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Uma gente que esquece da outra com facilidade. Que se diz amiga, mas some no momento exato que você precisa.
Agora, mais do que nunca, eu precisava ir adiante. Precisava ir além desses pensamentos mesquinhos e limitados.
Acordei muito bem hoje. Muito decidido, irreconhecível, confiando em mim pra valer. Eu estou entrando em outro ciclo, depois de ter passado por dias escuros, bastante dolorosos. Então, só pra que ficasse mais claro, abri todas as portas de casa, deixei o que não era pra ser sair pelas janelas. Estou com uma sensação de que, pela primeira vez na vida, as coisas estão começando a dar certo.
Ali, naquela chuva, quando os olhos de um se encontraram nos olhos do outro, perceberam que se esperavam por muito tempo, por vidas talvez.
Sabe aquela vontade de amar o que realmente importa? Então, é disso que eu estou falando. Nas últimas semanas eu mudei muito, passei a ter mais orgulho de mim.
E tive que prender várias vezes a vontade de chorar. Ainda tento. Mas, às vezes, é tão forte que eu agarro o travesseiro, à noite, e choro, choro e choro muito, até que uma hora, quem sabe, eu pegue no sono.
Eu não o culpo mais. Na verdade, nem sei se ele teve realmente culpa por tudo isso. Só sei que, às vezes, me lembro dele. E não sinto mais aquelas dores de antes. Não sinto raiva, nem saudade. Não fico mais triste e nem perdido. Só permaneceu a certeza que eu sempre tive: uma hora o tempo iria passar.
De todos os rapazes que eu tinha visto ali, naquela manifestação, ele era o mais entregue, parecia um filósofo platônico, sabia se portar, tinha umas coisas que fazia a gente não tirar os olhos. E quando o vi, em meio àquelas fumaças de gás lacrimogêneo, mesmo sendo tudo muito rápido e assustador, tive certeza de que havia sido feito unicamente para ele.
Na pior (ou melhor) das hipóteses, não diga. Mesmo que ele demonstre alguma coisa, ainda que ele diga palavras bonitas que faça você sentir uma coisa forte por dentro, não conte. Não confesse, não se declare, caia fora. Deixe que ele faça isso por você.
Talvez esteja na hora de alterar o roteiro, mudar personagens, desfazer de sentimentos coadjuvantes, dar mais originalidade e entusiasmo as cenas do “hoje”. Assumir o papel principal, fazer do palco da vida o maior estrelato, injetar motivação, vestir-se de alegria, entrar em ação! Ser como luzeiro, emitir brilho de esperança e fé. Oferecer o melhor, pois nesse teatro não é permitido ensaios, chances são únicas; não se preocupe com a plateia nem todos irão te aplaudir, porém, isso não é motivo para fugir. Encarar o público, superar o medo, são metas fundamentais para um ator habilidoso e competente, não é preciso máscaras, nem tampouco maquiagem excessiva para esconder os desacertos, nem tudo é perfeito, o erro também contribui para o crescimento, sucesso é um aprendizado, para alcança-lo é preciso muita determinação. Seja o autor de sua história, use todo seu potencial, ultrapasse limites, libere emoções, seja intenso em cada ato, isso é que faz dos momentos uma recordação especial. Construa um presente fascinante, envolvente, atue com a alma leve, dispense a fama, opte pelo amor, abuse das cores, troque figurino, alterne a melodia, aproveite a musica, comemore cada apresentação, faça festa, sorria, cante, dance se encante pela arte do viver! Faça tudo valer a pena, não queira apenas o final feliz, mostre seu talento viva a felicidade todos os seus dias.
Uma ideia, não devidamente registrada, pode até se perder, mas provavelmente vai simplesmente mudar de autor....
Eu comecei a entender tanto as coisas, principalmente pessoas, saber o que de fato elas sentem por dentro — assim como um ouvido amigo, uma obra de caridade, uma troca de experiências. Tenho conhecido pequenas dores, grandes amores, sonhos quebrados, quedas e medos surpreendentes. Uma piedade que me fez entender que a dor não é coisa exclusiva minha.
