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Religião é tudo aquilo que priorizamos; por isso não existem ateus de fato, pois no fim todos acabam tendo uma religião.
Nunca conheceremos todos os caminhos de Deus (Isaías 55.8-9), mas Ele conhece todos os nossos caminhos (Salmos 139.1-12)! E isso basta!
A questão que cada homem e mulher devem meditar não é o que faria pelo Senhor se tivesse mais dinheiro, mais tempo ou educação; mas o que faria com as coisas que tem. O que importa não é o que você é ou o que você tem, mas se Cristo é o centro da sua vida.
Todos quem não vivem fundamentados na Graça imerecida de Deus, acabam tendo como única alternativa um relacionamento vazio de barganhas com uma divindade que não é o Deus da Bíblia.
Se aproveitar da boa fé das pessoas para enganá-las não é difícil. O desafio vai ser no dia do acerto de contas tentar enganar Deus.
A equação de Deus é diferente da nossa:
- Tem situações que o maior serve o menor - Gn 25.23;
- Os felizes são os que choram - Mt 5.4;
- Aquele que perde é que ganha - Mt 5.39-42;
- Os últimos serão os primeiros - Mt 20.16;
- O louco que é sábio - 1º Co 1.27;
- O pobre que é rico - 2º Co 8.9;
- O fraco que é forte - 2º Co 12.10.
- Se você não entender isso, você não vai compreender os princípios do Reino de Deus.
Não há mérito em quem recebe (Efésios 2.8), pois todos nós somos mendigos diante de Deus e é justamente por isso que recebemos o favor imerecido. Quem achar que o mérito é de quem recebe, terá que discordar de que "não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor... (Eclesiastes 9.11)", mas que tudo isso é exatamente por graça e justamente pelo mérito da pobreza.
Mateus 3.1: Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia...
Você já se fez a pergunta do porque João Batista estava pregando no deserto? Lembre-se, que no templo em Jerusalém havia dois sacerdotes corruptos, Anás e Caifás (Lucas 3.1-3), e a presença de Deus não estava lá. A presença de Deus foi para o DESERTO, onde havia um homem alinhado com Deus (Lucas 1.66 e 80).
Aprenda a ficar onde a presença de Deus está; mesmo que o lugar seja o DESERTO.
Cada instante da minha existência está completamente fundamentada na Sua maravilhosa Graça por mim.
Não fiquem perplexos com os escândalos, mentiras, hipocrisias e manipulações de algumas pessoas; isso é Deus destruído algumas fachadas para revelar corações adoecidos.
Quem pede perdão aprendeu o que é Amar... Quem perdoa aprendeu o que é a Graça... Quem esquece aprendeu o caminho da Paz...
Nem Deus e nem o copeiro esqueceram José na prisão! Foi porque o tempo de Deus na vida de José ainda não tinha chegado. A vaga que tinha era de padeiro, e José foi chamado para governador.
Se Deus Criou Tudo Quem Criou Deus?
Esse tipo de pergunta erra na sua premissa: Pressupor que Deus foi criado. Se Deus fosse criado ele deixaria de ser Criador e passaria a ser Criatura. Aristóteles e Santo Tomás de Aquino explicam bem isso através dos argumentos da causalidade e do motor imóvel, se não existisse uma causa primeira que cedesse a existência a sequência causal não poderia haver a própria existência, pois o efeito depende ontologicamente da causa. Por isso é necessário admitir uma causa primeira, incausada e, portanto eterna. Um princípio principiado é apenas um principio principiante que não pode ser admitido como principiador de todas as coisas existentes, Deus não foi criado... Pois é o grande "EU SOU".
Explicando Êxodo 9.12
Êxodo 9.12: "Porém o Senhor endureceu o coração de Faraó”...
Quanto ao endurecimento do coração de Faraó, fica claro, à luz da sinoticidade bíblica e o contexto de Êxodo que esse endurecimento se deu em razão do próprio Faraó ter se firmado cada vez mais em seu pecado, a cada praga enviada ao Egito e a presciência de Deus.
Provérbios 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”.
Antes de todo o episódio, vamos pontuar que no início do contexto é dito; Ex 3.19: “EU SEI (presciência), porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte”.
