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Sou eu assim
Claro, escuro
Dom Juan
Dom Casmurro
Jovem, maduro
Arcaico, imaturo
Sou eu assim
Brilhante, obscuro
Veia sábia
Sangue burro
Mente que queima
Cheiro de esturro
Sou eu assim
Um carinho
Um murro
Mastigável
Osso duro
Gritaria e sussurro
Sou eu assim
Estufa, ar puro
Céu sem fenda
Inferno com furo
Outrossim
Seguro, inseguro
Sou eu assim
Passado, futuro
Intenso presente
Esquecido, expoente
Bem assim
Em cima do muro
"Todos os dias acrescentamos um novo capítulo a nossa autobiografia, e se somos os autores então podemos determinar um final feliz para nossa história"
Nenhuma pessoa permanece imaculada
com uma análise minuciosa de sua vida.
E isso é absolutamente normal.
Não somos deuses de perfeição.
Somos humanos.
Demasiadamente humanos.
Sou professora de missão, formação e vocação. Acredito na educação e no seu poder de transformar a biografia das pessoas.
"Pouco antes de seguir para a França, minha filha deixara com a Civilização um ensaio sobre a situação da mulher na sociedade; não era trabalho perfeito, mas, com todas as suas insuficiências, estava acima do que vinha sendo aparecendo, aqui, no gênero"
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 181
BIOGRAFIA
Nasci em um lugar qualquer,
Compondo versos para velhos conhecidos.
Vendi mil livros para a Terra de Ninguém.
Fui premiado com o Troféu Abacaxi.
Fundei a Academia de Letras
Do povoado Cafundó do Além.
Fui traduzido para todas línguas mortas
E lido por fãs imaginários.
(Guilherme Mossini Mendel)
Não há nada mais cansado do que quem prega o que nunca pratica.
É ai que a verdade costuma estar, silenciosa e incômoda. A hipocrisia mora nesse contraste.
Érico Veríssimo: biografia em rimas - Lídia Rodrigues
Nascido em 1905, lá no Sul, em Cruz Alta
Era uma criança estudiosa e dedicada
Orgulhoso deixava dona Bega, sua mãe amada
Gostava de ler feito gente grande
Das letras desde pequeno já era amante
Mas se o assunto era matemática, aí já era deviante
Aos dez anos já se sabia
Érico Verissímo era um menino e já um possível escritor
Tão jovem já escrevia, passava para o papel o que tinha em seu interior
Ainda jovem, mas menos criança
Érico passou por maus bocados: era o pai Sebastião
Que, por irresponsabilidades, magoou-lhe o coração
Com os pais separados e a família arruinada, lá foi Érico prover dinheiro
Foi balconista, trabalhou em banco e, como o pai, foi farmacêutico
Mas ler e transcrever obras nacionais e internacionais é que lhe era terapêutico
Em 1927, Veríssimo conheceu dona Mafalda, sua futura esposa
Noivos em 29, foi quando Chico: um Conto de Natal, seu primeiro livro, nasceu
Teria sido pelo amor de sua bela que esse livro escreveu? (Você sabe, ou ainda não o leu?)
Em 1930, bem na época da Revolução, Érico despediu de seu Sebastião
Ao chegar a Porto Alegre, decidido que da escrita tiraria o seu sustento
Conheceu intelectuais, muita gente de talento
Voltou a Cruz Alta, mas só para se casar
Com Mafalda teve dois filhos criados com amor:
Clarissa e Luis Fernando Veríssimo, o também escritor
Érico escreveu e publicou muito
Mas foi em 1938 que meu predileto ganhou repercussão nacional:
Olhai os Lírios do Campo, uma obra sensacional!