Na teoria, a prática é outra, ensina o bom Joelmir, mas não podemos deixar de lado uma verdade: A teoria é a consolidação dos mestres. (...) O ensinamento mantém sua validade.
o meu mundo colorido nunca vai perde essa cor, eu posso ate passar por dias cinzas e sem risos, mais a cor mais bonita que é a cor do bem e do amor sempre vai prevalecer.
Escrever nada mais é do que transparecer o coração, entende? Soltar um pouco da alma nunca é demais, pelo contrário, torna-se essencial ao que nem nós mesmos conseguimos explicar.
Eu pediria você. Se Papai Noel existisse, se estrelas cadentes realizassem sonhos, e se moedas na fonte funcionassem como nos filmes, eu pediria você para sempre. Isso não é novo, eu sempre te peço, sempre te desejo, sempre acredito no que nem é pra acreditar. Quando as velinhas do bolo do meu aniversário se apagaram e eu fechei os olhos foi por você que eu pedi no assopro. Não existe outro pedido. Nesse natal, se um velho gordo e de barba branca com uma sacola vermelha nas costas aparecesse em um trenó e perguntasse o que eu queria de presente, mesmo que eu pudesse escolher qualquer coisa melhor e mais valiosa no mundo, eu juro que o meu desejo seria que você saísse no meio das renas, de braços abertos pra mim. Eu queria que você estivesse embrulhado no papel de presente mais lindo da cidade. E só. No meio dos piscas-piscas que enfeitam os postes da avenida e os maiores castelos, eu queria que fosse o seu sorriso que eles desenhassem no céu. Se o mundo realmente acabasse, a minha última súplica seria você. É você. E eu continuo pedindo, forte, que não deixe de ser nunca. Porque, por mais que você negue e responda “não” para todas as minhas súplicas, e nunca venha, eu ainda serei o único que pede por você.
Olha, pelo visto, eu nunca vou sair daqui. Nem vou tentar mais fazer esforços pra isso, eu sei. A cada minuto tudo se torna um pouco mais difícil. Cansei de ficar tentando. E vou admitir que é quase impossível que isto aqui, algum dia, se torne uma história interessante.
No final do dia, volto pra casa, cansado, encosto a cabeça na janela do ônibus e começo a lembrar da gente de todas as maneiras possíveis. Então, rindo sozinho e depois formando lágrimas nos olhos, consigo entender que nunca vou esquecê-lo. Eu não ia admitir, mas vou confessar que morro de saudades de tudo, principalmente das coisas mais bobas e mais engraçadas. Tenho saudade da gente brigando pelo último pedaço da pizza, de acordar sua mãe porque rimos muito alto de coisas aleatórias no meio da madrugada, do seu quarto sempre bagunçado, da cara feia que você fazia quando eu pedia pra ir ao banheiro quando estávamos indo embora de uma festa. Da paciência que você tinha com meus quase seis anos a menos, da mania que você tinha de esquecer a chave do carro nos lugares. Sinto saudade de levar sua toalha enquanto você tomava banho e de quando você fazia cócegas no meu pé, no escuro, e murmurava baixinho: eita, olha como esse menino é só drama. E eu sei que isso que eu sinto não é um sentimento possessivo. Não escolhi sentir saudade dessas coisas. De vez em quando bate uma saudadezinha. Às vezes é leve, às vezes é pesada demais, e eu vou levando.
E quem diria, né? Quem diria. Mais cedo, conversando com uns amigos, eles me disseram que eu mudei muito em poucas semanas, que eu estou mais seguro de mim e, de tão diferente, eu não pareço ser mais eu. Então eu consegui. Estão começando a notar.
Às vezes, como hoje, me espanto e me pergunto como alguém pode se doar tanto e querer o outro a ponto de se tornar mais forte e mais entregue do que querer a si mesmo.
