Tag destino
Viajante
Eu nem sei o que seria
Se acaso fosse diferente
O meu passado dia-a-dia
Com aura de viajante
Rebelde e determinado
A conhecer cada lado.
Quando é preciso
Uma ponte se constrói
Seja do agora ao paraíso
Ou do vilão ao herói.
Falar é tão fácil
Discutir a teoria também
Há de ser forte e dócil
Para ir mais além.
A vida ensina todo tempo
Basta aquele melhor olhar
Até mesmo um contratempo
Tem algo a revelar
Assim fui descobrindo
Depois de atravessar...
Romper as fronteiras,
Esquecer alguns limites
Faz com que a gente
Veja novos horizontes
Repletos de outras verdades
E consequentes possibilidades.
Eu seguirei como os viajantes
Enquanto houverem caminhos restantes
Sou eu, rodado pelo tempo,
Sem casa, sem chão, nem firmamento.
Caminho em estradas que o vento apaga,
Sem saber se sigo ou se volto à saga.
Não há onde pousar meu cansaço,
Nem braços abertos, nenhum abraço.
Sou eu, sem rota, perdido na estrada,
Só o silêncio, minha jornada.
Será que o destino me esqueceu,
Ou fui eu que de mim me perdeu?
Mas sigo, sem rumo, sem me encontrar,
Quem sabe, um dia, eu aprenda a ficar.
São Martinho na Primavera
uma viagem sem pressa de chegar
uma estação e muitos destinos
um comboio e assentos desocupados
paragem e apeadeiro
aromas e cheiro de romaria
sem direção, incógnito seguindo viagem
rumo ao lúdico e desconhecido mundo das emoções
montanhas
planícies
lenhas
gravetos
acendalhas
fumaça
lareira
castanhas
aguapé
São Martinho
chuva e frio
outono - inverno
chegando ao destino que o próprio destino nos reserva
encontrando no meio de tudo o nada
ou no meio da nada encontrando tudo
Éramos dois barcos, um só destino, e a imensidão do oceano parecia pequena diante da grandeza do nosso amor.
Deus não vai mudar sua história sem antes mudar sua mente. Uma nova história pode ser destruída por uma velha mente.
É o Senhor quem endurece o coração de Faraó. E qual é o propósito?! Te impulsionar para o propósito!
O que Deus está gerando em nós através dos processos é muito maior do que aquilo que está sendo desconstruído.
A falta de paciência pode atropelar suas realizações, tornar obscuros seus caminhos, apresentar-te às armadilhas psicológicas da ansiedade, depressão, do pânico e do desequilíbrio emocional.
Nāo tenha vergonha de caminhar olhando para o chão, caso não enxergue o horizonte, afinal, ver aonde você pisa é fundamental para permanecer em pé na caminhada.
entre os cortes rasos de uma faca cega
e os profundos de uma espada medieval,
aos imensos vórtices do espelho que refletem a estranha sinestesia
do cheiro do sangue vermelho que jorra de alguém que já se foi;
e ecoam o som dos passos rápidos de um mago que custa ao desvendar um mistério,
mesmo já sabendo para quem seria passado o trono do império,
ou do clero que arrasatavam suas túnicas ao chão etéreo
desesperados ao som do anúncio da guerra dos ingleses,
manchando de terra o pano branco lavado pelos camponeses.
um estranho caminho já traçado me leva a segui-lo inteiro passo a passo
sentindo o toque gelado da armadura de aço,
ao cheiro forte da sala do trono feito de couro legítimo,
os mapas do comércio marítimo
e as decisões tomadas para a próxima guerra,
as toras de madeira na lareira me esquentam
e ainda ouço elas sendo cortadas ao som da serra,
que em conjunto, formam um futuro já criado que se desenterra.
designado da passagem de um trono hereditário;
na cabeça, uma coroa que pesa desde o berçário
que resultava do trabalho árduo hierarquicamente vindo dos currais
de terrenos feudais,
no fim, acabamos todos como os nossos pais.
pelo castelo passeiam os plebeus e os bobos da corte
com falsas piadas disfarçadas de críticas sociais
sujando as américas e o europeu,
de quem desmerece tudo que passou, de quem nas trincheiras morreu.
não sou culpado, todo o meu futuro já está escrito,
desde quem mora em castas cobertos por vestes gastas
ou do mundo dourado da corte que será maquiado em alguns séculos por cineastas,
quem te dá a certeza que foi essa vida que valeu?
você me questiona muito, o por que de não mudar a realidade,
por que estamos em época de um histórico apogeu
elogiando um livro facilmente mesmo para quem nunca o leu,
entre quatro mil palavras e filosofias
diz que não nasci pra isso,
mas afinal, quem sabe para que nasceu?
você me questiona muito, o por que de não mudar a realidade,
por que estamos em época de um histórico apogeu
elogiando um livro facilmente mesmo para quem nunca o leu,
entre quatro mil palavras e filosofias
diz que não nasci pra isso,
mas afinal, quem sabe para que nasceu?
Um dia eu sonhei um sonho sozinho, não sabia como chegar ao meu destino, tive que parar por várias vezes no caminho, às vezes chorava à toa pelas veredas do perpétuo continuo, mas uma força me impulsionava a continuar prosseguindo.
Seja a minha luz
Seja o meu caminho
Seja a minha vida
Seja o meu destino
Seja a minha força
Não me deixes andar sozinho.
Pessoas acomodadas odeiam mudanças, já as sábias, sabem que sem mudanças de trajeto, nunca se chega a um destino mais cedo que o habitual!
Asas
Com as asas rasgo os ares
Pouso em fios, edifícios e observo mares
Se tenho asas é para alçar os ares
Ver de cima, tudo lindo.
Desço para ver de perto
vejo uma malha em confusão
de pequenez imaginação.
Rios poluídos que descem pela encosta
numa humilhação que desconforta
num chão revestido de alcatrão.
Nunca me disseram que lá embaixo
era pura podridão.
Por que me deram asas
se em troca só tenho decepção...
Ver o vexame posto
não é de bom gosto.
Asas, para quê?
Para assumir o meu destino
de enorme envergadura.
Vingar as desesperanças,
depois de desiludida e humilhada,
abraçar os que de olhos tristes me fitam
e se voltam acanhados, vencidos,
por acharem que em tudo aquilo
existia alguma graça.
