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Quem te protege não dorme…
Sob os céus insondáveis, há quem se incomode com a tua resiliência, quem dedique sua energia a tramar emboscadas para te ver tropeçar. Mas cada armadilha se desfaz diante de ti como névoa ao toque do sol. Há quem te persiga com olhos cheios de inveja, manipulando mãos alheias para mover peças contra ti, como se a tua queda fosse um espetáculo que desejassem assistir. Contudo, os fios que tecem contra ti se rompem antes mesmo de se entrelaçarem.
O que eles ignoram — ou fingem não perceber — é que teus passos não são guiados pelas forças deste mundo. O guardião que vela por ti não conhece cansaço, nem sombra de sono. É Ele quem te sustenta, aquele que observa de longe e de perto, aquele que vê o oculto e age no silêncio. Cada pedra lançada em teu caminho é transformada em degrau, cada vendaval que tenta te abalar apenas fortalece as raízes que te firmam.
Os que te espreitam à espera do teu fracasso não sabem que a tua força não vem de ti mesmo. É um poder maior, que transcende o entendimento, que te ergue quando tentam te derrubar, que te faz prosseguir com a cabeça erguida enquanto muitos torcem pela tua desistência. És sustentado por um propósito que não se corrompe, por mãos invisíveis que te amparam e te guiam.
Tu permaneces de pé, não porque a batalha seja fácil, mas porque tua perseverança é um testemunho vivo de que as trevas nunca prevalecem sobre a luz. Enquanto conspiram, enquanto se inquietam, há uma força que te circunda, te protege, te refaz. E é essa força, que nunca adormece, que transforma adversidades em triunfos e perseguições em histórias de superação.
YHWH, como podes me amar assim?
Como pode, ó Eterno, me amar sem medida,
Se minha alma é errante, ferida e perdida?
Conheces os passos que trêmulos dou,
E mesmo assim, és o farol que não apagou.
Sabes do peso do erro que carrego,
Das sombras em mim que eu mesmo renego.
Sabes que, diante da porta entreaberta,
Eu fugiria, de alma deserta.
E, ainda assim, me buscas no abismo,
Com ternura que anula meu ceticismo.
Seguras minhas mãos, tão fracas, trementes,
E me ergues em amor, pacífico e ardente.
Teu olhar me atravessa, desarma meu peito,
Como flecha certeira, acerta-me o leito.
Me encontro de joelhos, em pranto sincero,
Pois em Ti, ó Deus, o infinito eu espero.
Sabes que eu culparia Teu nome sagrado,
Pelo que nunca foi como havia sonhado.
Sabes que eu me fecharia em meu medo,
E calaria Tua voz com meu segredo.
Mas Tu, ó Amor, jamais Te retrais,
És chama que arde, mas nunca me desfaz.
És fogo que aquece, mas não me consome,
És a mão que estende, sem cobrar meu nome.
Como podes confiar no que é tão falho,
No coração que já não bate em trabalho?
Como podes, sabendo que eu caio e desisto,
Ser o porto seguro que nunca é omisso?
Leva-me, Deus, pra onde pertenço,
Pois longe de Ti, eu só me despenso.
Minha alma soluça ao sentir Teus olhos,
Que veem além dos meus destroços.
Eu corro depressa, de volta ao teu lar,
Pois sei que em Teus braços é o meu lugar.
E ao Te encontrar, aberto, acolhedor,
Sou quem Te esqueceu, mas Tu nunca, Senhor.
A justiça de YHWH…
A proteção que me envolve não é um escudo de vaidade, mas uma teia invisível de cuidado que transcende o entendimento humano.
Não é sobre invulnerabilidade, mas sobre estar sustentado por algo tão imenso que o mal direcionado a mim não encontra repouso; ele se perde, retorna ao emissor, carregado do peso de sua própria intenção. E é aqui que reside minha inquietação: a maldade que tenta me alcançar não fere minha pele, mas ameaça o destino de quem a projeta.
Preocupo-me, então, não por temor ao dano, mas pela gravidade do preço que você, talvez sem saber, está prestes a pagar. Pois aquele que é guardado por YHWH não é uma fortaleza inexpugnável, mas um reflexo da justiça que vigia todas as coisas, e a justiça, quando movida, não conhece hesitação.
Assim, ao desejar meu mal, temo não por mim, mas pelo abismo que você, cegamente, começa a escavar sob os próprios pés.
"A malícia que intenta semear ruína encontra no desígnio divino o seu inverso; o sopro frio, planejado para afligir, torna-se brisa controlada pela mão de YHWH, frustrando a trama do adversário e exaltando a justiça celestial."
Em sua insondável sabedoria, יהוה entrelaça caminhos de forma singular: ora faz de você a mão estendida que resgata, ora envia quem ilumine sua escuridão, e, por vezes, une almas para que, no compartilhar do fardo, descubram juntas a redenção.
Estrelas em noites distantes…
Na senda estreita que o espírito escolheu, há sombras densas que o mundo semeou. A quem a luz do alto um dia acendeu, a treva zomba, pois não a conquistou.
