Tag destino
Os dias começam diferentes, mas sempre terminarão da mesma forma. No início, a esperança de que algo vai mudar. No fim, a frustração recorrente, porém já esperada, em uma subconsciência nada adormecida. Buscamos novas experiências, novas possibilidades, novas interações; para suprir a ausência de bons sentimentos, em busca do resquício de uma alegria prometida por nós mesmos, todas as noites, quando nossas mentes mergulham; procurando a maneira de nos confortar sobre o fim que nos espera. E esse inevitável fim, temido por todos, pode ser esperado por muitos.
Ficamos obcecados em saber de onde vimos e para onde iremos. Uma certeza é que faremos a passagem, cedo ou tarde. A questão é de que não existe céu ou inferno, anjos ou dêmonios. Bondade ou maldade. Isso faz parte de tudo. A natureza nos oferece abrigo e alimento, e também destruição em massa. Ninguém é totalmente bom ou ruim, mas quando somos um ou outro culpamos o diabo, ou damos crédito a Deus(a). Outra certeza é que estamos aqui para evoluir, uma fase acaba e outra começa, no passado, futuro, ou presente. Podemos voltar no momento presente e dialogar com nós mesmos nessa vida. Eu posso ser você em outra vida, ou você ser eu em outra. O bem e o mal caminham juntos, somos feitos dele. Talvez não exista isso de bem ou mal. Bom e mau. Somos nós que criamos tudo o que dizemos hoje. Um libertador? Um salvador? Onde existe salvador onde não existia alguém que nos tirasse o mesmo? Morreu pelos meus pecados ou pelos seus? Destino. Missões. Paz eterna? Tantas perguntas e nenhuma resposta sólida e franca. O vem e vai de parentes. Perdas. Tristeza. E depois voltamos a viver da mesma forma. Constantemente. A vida é um ciclo, estamos dentro dele até o último eu evoluir... então irei(mos) virar algo maior. Pensamos
É incrível o poder que o destino exerce em nossas vidas. As voltas que o mundo dá nos deixam tontos de amor.
Acredito que o nosso destino seja traçado conforme nossas escolhas! Somos nós quem determinamos os rumos da nossa vida! Mas nenhuma escolha é definitiva se assim não quisermos, se não nos faz bem, se não nos faz feliz...
Idealizar o destino tomando como base apenas a idéia de uma fé própriamente dita, acaba sendo a forma mais preguiçosa de se viver a vida.
A vida é uma longa estrada na qual encontramos muitas barreiras, algumas fáceis de desviar,outras,difíceis de conseguir passar.Nada é impossível.Alguns desistem,mas,os fortes resistem e conseguem seguir o caminho até chegar ao destino.
Querer é muito mais que ser.
Quem já é, não tem mais onde chegar.
Quem quer, aprende e tem muito o que conquistar.
Quem sempre quer, sabe que o caminho importa mais do que o destino.
Quem já é, acomoda-se onde está e não espera um futuro que vem vindo.
De onde eu vim? Não lembro, e de fato, não me importa mais.
O destino é algo efêmero, diante de meus olhos. Não me interesso em versos melosos, ou em sentimentos alheios; a dor que me consome é deveras drástica, corrompe a alma, e enévoa o olhar.
Sinto dentro de mim, o vazio descomunal, e o coração quebrantado não se animar.
Desisto de tudo, ou todas as histórias, não importa o que faças, que pensas ou que sentes; o amor dói, fere a alma e desgasta, não importa o que diga, sou indiferente.
Dirás que é besteira talvez, ou talvez fale que estou ficando louca; provavelmente devaneio, ou seja indecisão; penso que enfim minha hora chegou, com saudades de teus beijos me entrego a escuridão.
Quero voltar, para onde nunca coloquei os pés, mas sempre estive.
Não desejei partidas, mas o caminho de ida.
Um dia volto. Ou nunca mais.
E quem vai se importar?
Mundo estranho... Mundo nó.
Muda germina e termina só.
E quem fingiu amar, o amor perdeu.
Nem um lágrima ou copioso choro trará de volta
O sentimento rejeitado, antes generosamente ofertado.
Ainda que negando, a barganha do seu objeto
O destino foi escrito. O fato, consumado.
Estou cativo.
Vivem a minha vida,
não a vivo eu.
Deambulo num mundo de títeres.
Linhas quase visíveis manipulam
o meu devir.
Sinto prazeres que não são meus,
tenho vontades artificiais
inoculadas nos meus sentidos.
Meu pouco por cento de lucidez juvenil
se esvai com o vento inexorável dos anos.
Neves de outono prateiam meus cabelos
enquanto o bridão do destino
já não incomoda tanto minhas gengivas.
Fui um deus
com minha ousadia,
com meus sonhos,
com a minha liberdade.
Sou agora
apenas um pobre diabo.
Destino: Ora, ora. Que quer dizer tamanha demora? Espere e verás. Certo dia, na varanda de um abismo, sentada na rede de casa, avistei o destino. Não que eu tenha visto, mas ele estava lá. Escupido em carne e perigo, não que eu tivesse visto. Simplesmente deixei pra lá. Procurava enlouquecida, a palavra que havia sido lida, apenas lida, não vivida. Distante do acaso, procurava cansado, sentidos para acreditar que nesse mundo simétrico ainda existe acaso. Outrora, velejando pelas ruas, avistei novamente o tal destino. Céus, como é lindo! Passou sem ser lido. Cego, desejava ver algo que despertasse as vistas, um colírio para limpar as idas, um destino para procrastinar as vindas. Sem que o destino que me visse, agarrei-o com força, e não o soltei, até que ele resolveu ficar.
Vire à direita. Vire à esquerda. Siga em frente. Faça o retorno. Não há um melhor caminho. Apenas, o caminho em si. E onde quer que você vá ou chegue, não olhe para trás, pois aquele percurso já não existe mais.
Pela família brasileira
Em nome de Deus
Forjaram a história
De um Povo sem ensino
Grandes templos e portas
Torres altas, soam sinos
Chamando ao culto do divino
Do cultuar da miséria
Como dádiva do destino
Acolhedoras rezas
Bênçãos, cantos e hinos
A direita te confessas
A esquerda paga o dízimo
De milagres concebidos
Da miséria e seus batismos
Batizado da fé
Conformado apelido
Na história Deus escreve
Certo por linhas tortas
Em nome dele
Homem descreve
Pelas linhas da tortura
