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Lembro-me sempre, com uma sensação ilimitada de tristeza e saudade, da hora do lanche, naquele colégio, vinha sempre no momento mais interessante da aula!
Há os que me chamam de velho gagá, zombam de meu magistério, da minha aula, da minha autoridade. Sou um profeta Eliseu sem Deus e sem ursas!
Na escola é assim, os especiais são matriculados para socializar: desregradamente conversam, andam, enxergam, escutam, tateiam, atrapalham a aula dos outros. Errado é quem os apoia.
Aluno fora da sala, na hora da aula, é para dizer à coordenadora que o professor é ruim. Mas, se nem sabe ser aluno, vai saber o que é ser professor bom?
Queria entender por que em uma sala de aula, ou na igreja, ou ainda em uma reunião solene, quando apagam-se as luzes até pessoas boas gritam!
A escola ficou chata, perdeu a graça, não acompanhou a evolução do mundo moderno. O aluno não vê aula, quando vê não presta atenção, não se aplica nos deveres de casa e vai mal nas provas. A educação perdeu o sabor.
..."Lutar contra as minhas próprias limitações e ignorâncias por teimar em querer aprender e continuar aprendendo, não me torna ou me faz mais sábio e nem mesmo inteligente, essa luta diária apenas me torna um pouco menos burro com relação ao dia anterior e um pouco mais esclarecido no momento atual até que um novo amanhã chegue e que um outro o suceda e assim, sucessivamente." ... Ricardo Fischer
Fico impressionado como alunos de 8º ano não se intimidam diante do professor academicamente superior. Não se pode dar-lhes uma aula expositiva sequer, eles falam demais, interrompendo a todo instante para mostrar que sabem mais, e não precisam de nada: Aliás só de nota.
Há dentro de minhas classes de língua portuguesa alunos que não assistiram a nenhuma aula e conseguiram atrapalhar todos os dias. Pagará por isso quem os mantém ali. Enquanto isso não acontecer, eles estão se mantando: tragédia escolar.
Descobri porque os alunos correm, gritam, perturbam a minha aula, primeiro porque não valorizo os seus espetáculos patológicos, e depois ignoro seus pedidos à predileção: Para mim, não são todos iguais e meu foco é o Ensino do conteúdo planejado, pois o pratico com os que querem. No final, somos vítimas dos bons propósitos e eles, dos seus maus. Os professores que não passam pelo que passo vão passar a aula toda alimentando os vícios psicológicos dos carentes de atenção e ficam contentes aos verem alunos no sétimo anos sem saber escrever e nem ler o que escreveram. Sou odiado porque sou minoria, e a maioria não pratica o ideal, senão os índices de aproveitamento em todas escolas públicas estariam elevados. Ou, mesmo os que não sabem de mim, estão sendo prejudicados por mim? Ou eu por eles! Seus resultados baixos me prejudicam, e minhas aulas bagunçadas, como vocês costumam dizer, não lhes afetam em nada!
Por que um professor não suporta ver o outro de aula vaga, será se ele não gosta do que faz ou se lhe dói muito me ver no lugar que ele gostaria? Ou não há verdadeira amizade, daquela que me faz bem ao ver o meu amigo bem!
Antigamente até o velho clássico no futsal, entre professores e alunos, era uma extensão do massacre da sala de aula, hoje só os alunos ganham.
E tudo de ruim na educação e por tudo que não deu certo, a culpa é imputada ao professor que está em regência na sala de aula sempre lendo na cartilha dos coordenadores!
Quando entro na sala de aula é como se a luz apagasse para alguns. Sou tão invisível, que no escuro dos olhos cegos, as pessoas fazem coisas horríveis. Confiantes em minha neutralidade, se acham sem punição. Então, repousam na segurança de quem também está invisível. Mas, Por que eles querem que eu os veja em seu estado de ignorantes? Os despudorados!
Inteligência é o coordenador chegar à porta da sala, na hora da aula, cheia de aluno sem compromisso e perguntar ao professor por que eles estão ali fora.
SALA
Alardes são mesclados com algazarra ,
uma situação fria e desconfortável,
um acomodo ereto e inspirada peça
se apóiam o braços e artifícios
Tem forma hexagonal,
um compendio branco e brilhante
uma hélice cíclica,
mesas bem formadas,
e me traz o sono só de observar a janela penetrante
As beldades que aqui se encontram,
são divertidas feições em um contexto interessante
outras no entanto são frias, chatas e maçantes
e as conversas são peculiares ,
vem meu pensamento como refúgio de um infante.
Gabriel Silva Corrêa Lima
Eu quero cair fora...
Eu não preciso disso.
Não quero pedir
Esmola..., Não perco
O compromisso.
Caído pro inferno, ou
Pro paraíso.
Isso é que é um alívio...
É disso que eu preciso.
É disso que eu necessito...
É disso que eu preciso.
Não suporto mais, tanta
Intolerância... Quanto
Pessimismo, mais não
Perco a esperança.
Agora, ou no nunca, é
Disso que eu preciso.
É disso que eu necessito...
É disso que eu preciso.
É disso que eu necessito...
É disso que eu preciso, e
É isso que é um alívio, é
Disso que eu necessito...
É disso que eu preciso.
É disso que eu necessito...
"Alívio", poesia criada em 27 de abril
De 2003, atrás da quadra de
Uma escola.
Certa vez, em uma dessas aulas de ensino médio, em plena segunda feira, a professora pediu para que colocássemos no papel o que sentimos ao ter a primeira impressão de algo ou alguém, e o que o tempo nos levou a acreditar sobre essa primeira impressão. Foi então que eu escrevi algo desse tipo...
"Ao ver pela primeira vez
Somente observei
Nada pude concluir
Nem tão pouco deduzir..
O tempo, após passar
A conclusão não foi de admirar
Pessoas?
São como as árvores
Algumas espinhosas
Outras, comparadas a rosas"
PARA MEUS ALUNOS QUE ACHAM QUE ESTOU MENDIGANDO SEU RESPEITO E PIRRAÇAM, PERTURBANDO A AULA DOS OUTROS.
Obediência forçada não é virtude. Não quero merecer seu respeito, e nem poderia pretender se mesmos seus pais não o têm. Esta é a prova de que educação escolar não substitui a familiar. Afinal, o céu não é feito de respeitados, mas sim de respeitadores.
Tem gente que falta aula, deixa de ir a festa, deixa de comparecer as reuniões da igreja. Mas, enterro não perde um. Se bobear até no dela é capaz de estar lá também...
O Papel do Professor
Um ser que se torna ponte
Para o conhecimento
Uma estrada que nos leva
Ao nosso crescimento
Com um livro em sua mão
Nos aponta a direção
Nos mostrando o valor
Em partes eu divinizo
Pois, apoio e valorizo
O papel do professor...
Ah... se nossos governantes
Entendessem a lição...
Que pode mudar o mundo
Uma boa educação
Seria bem diferente
Não sofria tanta gente
Criança, jovem e senhor
Nestes versos poetizo
Pois, apoio e valorizo
O papel do professor...
Eu era feito para a biblioteca, não para a sala de aula. A sala de aula era uma prisão, para os interesses de outras pessoas. A biblioteca era aberta, sem fim, livre.