Eis que o ódio, qual vento frio e feroz, não surge apenas por serdes errantes; mas, porque ouvistes do céu a doce voz,
sois como estrelas em noites distantes.
Se fostes terra, raiz ou comum chão, os homens vos tomariam por iguais; mas sois do alto, de etérea dimensão, e o mundo teme o que não possui jamais.
Não vos espante o rugir da multidão, nem o peso das pedras que vos lançam. Maior é Aquele que vos deu a mão, do que o abismo e as forças que avançam.
Escolhidos fostes, não pelo acaso, mas por amor que o tempo não apaga.
E quem caminha sob esse ardente abraço, provoca o ódio de quem na treva vaga.
O Cristo, antes de vós, foi rejeitado, a Ele cuspiram, cravaram madeiro.
E ainda assim, Seu amor imaculado triunfou sobre o mundo inteiro.
Portanto, erguei vossa alma ao infinito, não sois do barro que a turba venera. Sois chama viva, sois o inaudito, o céu vos chama, e o mundo vos espera.
O que é decretado por יהוה transcende o tempo e a vontade humana, pois Sua palavra é alicerce imutável; nenhum poder terrestre ou celeste ousa frustrar os desígnios daquele que é eterno e soberano.
O poder da oração…
A oração é uma ponte que transcende o visível e nos une ao infinito. Não é um gesto mecânico nem um ritual vazio, mas a tessitura de uma comunhão profunda entre o finito e o eterno, um diálogo silencioso onde a alma se desnuda e o coração encontra repouso. Orar não é apenas falar; é abrir-se ao mistério, é reconhecer a própria insuficiência e, ao mesmo tempo, vislumbrar a plenitude que se revela além de nós. É um ato de coragem e humildade, no qual nos colocamos diante daquilo que não controlamos, mas que nos sustenta.
Ao elevarmos nossas palavras em busca de sabedoria, como nos exorta Tiago 1:5, reconhecemos que o entendimento humano é limitado e frequentemente obscurecido por paixões e ilusões. Pedir sabedoria é mais do que buscar conhecimento; é clamar por discernimento, pela luz que ilumina os passos em meio às incertezas da existência. É suplicar para ver além das aparências, para agir com justiça e caminhar em retidão.
Quando oramos por perdão, como nos ensina João 1:9, não estamos apenas confessando falhas ou admitindo erros. Estamos nos rendendo à misericórdia divina, reconhecendo que o fardo da culpa não pode ser carregado por um coração que deseja ser livre. O perdão, nesse sentido, é uma experiência transformadora: ao sermos perdoados, aprendemos também a perdoar, e nesse ciclo de graça, somos renovados.
A súplica por força e coragem, refletida em Isaías 41:10, é um apelo para que não sejamos vencidos pelas tempestades que nos cercam. Não é a ausência de medo ou dor que buscamos, mas a fortaleza para enfrentá-los. Orar por força é confiar que existe uma mão que nos sustenta quando as nossas fraquejam, e pedir coragem é acreditar que, mesmo diante do abismo, há um propósito que nos impulsiona a avançar.
Em Salmos 147:3, encontramos a promessa de cura, não apenas para o corpo, mas para as feridas mais profundas da alma. Clamar por cura é aceitar nossa fragilidade e entregar ao Criador aquilo que em nós está quebrado. É um ato de esperança, de quem acredita que nenhuma dor é definitiva, que o amor divino pode restaurar até os fragmentos mais despedaçados.
Em Salmos 25:4, ao orarmos por direção e propósito, buscamos mais do que um caminho a seguir: ansiamos por sentido. É o desejo de que nossos dias não sejam um somatório de eventos desconexos, mas uma jornada marcada por significado. Pedir direção é confiar que há uma vontade maior que guia nossos passos, e buscar propósito é alinhar nossas escolhas ao chamado divino que habita em nós.
Assim, a oração é mais do que palavras proferidas; é um encontro transformador. Não é fuga, mas entrega. Não é imposição, mas abertura. É a arte de ouvir o sussurro do eterno no silêncio do coração, de permitir que a graça nos molde e nos prepare para viver com sabedoria, perdão, força, cura e propósito.
Salmos 91:10-11
A existência humana, em sua frágil tessitura, sempre se viu cercada por incertezas, assaltada por inquietações que brotam das sombras do desconhecido. No entanto, o eco transcendental do Salmo 91:10-11 ressoa como uma promessa de proteção sublime, um pacto entre o eterno e o efêmero, entre a infinitude de Deus e a vulnerabilidade do homem. Não é um discurso de imunidade física ou ausência absoluta de adversidades, mas um chamado à confiança inabalável em uma providência que transcende o visível e o tangível.
