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Nossos desejos terrenos são por nós colocados à responsabilidade do divino, quando na real, deveríamos enfrentar as responsabilidades terrenas com desejos divinos. Essa é a matemática!
A reflexão sobre nossos reais desejos e potencialidades pode nos livrar da precipitação e impulsividade, atitudes inconsequentes e desencadeadoras de arrependimentos nocivos.
Quanto mais positivos e gloriosos forem os resultados que pretendermos buscar, maior e mais desafiadora será a caminhada para alcança-los.
O Natal e seus propósitos devem ser permanentemente cultivados em nossos corações. Só assim, tais sentimentos, desejos e felicitações poderão chegar perto da realidade que vislumbramos.
Que a oportunidade da tradição e dos desejos de “Feliz Ano Novo” nos proporcione renovação interior, aperfeiçoamento de pensamentos e purificação da mente para darmos continuidade ao que é necessário, benéfico e construtivo na sequência de vida.
Pessoas mal resolvidas vivem como se nada no mundo pudesse ser mudado. Convivem com o que faz mal como se não conhecessem o que faz bem. Entregam-se aos pensamentos destrutivos, às atitudes indesejadas e aos desejos fúteis sem refletirem sobre as consequências de seus atos.
Nas entrelinhas da sociedade, quando nos são esclarecidos seus mistérios e acordos, acreditamos menos no azar e mais na sorte arquitetada.
O potencial destrutivo das pragas que te rogam sempre faz e fará de seu praguejador a primeira vítima.
Desconfie de si quando estiver agindo somente sob vigilância alheia, pois isso é um sinal de despedida de seus próprios ideais.
Quão equivocado é aquele que escora seu regozijo na humilhação e exploração alheia, pois se encontra tão longe da essência humana que nada mais o satisfaz.
Considerar os efeitos colaterais resultantes da constante busca pela realização de desejos demasiados é uma atitude necessária para dispensar vícios iminentes.
Há incontáveis sonhos estacionados nos pátios sombrios das vidas de pessoas que diariamente se dedicam de maneira certa em lugares errados.
Existe uma centena de sonhos em seu coração. Só que a distância dos seus sonhos para aquilo que você deseja são as crenças da sua mentalidade. Mude seus paradigmas.
Fontana do Trevi
Caem as moedas como migalhas de brilho,
partem das mãos com o desejo de se tornarem sonhos,
e o fundo as acolhe como silêncios,
esperando que o tempo lhes devolva voz.
A fonte, imensa em sua mudez,
de costas, recebe pedidos que não ousam gritar.
Em Trevi, o desejo pactua entre águas,
como se um murmúrio pudesse concretizar o devaneio.
Cada moeda que afunda carrega um preço,
um desejo que custa a esperança.
É um pacto entre a moeda e o homem: ele joga, e a fonte o dissolve em segredo,
restituindo-lhe um pouco de vazio,
como se o vazio fosse tudo que temos.
O que desejamos, na verdade, não é sermos atendidos — mas sim que o mistério siga impenetrável,
e, no reflexo da fonte, o que buscamos ver
é apenas o eco de nós mesmos,
profundo e mudo.
“Amamos antes do amor chegar. Amadurecemos cercados de defesas.
As respostas mudaram conforme a nossa esperança.
Sufoquei-me com as palavras que nunca disse.
Cada vez que negligenciei minhas vontades algo morria em mim.
Perdi o paladar por só saborear desejos alheios.
Fui corresponsável pelo óbito do nosso futuro.
Tristes tempos pretéritos, presentes. Nossa química era física.
No final, só hiato de fato.”
Alimentamos tanto nossos sentimentos
com desejos insanos;
Que por loucas razões, queremos sentir
grandemente o real sentimento.
Deus está entre aquilo que apenas queremos e aquilo que realmente precisamos, entre nossos desejos e nossas necessidades. Raramente um lado corresponde ao outro.
Naqueles que Nele repousam sua alma, acalmam seus desejos, subjulgam suas expectativas e desenvolvem a compreensão, a sabedoria e o amor, NÃO há espaço para receios, medos ou inseguranças.