Com o sucesso dessa obra, Veríssimo outra vez se mudou
Nos Estados Unidos proferiu conferências, falando até com governador
Mas voltando para o Brasil, escreveu O resto é silêncio, inspirado pela dor
Em 47, desgostoso com a política no Brasil, aos Estados Unidos voltou
Foi aí que deu início a sua obra prima O tempo e o vento
Escrito em três volumes, outras obras ele escrevia no mesmo momento
Em 1961 a saúde de Érico já não era mais a mesma
Sofreu um infarto e precisou de muito repouso
Mas voltou a escrever com vigor impiedoso
Mas em 28 de novembro de 1975 o mundo da literatura o perdia
Vítima de outro infarto, Érico Veríssimo nos deixou
Deixando obras escritas que a muitos emocionou
Renomado e premiado escritor
Veríssimo demonstrava humildade
Deixou os seus escritos e também uma saudade
Para finalizar, lhes deixo algumas aspas
“Olhai os Lírios do Campo”, veja que “A vida começa todo dia ”.
São conselhos de quem gosta. Receba com calmaria.
Abioye por opção, Anderson por decisão, Ras por filosofia de vida, chocolate por aceitação, Barros pela herança de alguém que nunca conheci.
Esse é o resumo da minha história!
Nós não somos quem publicamos.
Não somos o que dizemos ser.
São as nossas atitudes que dizem quem realmente somos, é o tempo quem escreve nossa narrativa.
Existe um caderno no universo onde nossa biografia vai sendo escrita dia após dia, vida após vida, e nesse caderno não podemos escrever nada, são as nossas ações que ditam cada palavra que está lá.
Para alguns, sou herói e, no mesmo instante, outros me julgam vilão. Para alguns, virei distância e para outros, aproximação. Fui tímido, rebelde, ignorante e até ignorado. Se me pergunta quem eu sou, a resposta é confusa e sem apego inventado. Sou todos eles e nenhum deles, "ser" e "não ser". Sou quem olha, pela brecha cerrada de grades, o meu próprio alvorecer. Essa cíclica iluminação vem do findar das noites soturnamente memoráveis através dos intensos gritos afogados em meus silêncios infindáveis… Ora sou quem vê pela janela, ora sou quem vê a janela e, em meio às duvidosas brumas da madrugada, sinto-me como se eu fosse a própria janela…
Você dormiria mesmo sabendo que ao acordar não sentiria com a mesma intensidade o que viveu neste dia? Dormiria mesmo sabendo que a cada noite lembraria cada vez menos, apesar das fotos, vídeos e poesias? Arriscaria a dormir?
Soltar da memória uma paixão vivida é ser realista, dançar com a lembrança e ser grato pela visita.
Soltar e necessário para que se possa seguir com a vida.
Me dei a ausência.
Me dei o consumo do que não era habitual e a liberdade de mudar.
E mesmo com a obrigação de cumprir tudo ao que me comprometi, me dei um espaço, um tempo, o meu tempo.
Escolhi parar e pensar, buscar e aprender.
Me fiz entender que ser gentil comigo mesma, não é egoísmo e sim a forma mais genuína e acertiva de melhorar.
Biografia Anne Mattos
Elisiane Mattos da Silva, esse é o verdadeiro nome de Anne Mattos, que prefere ser chamada de Anne por finalidade de encurtar o nome... Já que poucos a chamam pelo nome. Além de ser chamada de Anne, também tem um apelido íntimo e familiar, também por causa do nome, "Zizi".
Anne nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em Santa Cruz Zona Oeste do Rio, em 1994. Terminou o ensino médio em 2012, e dois meses antes de terminar os estudos. Teve seu primeiro emprego, na C&A.
Por falência da mãe, aos 3 anos de idade foi morar com os tios paternos , cresceu sendo criada por eles e vive com eles até hoje.
Sempre foi uma pessoa quieta, inteligente e sonhadora, sempre com ideias em mente.
Aos 17 anos resolveu montar seu primeiro blog. Só que não deu certo. Sempre foi apaixonada por leitura, escrita e desenho. Sempre gostou de questionar as coisas, inventar histórias e escrever sentimentos e desenhar roupas.