"Não te sucederá mal algum, nem praga alguma se acercará de tua tenda." Aqui, não se trata de um escudo que bloqueia os ventos da tribulação, mas de uma segurança que repousa na fidelidade divina, capaz de transformar a tempestade em aprendizado e a angústia em esperança. O mal, em sua natureza fluida, pode atingir o corpo, mas jamais penetrará a fortaleza da alma que crê. A tenda, símbolo da morada transitória, torna-se um espaço sacralizado pela presença divina, um santuário que, mesmo em meio ao deserto da vida, está protegido por mãos invisíveis.
O verso seguinte expande essa promessa em uma visão quase celestial: "Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos." Aqui, a figura dos anjos não é meramente decorativa, mas um testemunho da intimidade entre o Criador e sua criação. São agentes do cuidado divino, enviados não para evitar os passos incertos, mas para assegurar que, mesmo nos caminhos mais escarpados, a queda não será definitiva. Cada trajetória humana, com seus erros, desvios e lutas, é acompanhada por essa vigilância amorosa, que não impõe, mas guia, que não anula a liberdade, mas a protege do abismo.
Este texto sagrado não promete uma existência isenta de desafios, mas sugere que há uma força maior que reordena o caos e que acompanha cada ser humano em sua jornada única. O mal pode rondar, mas não prevalecerá. A praga pode ameaçar, mas jamais encontrará morada naqueles que habitam sob as asas do Altíssimo. É uma declaração de fé que transcende o literal e se enraíza no espírito, uma lembrança de que, mesmo em meio às adversidades, há um propósito divino que transforma a vulnerabilidade em força.
Ao contemplar essas palavras, o coração é convidado a repousar na certeza de que não caminha sozinho. Pois o cuidado divino, manifestado de forma tão poética e poderosa, é um lembrete de que a existência, ainda que marcada por incertezas, encontra segurança na fidelidade daquele que guarda os caminhos de seus filhos com zelo eterno.
Muitos focam nas visualizações humanas, enquanto temos o maior visualizador da História, vendo tudo, aprovando e ou desaprovando o que tens postado e ocultado.
Cris Nunes
É perfeitamente possível tentar matar o Criador, mesmo sabendo que em breve muitos irão ao enterro da tal criatura
O telefonema da espiritualidade é a conexão das primícias do Criador com uma chamada direta com os desígnios da criatura
Não importa se é a lua que passa entre a terra e o sol, ou se é a terra que passa entre o sol e a lua, o que se vê na noite do eclipse é mais um espetáculo celeste e universal extraordinário.
Amanheceu, contemple o verde das plantas, o azul do céu, o cintilar das aves, a manifestação da vida e agradeça o criador.
Anoiteceu, contemple o firmamento, um céu estrelado, o manifestar da vida e agradeça o criador pela lei universal que mantém todo esse equilíbrio perfeito e extraordinário.
Para uma vida feliz, alegre e saudavel, ao amanhecer contemple o verde das plantas, o azul do céu, o cintilar das aves, a manifestação da vida e agradeça o criador. Alimente-se bem, movimente-se, preencha seu dia com atividades criativas e produtivas e ao anoitecer, contemple o firmamento, um céu estrelado, o manifestar da vida e agradeça o criador pela lei eterna e universal que mantém todo esse equilíbrio em perfeita harmonia e extraordinário.
(José Nilton de Faria)
Ouvir o silêncio da natureza alternando-se com o canto dos pássaros, o som do quebrar das ondas do oceano, sentir a brisa marinha, observar o cintilar das aves, apreciar o mistério da vida e agradecer a Deus pelas leis eternas e universais que mantêm todo esse equilíbrio na mais perfeita harmonia.
Sabendo que a luz é benéfica para a vida, Deus fez o sol, mas também sabendo que a permanência direto no mesmo faz queimar, aí Deus fez a sombra.
A FÁBULA DO GUANDU E O PÉ DE BOLDO
Até uma certa altura eles cresceram próximos, bem juntos e mantiveram o mesmo tamanho, o Guandu e o pé de Boldo, mas como as espécies possuem naturezas diferentes, o Guandu precisava crescer e se tornar árvore, mas veio o impasse, se a planta crescesse na mesma posição vertical a qual se encontrava, naturalmente que seu largo caule engoliria e mataria o pé de Boldo pois os mesmos estavam muito próximos, portanto a partir de uma certa altura equidistantes o Guandu despediu-se do pé de Boldo, inclinou-se cuidadosamente num ângulo próximo de 45° tomando o cuidado de não tombar e ao mesmo tempo poupar e salvar seu amigo pé de Boldo e o Guandu tornou-se uma árvore explendorosa com suas maravilhas de flores, mas em sua memória seu amigo pé de Boldo jamais será esquecido.
Como tudo feito pelo criador é perfeito, suponho que a visão de um buraco negro possa ser uma das maiores maravilhas do universo.
Toda a obra é boa, bela, eterna. Aos olhos do criador... perfeita!
Até o dia em que o criador alcança a perfeição e vê: Algumas obras não servem para mais nada se não para devota-las a destruição!!!
A obra do Criador se perpetua no sacrifício e na entrega de tua vida em prol do fruto do teu ventre Mãe, e o Senhor se faz presente...
