas
Que já havia me esquecido de regar as
Flores.
Como são bonitas e cheirosas!?!!
Deixe o mato, ele acaba morrendo,
De inveja.
É sobre conectar com as ervas e receber suas medicinas. É sobre parar um pouco, respirar, rezar, sentir, e agradecer suas bênçãos. É masserar, firmar e banhar, é cuidar da energia, é cuidar de mim, e dos que eu amo! É viver presente!
Do contrário, a negligência permitirá que ervas daninhas dominem, sufocando o crescimento e impedindo que os frutos brotem com saúde.
Assim, ao escolhermos entre cuidar ou negligenciar, definimos o tipo de colheita que teremos no futuro – cheia de frutos bons ou sufocada pela ausência de atenção.
Nos países subdesenvolvidos ocorre uma proliferação de igrejas e seitas como autênticas ervas daninhas e, infelizmente, têm aderência dos incautos.
A criatividade, quando nutrida, floresce como um jardim exuberante. A estagnação, por sua vez, se espalha como ervas daninhas.
Ervas e abrolhos inúteis são as plantas destinadas à maldição divina por rejeitarem a graça de Deus em suas vidas.
Todas as ervas amargas (almas, dificuldades) colocadas numa grande panela (ministério) devem receber parte de sua unção espiritual (poderes do Espírito Santo) para tirar o veneno do inimigo (ameaças) sobre seus propósitos.
Dúvida do ar
Duvido do ar,
que não circula,
por entre paredes.
O ar calmo, passivo,
não se tornará brisa,
tão pouco vento em rotação.
O ar reprimido,
deixará as paredes ruírem,
tornarem-se velhas casas,
com ervas crescidas no jardim.
Tenho receio deste ar,
que nos mantem sobrevividos,
mas que não nos permite,
experimentar a existência.
