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Ele era um simples animal faminto, e não se importava com o que estava comendo ou com o seu gosto. Era como tomar aspirina para fazer uma dor de cabeça passar.
Seu voto tem valor até ao ponto de você precisar um prato de comida, logo perderá seu objetivo primário.
Se os porcos fossem eleger seu representante, votaria em quem lhe da comida, pouco importando se essa comida é uma "lavagem" e que muitos dos seus já foram levados ao abatedouro pelo seu tratador.
À minha casa são bem vindos
Amor, dinheiro e cantoria
Terão dormida pela noite
Comida e vinho pelo dia
Por conta da hodierna “chiênchia”, TODA alimentação sofreu transformação genética e agora chegou à vez de TODA a humanidade passar pelos mesmos processos degenerativos de suas células. Doravante, TUDO será (já é) “trans”!
Nada!
Horas e horas neste ponto morto
Onde caiu agora a minha vida...
Nem um desejo, ao menos!
Só instintos pequenos:
Apetite de cama e de comida!
Nem sequer ler um livro
Ou conversar comigo, discutir...
Nada!
Neutro, morno, a dormir
Com a carne acordada.
Houve um tempo no qual a indústria da seca era o prato principal no restaurante Brasil. Hoje a indústria da arte domina o cardápio que está nas principais mesas de todas as filiais do Restaurante Brasil.
Minha mãe expressava amor por meio da comida. Por mais crítica ou cruel que ela pudesse parecer – sempre me forçando a atender a suas expectativas obstinadas –, eu sempre sentia o afeto dela irradiando das merendas que ela preparava para eu levar à escola e das refeições que ela cozinhava para mim bem do jeito que eu gostava.
"Isso é o que a gente gosta à mesa: celebrar esse tempo improvável a que se chama vida e logo acaba."
(Gladston Mamede. "Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
"Quando o manjar é maravilhoso, ninguém se lembra da cintura."
(Gladston Mamede.
"Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
"A paixão pela comida leva à aventura, não menos que outras paixões. E aventuras com risco próprio, é bom que se diga."
(Gladston Mamede. "Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
Que nunca nos falte o pão que alimenta o corpo, a fé que alimenta o espírito e a magia da poesia que nos alimenta a alma.