Aos 18/19 anos fez um novo blog com novas ideias chamado "Anne Quer Falar " na finalidade de expressar opiniões de uma forma diferente, já que não consegue se expressar falando em público.
Durante o último ano do ensino médio em 2012 fez um curso preparatório para o primeiro emprego que além de ajudar o jovem a enfrentar uma etapa da vida também ajudava a trabalhar o seu próprio eu.
(ao longo do tempo mais informações aqui)
Biografia.
Queria ser como todos, escrever livros e não perceber,
Ser único, ter sabedoria e deixar-me ver...
Queria ler sem me cansar, brincar sem crescer...
lutar com meu ego e vencer...
Inundar sorrisos onde for, agradecer aos céus o que for...
Queria mesmo poder compartilhar sonhos e a realidade...
Adaptar-me à minha idade, ser o novo que posso ser e menos velho que deixo transparecer... Afinal... a vida é feita de instantes e cada instante é um livro...
É possível desvendar a biografia de um poeta entendendo suas obras, porque nelas estão parte das suas vidas!
A Antimística na Poesia-Reflexiva de William Contraponto
A poesia de William Contraponto é um território onde o sagrado não entra. Não por intolerância, mas por lucidez. Ele escreve a partir da fratura, não da fé. Seus versos não pedem bênção nem anunciam milagres. Não há promessas de luz nem pactos com a transcendência. O que há é pensamento. Pensamento cru, sem disfarces, atento ao jogo de forças que molda o mundo e os corpos.
Sua poesia é uma forma de resistência simbólica à sedução do absoluto. Em lugar da mística que apazigua, Contraponto oferece a dúvida que desinstala. Ele não canta a alma em êxtase, mas a consciência em ruína. A espiritualidade aqui não se eleva. Ela desce, interroga, desmonta. Busca no chão as perguntas que a metafísica costuma esconder sob mantos dourados.
A antimística de William Contraponto não é um gesto de negação vazia. É uma recusa pensada. Ele sabe que toda crença carrega um custo. Sabe que muitas vezes o conforto da fé é comprado com a moeda do silêncio, da obediência, do autoapagamento. Seus poemas não atacam a religiosidade individual, mas a indústria da redenção. Não zombam da busca por sentido, mas expõem os atalhos fabricados para controlá-la.
Não há espaço para o milagre onde o poeta vê estrutura. O que se apresenta como sagrado, ele examina como construção. O que é vendido como divino, ele desmonta como discurso. Sua escrita se nutre do desconforto de pensar em vez da segurança de crer. Não há salvação. Mas há clareza.
Na poesia-reflexiva de William Contraponto, a ausência de Deus não é um vazio. É um convite. Um convite a suportar o mundo sem muletas metafísicas. A construir sentido sem terceirizar o olhar. A habitar o tempo sem desejar estar fora dele. Sua poesia não é ascensão. É travessia. E cada verso, uma pegada crítica sobre a areia movediça daquilo que chamam verdade.
Seus poemas não consolam. Mas acordam. E isso, por si só, é um gesto profundamente humano.
Não me orgulha não ter uma formação acadêmica. Mas, estranhamente, isso me alivia mais do que me pesa
Uma Nota de William Contraponto
Na dúvida?! Ponha no Google: William Contraponto.
Os tempos de jornalecos locais e seus coronéis não existem mais para aqueles que souberam se desprender dessa engrenagem pequena. E muitas vezes ignóbil, limitada física e intelectualmente.
Não desprezo a estrada que passei, mas aqueles que seguem crendo nela como caminho diante do tempo novo como forma de se estabelecerem como líderes e bastiões da verdade.
Na minha escrita difundida pelo mundo está a resposta.
Localmente? Pouco me importa. O que tenho é coerência. E quem quer fama local e poder geralmente não possui o escrúpulo e a autenticidade mínimos para ir na linha do que pertence ao pensamento amplo.
