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Se você não sabe para onde ir, não vá! Agora se você resolver permanecer onde está não se incomode, porém se você se incomodar, então vá adiante.
Meio a meio sigo meu caminho,
Meio a meio penso comigo,
Meio a meio sigo dividido,
Meio a meio talvez o destino,
Meio a meio meu tempo,
Meio a meio uma decisão,
Meio a meio?
Meio a meio não.
Quem sou eu?
Quem sou eu para julgar quem está a me guiar
Quem sou eu a quem está a me amar sem eu deixar
Quem sou eu viver do achar sem o nada afirmar
Quem sou eu a amar quem está a me deixar a ver em alto mar
Quem sou eu que vivo a amar sem nada esperar
Você pode duvidar da existência de Deus.
Mas Ele também pode duvidar da sua.
Você pode não reconhecê-lo em seus caminhos.
Se Ele fizer o mesmo, pobre te ti.
Quando não se sabe o que fazer, o melhor a fazer é não fazer nada e esperar até que o vazio das decisões se conclua e a direção a tomar se apresente.
A fé é o instrumento mais antigo e eficiente contra a tal "procrastinação", pois a confiança leva a ação, enquanto a dúvida, a paralização.
"Se possível, afaste-se da maioria, não entre em aglomerações e nem siga ideologia de rebanho. Existe uma dúvida moral no que é unânime."
Em qualquer decisão, a dúvida e o medo são absolutamente normais.
Na real mesmo, nossa decisão é sobre o tempo que ficaremos paralisados diante deles.
Será que eu te amo?
Porquanto senti dentro do peito
alguma coisa assim roendo
que os meus olhos paralisaram
a uma distância de quilômetros
E o coração esmaeceu triste
por medo de te perder...
Porque procurei entender sobre a dor
Descobri, que para cada pergunta,
a resposta seria amor...
Porquanto, depois de perceber:
o Amor é belo para com ele viver
Fruto inesquecível que não apodrece
Porque me calo se você erra comigo?
Teus insultos me pisam em meus ciúmes
Mas te perdoo e te aceito,
Meu grande Amor,
Meu melhor amigo!
Sim, eu te amo!
Só agora descobri o que é amor
Que nem o ar, jamais quero te perder
Nosso amor é como flores
que desabrocharam dentro de mim
Eu só preciso cultivá-las
para renovar os frutos de você em mim
(MONTEIRO, A. L. Eu te amo?. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 29).
Se desperdiçamos uma pergunta, ou não ficarmos satisfeitos com ela, façamos uma outra logo em seguida, mas se a pergunta seguinte também não for primorosa, não se desaponte. Há momentos que devemos recolher o que aprendemos e refletir sobre o que ouvimos, para realmente estabelecermos empatia com quem nos ensina, respondendo às nossas dúvidas, como pode.
Achei que descobrir algo novo me traria o alívio do cobertor do conhecimento... mas me trouxe mais dúvidas e perguntas. Fiquei ainda mais curioso.
O novo mundo que vem se estruturando aos nossos olhos tem tirado qualquer dúvida sobre a necessidade de aprendermos a vida toda.
