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Poesia contemporânea de Deus
Sinto a presença de Deus
Sinto sarar as fridas
Deus tem cuidado
Dos seus
Seca as minhas lágrimas
Fazendo-me crescer
Dá -me conhecimento
Para superar obstáculos
Para vencer
Deus está-me moldando
Lapidando
Como um diamante
Quando estou para desistir,
Deus dá-me força extraordinária
Para resistir
Para prosseguir e seguir
Com sua presença
Essa sua presença me faz
Ser amado, me faz amar
Me faz ser alguém
Com Jesus Cristo vou ficar bem.
Nesse caso vivo
A minha fé está firme no propósito e desígnio
Que Deus me Deu.
Amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo de pensamento, força e mente.
Amar é vida é servir é o puro amor de partilhar de estar de ser e dando o nosso coração sem olhar a meios, nosso pai celestial está na vida de todos desta ou daquela forma ele é presencial ele é completo, quando passo dificuldades, vejo que são lições de vida aprendizagens, para eu me desenvolver. Acreditar é melhor que não acreditar.
Nessa crença me transforma a cada dia, porque quando tudo parece desabar.
O remerentissimo Pai Celeste abre-nos o caminho para ultrapassar os escombros e levantar de novo a casa e fazer um belo jardim, ilumina caminhos novos e rotas de bom grado.
Por tudo sou grato
Emanuel Bruno Andrade
A igreja contemporânea está preenchida com: corais, instrumentos, apresentações, músicas, apresentadores, marabalhismos, teatros, empresários, santos, apóstolos, profetas, curadores e vazia da Palavra, de Cristo, do fruto do Espírito Santo e de Deus!
Regresso
a gente nasce
sendo semente,
gera e cria
até vir pesticida
digo, sociedade
afogando a alma
pra voltar a ser semente,
dessas de barriga grande
que engravidam
e alastram criação
pela beira da estrada
e rompem asfalto,
é preciso volver
água
chão
vento, ardência
até
virar semente
de
novo,
até
virar semente,
ovo.
(do livro 'Zíngara' de Bianca Rufino)
Receita
quando o canto do pássaro te atravessar
se faça de madeira (oca)
deixe ele maturar
no seu íntimo barril
como cachaça
canto bom
é canto curtido.
(do livro 'Zíngara' de Bianca Rufino)
ser ave em exercício de decolagem, até decolar
ser papel em gestação de poesia, até acordar.
(Do livro 'Entre' de Bianca Rufino)
Todos sobrevivemos a uma sociedade narcisista e mantemos o status quo dela sem parar de dançar a valsa da sua fantasia.
Uma das máximas da sociedade contemporânea é que o grau de importância de alguém está relacionado à proporção da sua conta bancária e de seus bens materiais, isso é totalmente nocivo ao homem pós-moderno que busca a todo custo êxito profissional e cada vez mais afunda-se em um consumismo desenfreado. A visão pragmática e materialista do senso comum, também tem adentrado ao Cristianismo denominado Neo-Pentencostal que tem seduzido a muitos com promessas de prosperidade terrena o que foge muito da essência do autêntico evangelho. Não que seja pecado buscar uma vida confortável, desde essa busca seja honesta (Salmos 128:2) e secundária (Mateus 6:33) não há mal algum, porém, quando isso torna-se requisito para buscarmos a Deus estamos totalmente equivocados, pois invertemos a ordem natural das coisas, fazemos de Deus nosso servo ( Deuteronômio 6:4). A Bíblia adverte que surgiriam falsos profetas que usariam a própria Palavra de Deus para enganar a muitas pessoas (Mateus 24:24). Por isso, quando dirigir uma oração ou participar de Culto a Deus certifique-se que suas motivações ao buscar ao Senhor estejam corretas. (Mateus 4:10).
A arte contemporânea brasileira tem que sair das famosas galerias brasileiras e ir de forma cultural, social, cidadã e educacional para as obras publicas nas periferias e nos bolsões de miséria espalhados nas principais capitais brasileiras. O artista plastico e visual que esteja distante disto, não percebe nossa realidade também não exerce sua justa ativa cidadania cultural e deve ser visto pelo mercado como um mero personagem equivocado de espetáculo, onde ele é a unica atracão "mamulenga" do picadeiro e a própria triste e indiferente plateia, desqualificada de um só espectador.
A Arte Social é bem mais que uma idéia crativa abrange e contempla toda uma sociedade que por mesmice e indiferença, agoniza.
A contemporaneidade na arte percorre novos rumos em total respeito e liberdade, afasta se das formalidades das antigas escolas, das usualidades das técnicas e das plataformas tradicionais, em si rompe a barreira da visualidade impactante em uma só direção, convida nos a novos sentidos da mesma forma que eleva se a tridimensionalidade.
Não gosto da arte contemporânea escancaradamente politica acredito na sutil criatividade e na inteligente inventividade de todo verdadeiro artista.
A arte que se expressa de forma sutil e inteligente é um dom e uma dadiva dos céus na comunhão plena da linguagem entre o criador e o artista a qualquer tempo, momento e situação.
A verdadeira arte nos cobra diuturnamente posicionamentos, cores e palavras muito mais que a necessidade financeira para pagarmos as contas de nossa cultura.
Aquele que sabe fazer conta não é um verdadeiro artista, talvez no minimo um economista criativo ou um inventivo matemático.
O contemporâneo como o que é do tempo atual, sempre foi contemporâneo em algum momento da historia da arte na evolução humana. Hoje passaram a ser referencias tradicionais mas em seu tempo eram ousadias do que pré existiam e eram concebidas como atuais.
Depois de anos batendo na mesma tecla, me alegro hoje que as artes plásticas e visuais contemporâneas brasileiras descobrem a cultura indígena como tema e minimalismo. Enfim o Brasil conhecendo o Brasil.
A boa arte nada tem haver com o pano pintado e o arame contorcido. Mas os valores altos nada tem haver com a qualidade, são movimentos autônomos do mercado de arte, segue e acredita quem quer.
Cabe a arte contemporânea e a tecnológica alcançar novos admiradores com interlocuções de todos os sentidos e os museus se adequarem.
O verdadeiro ativismo cultural vive na zona sul e na periferias, em busca de novas historias, vidas e personagens mágicos que lutam a seus jeito para as superações, muitas vezes indo contra a toda uma falência das politicas publicas institucionais, que punem, flagelam e abandonam injustamente os invisíveis que sobrevivem esquecidos na parte mais baixa da pirâmide social e cultural. A verdadeira arte contemporânea tem um importante papel de linguagem quanto a isto e cada artista deve ser um ativo interlocutor.
As artes e a cultura contemporâneas são aquelas que pautam e estão ligadas a inclusão, ao diminuir a fome e a miséria e dialogar com todos igualitariamente por melhores dias por uma universal cidadania.
Desde bem pequeno sei, que a arte dos artistas populares e a arte nativa indígena devem vir para ocupar espaços nas grandes metrópoles brasileiras e do mundo inteiro. No entanto os artistas, não. Cada um deve permanecer na atmosfera de origem, pela produção em si e pela integridade de sua vida simples e de seu pensamento.
A verdadeira arte não destrói o que quer que seja, o que destrói sobre qualquer coisa que existe como plataforma é uma ilegitima perversão destrutiva da anti-arte. A arte criativa em qualquer tempo exalta o que já existe, respeita e dialoga em seu tempo diante do esquecido, despercebido e do mais comum, revigora a existência na quintessência regenerativa da criação.
A grande doença na sociedade contemporânea do século XX e XXI aparece quando fazemos contrariados o que não temos a menor vontade e empenho em fazer.