Então o texto bíblico deixa claríssimo que faraó já era obstinado, já era incrédulo, e continuaria obstinado e incrédulo seja qual fossem as manifestações e pedidos de Deus.
Deus já sabia de antemão que Faraó não iria libertar o povo, a cogitação de Faraó em libertar o povo foi posterior às manifestações do poder divino, no caso, as pragas; Êxodo 4 deixa isso claro.
Portanto, Deus reforçou a obstinação do coração de Faraó porque este escolheu opor-se à vontade do Senhor, mesmo ante as suas repreensões. Na versão original do texto não diz que Deus endureceu o coração de faraó, como uma ação PRIMÁRIA, mas Ele apenas reforçou o desejo PRIMÁRIO do Faraó.
Portanto, considerando que o termo hebraico usado para “endurecer” denota “fortalecer ou reforçar”, Deus apenas “fortaleceu ou reforçou” o desejo que já estava no coração de Faraó. Não foi Ele quem desejou que Faraó fosse obstinado, mas apenas o abandonou às suas paixões infames e o entregou a um sentimento perverso (Êx 8.15), posto que ele não se importou em ter conhecimento de Deus (Jo 12.37-50). Seria mais ou menos como é dito em Rm 1.24: "Por causa disso, também Deus os abandonou (dentro das concupiscências dos seus próprios corações) para dentro de imundícia[...]. E em Romanos 2.5, onde o apóstolo Paulo faz menção a essa dureza de coração ocasionada pelo próprio pecador, e não por Deus: “segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus”.
É inegável o fato de o Senhor ter dotado o homem de intelecto, sentimento e vontade, a fim de que ele receba ou não pelo livre-arbítrio, a salvação (Jo 3.16-36; Rm 10.9-10; Ap 22.17, etc.).
Se Faraó iria fazer "algo bom", no caso, libertar o povo, seria por intervenção divina, não por arrependimento, mas trégua, a fim de cessar o sofrimento causado por sua própria obstinação em não libertar o povo.
Seja qual fossem as ações de Deus, os sinais enviados, os pedidos a Faraó para deixar o povo ir, mais cedo ou mais tarde Faraó voltaria ao seu estado de obstinação, e isso ficou evidenciado quando Faraó deixa o povo sair e logo em seguida volta a persegui-lo no deserto. Faraó como conhecido de antemão por Deus continuaria com o coração obstinado seja qual fossem as manifestações e pedidos de Deus!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, que deseja que todos sejam salvos (1ª Tm 2.4) Marcelo Rissma.
Quem é Deus?
A vida com Deus é um paradoxo onde a síntese acontece na fé e no amor! Deus é um completo e total paradoxo; e se não fosse assim não seria Deus. Pois aquilo que é medível, analisável e explicável não é Deus; Deus é o absurdo.
Então o que é Deus? Primeiro que, nenhum ser humano pode responder essa pergunta, pois Deus está além de tudo aquilo que conhecemos e viermos a conhecer em algum momento da nossa existência. Deus não é domesticável, teologizável ou filosofável. A única coisa que um ser humano caído pode declarar sobre Deus, sobre esse mistério, é que Deus é a fonte do amor e da graça nesse mundo caído, amor manifestado e encarnado em Jesus Cristo.
O endereço de Deus nesse mundo caído é onde o amor se manifesta e se materializa; portanto não é uma doutrina, não é um dogma, não é uma confissão de fé e nem uma experiência religiosa denominacional ou particular.
Só existe uma revelação nesse absurdo que é Deus, o amor encarnado, materializado e expresso em atos de amor (João 13.34-35). O que passar disso é apenas especulações, devaneios de pseudos teólogos e filósofos.
Por isso, nesse mundo caído e perverso, as pessoas que conseguiram entender e praticar o amor creem não crendo; isso por causa dos absurdos e injustiças que continuam a acontecer contra outros humanos. São esses absurdos e injustiças humanas que nos fazem perguntar onde está Deus? A resposta é sempre no amor daqueles que ajudam, abraçam e tornam a vida de algumas pessoas melhores, é ai que Deus se manifesta, é ai que Deus está (Mateus 25-34-45).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
